SÓ FALTAVA O AMOR – PARTE III

– Boa noite. Fez boa viagem?

– Muito boa!

Fernanda pega Laila em sua casa e vão jantar no restaurante do hotel.

– Acredita que eu nunca tinha entrado nesse hotel? É lindo!

– Gostei dele. Também não conhecia. As vezes que eu estive em Itatiaia, fiquei hospedada na casa de Lara. O atendimento aqui é muito bom e o quarto é aconchegante. Depois do jantar, se quiser, te levo para conhecer.

– Não, muito obrigada.

– Por que você resolveu ser pilota?

– Meu sonho quando criança, era ser comandante de um foguete e ir até a lua. Aí, saí do mundo da lua e agora piloto helicópteros.

– Você é uma mulher muito linda.

– Obrigada. Você também é.

Após o jantar, Fernanda levou Laila para casa.

– Quer entrar para tomar um café?

– Vou aceitar.

Tomam café e vão para a sala.

– Como está Bianca?

– Ela está bem. Minha mãe faz todas as vontades dela. Bianca quer morar em Cabo Frio.

– E você não?

– Não.

– Você não tem medo de ficar aqui sozinha com uma criança?

– Não. Me sinto segura aqui. Vamos parar com isso e ir direto ao assunto.

– Como?!

– Eu sei por que você se aproximou de mim e aviso que não vai conseguir o que quer.

– Será que só eu que quero?

– As únicas mulheres que quero em minha vida, são minha filha e minha mãe.

– Estamos falando de que? De amor? Não falo de amor, falo de desejo, de sexo.

– É isso o que você quer de mim, Fernanda? Sexo?

– E você não quer também?

Elas ficam se olhando, como se estivessem em um duelo.

– Acho melhor você ir embora.

– Concordo.

Laila se levanta para abrir a porta, mas Fernanda puxa Laila para o seu corpo, e a beija.

– Boa noite, pilota.

Laila não responde e abre a porta para Fernanda sair. Entra em seu quarto, se deita na cama e sorri.

“Ah, Fernanda! Você vai ficar louquinha por mim, ou eu não me chamo Laila Conrado!”

No quarto do hotel, Fernanda pensa em Laila.

“Você vai ser minha, pilota, ou eu não me chamo Fernanda Oedam!”

No dia seguinte, como sempre faz nos finais de semana, Laila vai até a fazenda de Lara para andar a cavalo. Quando chega lá, encontra máquinas, tratores, vários homens e… Fernanda.

– O que você está fazendo aqui?

– Bom dia, pilota!

– Bom dia. Responde.

– Estou trabalhando.

– Trabalhando?!

– Não se lembra do condomínio de luxo que vou construir?

– Mas… Ah, não! Esse condomínio vai ser…

– Exatamente aqui.

– Lara vendeu a fazenda?

– Vendeu. Pra mim.

– Você mentiu, disse que tinha ganhado uma licitação, eu pensei que…

– Não menti. Haviam outros compradores e eu dei o maior lance, e ganhei. Sem contar que Lara é minha amiga, mas isso ninguém precisava saber, não é?

– Por que Lara não me contou?

Laila estava decepcionada.

– E você? O que está fazendo aqui?

– Sempre ando a cavalo. Mas agora, que a fazenda não é mais de Lara, acho que não posso mais fazer isso. Desculpe-me por ter invadido a sua fazenda.

Laila volta para o seu carro e Fernanda vai atrás dela.

– Espere! Adoraria acompanhar você.

– Quer andar a cavalo comigo?!

– E por que não?

– Está bem. Será uma despedida.

Um empregado da fazenda prepara os cavalos para Laila e para Fernanda. Elas saem, andando pela propriedade, passando por lagos, riachos, trilhas, mata. Elas param em um riacho.

– Quando eu era pequena, eu dizia ao meu pai que um dia esta fazenda seria dele! Eu ia comprá-la, e dar de presente pra ele. Quanta inocência!

– Você realmente ficou chocada em saber que comprei a fazenda, não é?

– Chocada não. Triste, decepcionada. Não por você ter comprado, mas porque ela deixará de ser uma fazenda. Tive bons momentos aqui. Apesar do pai de Lara ser um burro xucro em relação a certas coisas, ele sempre foi muito justo com quem trabalhava pra ele.

– Fale-me sobre você e Lara.

– Lara foi o meu primeiro amor. E creio que eu fui o dela também.

– Você ainda a ama?

– Amo. Mas não mais como mulher. Lara e eu somos como irmãs… Por que ela não me contou sobre a venda da fazenda?

– Eu não sei. Talvez não tenha tido tempo ou oportunidade. Ela viajou logo depois do casamento.

– Mas conseguiu fazer negócio com você antes disso. Eu não entendo.

Lágrimas escorrem pelo rosto de Laila. Ela tenta esconder, mas Fernanda vê e passa a mão por seu rosto.

– Não sabia que isso te faria sofrer.

– Estou sofrendo sim. Mas vai passar… Tudo passa!

Seus olhares se fixam. Fernanda tira a mão do rosto de Laila e acaricia seus cabelos. Devagar, suas bocas vão se aproximando e elas se beijam. Um desejo alucinante toma conta de seus corpos, e, sob uma árvore, Fernanda se deita sobre Laila, tocando-a.

Gemidos tímidos, tremores, arrepios… Sensações e sentimentos inexplicáveis.

– Pare! – Diz Laila, levantando-se.

Fernanda, tentando se recompor, também se levanta e, com voz ríspida, fala:

– Que jogo é esse? Você pensa que sou alguma idiota?

– Não é jogo. Aqui eu não quero… Aqui não.

– Por que não? Ah, sim! Você prefere uma cama. Ótimo! Vamos para a sua casa.

Laila lança um olhar furioso para Fernanda.

– Lembra que eu falei que tudo passa? Pois bem! Passou!

Laila monta em seu cavalo e sai em disparada, deixando Fernanda para trás.

– Você não vai me fazer de idiota, Laila Conrado. Não mesmo!

Em sua casa, Laila liga seu computador e envia um e.mail para Lara.

“Hoje tive uma revelação. Soube que a sua fazenda, não é mais sua. E o pior de tudo, é que ela deixará de ser uma fazenda. Sei que não tenho nada haver com seus negócios, mas você poderia ao menos, ter tido a consideração de me contar. Hoje me despedi da fazenda. Pela última vez, andei a cavalo e parei em nosso riacho, em nossa árvore. Lembra? Foi lá que fizemos amor pela primeira vez e lá, que nos encontrávamos todos os dias e fazíamos amor, fazíamos planos… Por que Lara? Por que vendeu a fazenda? Por que não me contou? Magoada… Triste… Decepcionada…”

Laila tomou banho e se deitou. Não queria pensar em nada. Mas Fernanda não saía de seus pensamentos. Ela se levantou, se vestiu e foi para o hotel.

No hotel, enquanto tomava banho, Fernanda também pensava em Laila.

“Que droga! É só uma mulher, Fernanda Oedam! Mais uma!

O interfone do quarto de Fernanda toca. Em seguida, Laila entra no quarto.

– Vim te pedir desculpas e explicar sobre o que aconteceu hoje.

– Quer beber alguma coisa?

– Não, obrigada. Não vou demorar.

Fernanda e Laila se sentam em um sofá.

– Não é um jogo. Eu desejei fazer amor com você… Desejo. Aquele riacho e aquela árvore têm um grande significado pra mim. Foi lá que eu e Lara fizemos amor pela primeira vez e sempre. Pode ser um romantismo tolo, mas não consegui. Peço que me desculpe e espero que entenda. É isso.

Laila se levantou, e quando estava indo para a porta, Fernanda a agarrou.

– Eu te quero Laila Conrado.

Elas se beijam e Fernanda a leva para a cama. Elas pareciam estar queimando por dentro. Fernanda tira as roupas de Laila e depois, as suas. Deita-se sobre Laila e a beija no pescoço, na boca, e vai descendo…

– Espere…

– Ah, não! O que foi dessa vez?

Laila inverte a posição, deixando Fernanda por baixo.

– Você gosta de comandar, mas vou te ensinar como se faz.

Fernanda dá gargalhada, mas logo pára, dando lugar aos gemidos.

Laila toca os seios de Fernanda com suavidade, enquanto explora suas partes íntimas. A língua de Laila passeia pelo corpo de Fernanda e desce, até chegar ao seu clitóris.

– Hmmm… Delícia!

Diz Laila, chupando e olhando para Fernanda, que delira.

Depois de fazer Fernanda gozar, Laila pede para que ela continue deitada e coloca seus seios na boca de Fernanda. Depois, rebola sobre a boca dela.

– Ah, Fernanda! Gostoso… Isso! Assim…

Elas fazem amor em diversas posições e gozam… Gozam até se sentirem saciadas.

– Você nunca se casou Fernanda?

– Nunca. Sou uma mulher inteligente, não sei se já percebeu.

– Mulheres inteligentes não amam?

– Mulheres inteligentes raciocinam, portanto, usam a cabeça e não o coração.

– Isso é muito triste!

– O que é triste?

– Viver apenas pensando e não sentindo, nunca ter tido a alegria de viver uma intensa paixão, de sentir o coração pulsando, disparado.

– Você já?

– Sim!

– Com Lara, não é?

– Ela não foi a única mulher de minha vida.

– Sei. Teve Augusta.

– E outras. Sou passional, adoro viver uma louca paixão. Na verdade, eu era assim. Depois de Augusta, mudei um pouco os meus conceitos. Hoje me preocupo apenas com minha filha e quando a necessidade “aperta”, é fácil dar um jeito nisso, sem precisar me envolver.

– Hoje sua necessidade “apertou”?

– O que você acha, mulher inteligente?

Disse Laila, sorrindo e se levantando.

– Aonde você vai?

– Vou embora. Já fiz tudo o que eu tinha para fazer por aqui.

– Não vai ficar para o jantar?

– Jantar?! Não! Minhas necessidades não são tão grandes assim.

Laila se vestiu, deu um beijo no rosto de Fernanda e saiu.

“É impressão minha ou ela me usou?”

Pensou Fernanda, intrigada.

No dia seguinte, Laila viajou até Cabo Frio para buscar Bianca. Quando chegam em casa, Bianca dispara a contar todas as coisas que fez com a avó.

– … Então, ela me carregou do playground até a praia.

– Nossa Bianca! Sua avó deve ter ficado muito cansada.

– Ficou nada! Ela disse que aguentaria me carregar de volta, mas eu não deixei, quis poupá-la para que ela fizesse aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Mãe! Ficou uma delícia!

– Nada interesseira você, não é mocinha?

Bianca ri.

– E como foi o seu final de semana?

– Sem novidades. Com certeza o seu foi bem melhor.

– Fernanda apareceu?

– Sim.

– Vocês saíram juntas? Ela jantou aqui de novo? Vocês vão namorar?

– Chega de perguntas. Vai tomar banho para jantarmos e depois, cama. Amanhã tem aula.

No dia seguinte, Laila deixa sua filha na escola cedo e vai trabalhar. Quando não pilota helicópteros, ela trabalha como gerente em uma loja de doces no centro da cidade.

– Bom dia, Laila! Como foi o seu final de semana?

– Muito bom, Dona Lisinha. E o seu?

– Ah, minha filha! Minha ciática não me deu trégua. Você acredita que…

Bianca fica na escola em horário integral. No final da tarde, Laila vai buscá-la.

– Vamos logo para casa porque está vindo uma tempestade por aí.

– Oba! Adoro tempestades!

– Eu sei. Mas é melhor adorar quando estivermos protegidas dentro da nossa casinha, quentinhas.

Ventos fortes, raios, trovoadas…

– Mãe, será que vai demorar muito para chover?

– Não. Daqui a pouco começa. Vamos separar as velas, antes que acabe a luz.

Laila e Bianca vão até a cozinha para pegar as velas. Sem que elas percebam, alguém as observa.

– Ah! Então é aqui que você se esconde. Bom vê-la novamente.

A chuva começa forte. Os trovões fazem com que mãe e filha fiquem agarradas, na cama, debaixo do cobertor. A luz apaga.

– Hoje vamos dormir mais cedo. Boa noite, minha vidinha!

– Boa noite, mamãe.

CONTINUA…

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Bissexualismo

Nem sempre seus interesses são iguais ao das outras pessoas.

Aquele carinha lindo que passa e te deixa de queixo caído ou aquela menina que não sai da sua cabeça, esses sentimentos deveriam vir em doses bem diferentes, mas e quando algo em você faz o corpo treme sem saber p/q tanto para um quanto para outro?

Nossa, que duvida!

Repito na minha cabeça muitas vezes.

– Onde estão meus modos, cadê tudo aquilo que mamãe me ensinou?

Só penso, “VOU FUGIR DISSO”!

Esquece, não tem como.

O fato é encarar, saber oque o momento está guardando pra você.

Mas com ele tudo bem, ninguém vai achar ruim, vai ser tudo normal.

Ops, e se meu coração manda sinais de que ela é a pessoa do momento?

Primeiro pensamento – Família – A minha jamais vai entender, como lidar então? Esconder ou encarar, as duas formas tem seus prós e contras.

CONTAR e ter um relacionamento mais aberto, poder sair sem se preocupar se alguém vai ver, morar junto sem causar constrangimento se alguém vai te visitar. Mas se a família não aceitar? Terá que haver uma decisão, enfrentar a família e assumir mesmo assim, encarar as consequências mesmo que te leve a uma vida bem diferente, sem apoio e com muitos olhares de reprovação. – Há, mas como vai ser bom se eles aceitarem minha opção. Muitas já aceitam.

ESCONDER desse eu gosto pelo simples friozinho que dá só de saber que tem algo proibido, mas perdemos espaço na sociedade, sair juntinho pra tomar um sorvete sem poder pegar na mão pra não causar um estresse é bem ruim. Seria o que se chama de duas vidas em uma para outra.

Então é só escolher, bem difícil né? Eu ainda prefiro a segunda opção e você?

Quer saber mais?

Tem duvidas?

Por:  Diamante de Sonhos

Fonte: http://diamantedesonhos.tumblr.com/

JÁ CHEGAAAAAA, NÃO?!

Quando as pessoas vão parar de nos rotular, chega de estereotipo!No nosso brejo, é isso mesmo, no nosso meio existem muitos rótulos, confesso, até hoje não entendo como funciona esse negócio! Quem foi que disse que sapatão não usa salto, maquiagem, unhas cumpridas?!(Unhas cumpridas?!Calma meninas, existe jeito pra tudo, as sapas de umas cumpridas sabe do que estou falando. Hahaha Viu?! Até você deve ter feito aquela cara e disse ‘’Unhas cumpridas?!’’hahaha) Quem foi que disse que toda sapa é masculinizada?!Quem foi que disse que bofinho não pode ser passiva e lady ativa?! Rótulos, rótulos, rótulos, JÁ CHEGAAAAAA, NÃO?!Nem todo que parece é.

E por falar na sapalandia, vou falar sobre os tipos tradicionais do brejo, a sapata mais female é conhecida como lady, essa sapa é a mais feminina que existe na sapataria, usa saltos, maquiagens, vestidinhos e todos já acham que ela é mergulhada na passividade da cabeça aos pés (Passividade?!De onde tirei isso?! Enfim vocês entenderam o que disse.Hahahaa), existe também aquela  que você jamais ira vê-la de vestido, maquiagem, saia ou coisas do gênero , essa é do tipo que curtem uma roupa mais larga, tênis, bermuda, cabelo  curto e  é conhecida nos quatro cantos do brejo como ‘bofinho’’,existe uns  mitos no universo lésbico, como por exemplo a ignorância de achar que toda bofinho é ativa e toda lady passiva, quem foi que criou isso me apresenta essa pessoa por favor? Please!Help! As coisas não são bem assim (Para Nossaaaa alegriaaaaa), existe muita bofinho por aí que é passiva ou relativa, assim como existe lady que é apenas  ativa ou relativa enfim…Não entendo o por que das pessoas nos rotularem devido à forma que nos vestimos, andamos, falamos e etc.

Passiva, ativa, relativa independente de qualquer coisa sou totalmente a favor do PRAZER, temos que parar com certos rótulos e viver, o mal do ser humano são seus julgamentos, sei bem do que estou falando, pois pelo fato de ser feminina ao extremo, sou julgada, muitas pessoas ficam na duvida se realmente sou lésbica, se realmente sou relativa esse pré-julgamento existe devida minha forma de me vestir, quando falo algumas pessoas ficam na dúvida, isso inclui até algumas zamigas do brejo rs… As pessoas sempre me fazem a mesma pergunta ‘’Você é lésbica?’’, quando respondo ‘’Sou lésbica, graças a Deus!’’ , sempre ouço a mesma frase ‘’Você é lésbica?!Mas não parece ser lésbica’’, de boa, quem disse que para ser lésbica tem que parecer ser lésbica?! O que seria parecer ser lésbica?!Alguém me ajuda, por favor, help! Fico p&¨%4$ quando essa frase ‘’Mas você não parece ser lésbica’’vem de uma das zamigas do brejo, as pessoas tem duvida da minha ”lesbicalidade” geralmente acham que sou hétero, bi ou sou Lésbica por sport (modinha), se fosse não teria vergonha de dizer, pelo contrario temos que ter orgulho de nós independente de qualquer coisa, SOU LÉSBICA E TENHO MUITO ORGULHO! Não é uma roupa que vai definir uma pessoa e suas preferências, não é por que uso salto, maquiagens, vestidos, saias que sou menos lésbica que você.Seja você, faça tudo que te der prazer, dane-se o que  vão pensar use saia, vestido ,bermudão, cabelo cumprido, cabelo curto, seja ativa, relativa, passiva seja você, seja realizada e feliz.

Por:  Lú Vieira

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Quando acontece

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Há às vezes na vida, entre milhões de decisões o aparecimento de encruzilhada. É o destino estendendo o livre-arbítrio. Ele nunca ira lhe lança apenas um caminho em um terreno que há mil possibilidades de alcançar o lugar certo, ele vai lhe testar para ver se merece chegar lá. Se for forte o bastante alcançará. Só não esqueça que não há voltas.

Tudo o que o destino faz é indicar os caminhos e as consequências, e esperar que você escolha sabiamente.

Tudo é questão de vontade.

Durante toda minha vida, fui obrigada a manter em segredo o que eu sentia.

Mas foda-se. Olha o que eu estava disposta a fazer agora.

Não me importava ser o que era e sentir o que eu sentia. A maioria das pessoas que eu conhecia, sempre alternavam entre mentiras e enganos e isso era o que eu não queria para mim. E quando estava com ela, desejava ser o que eu era.

Ela era naturalmente encantadora, tinha traços lindos e delicados, o cabelo loiro dourado e umas pernas longas. Seus lábios eram rosados. E seus olhos cor caramelo eram luminescentes. E suas bochechas estavam ruborizadas por causa da raiva.

-Se acredita que dizer que me ama vai mudar as coisas agora, vá em frente. Mas te garanto que isso só irá piorar as coisas. Depois de uns dias estaremos sangrando novamente, a situação seguirá sendo exatamente a mesma. Não pode mudar o que aconteceu. – eu a ouvi dizer. Sua voz era fria. Ele a ouvia atentamente. – Você é um idiota! – ela lhe deu as costas. Ele a agarrou pelo braço. Preparei-me para qualquer coisa.

-Não vá. Vamos conversar. – ele insistiu.

-Não creio que temos algo a mais para conversar. Acabou! –

-Você vai se arrepender! – sua praga não funcionou. Ela saiu da sala dando de ombro comigo.

Em seus olhos envolventes brilhava as lágrimas.

-Desculpa. – ela disse.

Oh, bem. Eu iria chegar nela e lhe contar a verdade. A verdade sobre me sentir atraída em um absoluto impossível por ela. Essa era uma linha de pensamento muito construtiva. Mas me faltava coragem. E aquele momento não era apropriado. Ou talvez fosse.

-Me leva pra casa? – ela pediu.

-Claro! – abri a porta do carro.

Ela permaneceu em silencio o caminho todo, até parar na porta de sua casa.

-Obrigada. –

-Você vai ficar bem? – perguntei.

-Eu não sei. Se importar de passar a noite comigo? – ela me olhou tristonha.

-Claro que não. – dei um sorriso consolador.

Deus ela estava chorando? Por um homem idiota? Ah, mas talvez não fosse por ele absolutamente, mas, por ela mesma. O problema era ela.

Odiava esta onde estava. Mas não queria abandonar sua casa, e deixa-la sozinha. Eu estava tentando apoia-la, literalmente, estendendo a mão pousando em seu ombro.

A imagem dessa cozinha frágil e muito organizada – olhei a minha volta – chorando, me partia o coração. Jurei a mim mesma cuidar dela até meu ultimo suspiro.

Sua cama era muito confortável. Fiz o possível para manter certa distância de seu corpo, mas às vezes ela que se aproximava.

Éramos amigas há poucos meses, mais havia uma ligação enorme entre a gente. Uma intimidade intensa.

E está noite tudo resultava muito claro dentro de mim, um brilhante brilho que me cravava em ambos os olhos, um rugido soando em meu coração, um incrível cheiro bombardeando meu nariz.

Ela virou-se para mim. Com o polegar limpei sua lagrima.

O pensamento de beija-la penetrou minha mente e permaneceu ali como um eco. Aproximei-me bruscamente dela. O desespero me fez voltar bruscamente para a realidade como nenhuma outra coisa poderia ter feito.

-O que foi? – ela perguntou.

-Nada. – passei a mão no cabelo, me sentindo zonza.

Ela me abraçou. Meu corpo ficou tenso. Não conseguia respirar. Completei abraçando-a.

Com um toque quis lhe transmitir consolo, calidez e empatia.

Minha mente estava emaranhada.

– Sinto muito. – eu disse.

– Oh, não, é melhor assim. Quero dizer, esperava muito dele, e ele não tinha nada a me oferecer, além do que já me deu… Um belo par de galhos. – ela riu de si mesma. Permaneci séria, imaginando a razão de um cara trair uma mulher como ela. Incrivelmente linda. Inteligente, humilde, simpática… tudo que me faria a pessoa mais feliz do mundo.

Era hora de mover-me, pensei.

– Sei o que sente, Ju. Não pelas mesmas razões… Mas entendo todo esse assunto da separação. –

-Já namorou? – ela perguntou. Pensei alguns segundos antes de afirmar. – Porque terminaram? –

– Duvidas. Insegurança. Desconfiança… – respirei tão profundo que ela me olhou preocupada. – Mais não da minha parte. –

-Intendo!- ela sorriu tristonha. – Qual o nome dele? – perguntou um pouco sem interesse, mais atenta a minha resposta. Mais permaneci em silencio. Me olhou grilada – Porque quando é exposto perguntas sobre sua intimidade ou seus sentimentos, se recusa a das respostas ou explicações? –

-Porque não vejo necessidade de expor certas coisas. E realmente acho que não quer saber sobre minha vida intima ou sentimental. –

-Porque acha isso? –

-Porque não é uma coisa sã de se ouvir. – sorri tensamente. Ela se afastou e me olhou furiosa.

Ela franziu o cenho me olhando séria. E assim também fiquei.

Quando o silêncio se prolongou, eu baixei o olhar.

— O que foi? — perguntou. Quando não levantei o olhar, ela pressentiu minha luta para que mudássemos de assunto. —O que aconteceu? – sua voz ressoou. Somente sua voz, sua clara e encantadora voz. Permaneci em um silêncio absurdo.

Naquele momento acho que até meu coração havia dado uma trégua em suas batidas para não incomodar meu silêncio de desespero e agonia. Aquela agonia era profunda.

-Nada. – eu disse.

-Evidente, que aconteceu algo. – Piscou os olhos.

A vontade bateu a porta, e eu estava louca para deixá-la entrar.

Sentei-me na beira da cama tentando encontrar espaço suficiente entre nós.

— Nunca imaginei… — clareou seus pensamentos— nunca imaginei que existisse algo que não pudesse falar comigo. Segredos… sei lá. Sempre te contei tudo. –

Quando ela deixou de falar, eu estava gelada até os ossos.

-Não se trata de segredo. Trata-se de respostas. Respostas que é impossível de saber sua reação. – sacudi a cabeça.

– Meu Deus, o que seria tão ruim ao ponto da minha reação ser… –

-O nome dela é Amanda. – disse com a voz estrangulada. Fechei a boca assim que me dei conta do que tinha revelado.

Ela respirou fundo.

No transcurso daquele caminho que eu havia escolhido, eu havia sido ferida muitas, muitas vezes. Mas nada, nenhuma ferida havia me doído uma fração da dor que senti ao lhe responder aquilo.

Ela levantou-se cambaleando, e se encostou contra uma das paredes de seu quarto.

— Dela?! – limpou a garganta. – Mulher?! Amanda? Está de brincadeira? Você é gay?–

— Terminou com as perguntas? Ou quer seguir dando voltas ao assunto um momento mais, perguntando todo tipo de significados a respeito do que estou falando? – perguntei. — Sim. Eu sou lésbica. Mas… — levantei-me estendendo a mão para lhe tocar o braço, mas ela se afastou —Juliana…

— Não me toque…

As palavras se fecharam em um golpe em meu ouvido.

– Essa era a reação que eu temia! – eu disse abrindo a porta com um puxão. A raiva bateu contra mim mesma.

-Espera! – Ela agarrou meu braço. – Me desculpa. Senta aqui, por favor. Vamos conversar. –

Pensei varias vezes antes de decidir ficar. Talvez não devesse. Talvez realmente fosse melhor ir. Mas ela parecia querer se redimir com sua atitude.

-Olha, sei que devia ter lhe contar isso antecipadamente, mais nunca tive uma oportunidade, e não encontrei motivos para entrar em um assunto tão serio, quanto minha opção sexual. – eu disse.

Houve um instante de silêncio, e logo ela irrompeu em um profundo, sincero e belo sorriso.

— Sabia que isso me agrada? – ela disse. -Por mais de uma razão. –

Eu realmente não estava entendendo nada. Mais aquela conversa verdadeiramente foi o começo de tudo o que se seguiu…

(Alguns meses depois.)

Quando estava amanhecendo, justo antes de o sol começar a aparecer no céu, fechei os olhos com força, forçando-me a dormi. Mais uma tentativa em vão. A dor em meu peito expandia-se através de todo meu corpo como um incêndio sobre em um canavial.

Eu ainda não entendia porque doía tanto. Era obvio que esconder um sentimento era doloroso, até mesmo brutal ao coração, mais não ao ponto de maltratar meu corpo e pensamentos, me tirando noites de sono, que poderia ser tranquilas. Ou seria?!

-Não consegue dormir? – disse ela baixinho em meu ouvido sem abrir os olhos. Eu a olhei entre meu ombro.

Deus! Amava o som baixo de sua voz. Amava tudo nela.

-Não. – disse virando-me frente a ela, meu coração deu um salto.

-O que te incomoda? –

Ela abriu os olhos, e o olhar que eu havia conhecido há alguns meses se concentrou em mim. Uma tristeza, do tipo que me fazia desejar não ter nascido, eliminou qualquer expressão em meu rosto.

Ao ver seus olhos tão abertos e quentes naquele rosto formoso e perfeito, senti uma vontade de confessa-lhe todas as coisas que sentia por ela.

-Juliana… – pronunciei seu nome com dificuldade, quereria dizer muito mais coisas, mas, talvez meu silêncio fosse o ideal. Eu mesma não compreendia meus sentimentos, mas sabia o que desejava fazer. O que precisava ser feito. Não existiam muitas palavras, eu estava cheia de atitude a oferecer-lhe.

Ela me olhou. Seu olhar não havia condenação. Simplesmente havia uma genuína preocupação.

Ela levantou o braço e pôs a mão em minha bochecha.

O brilho em seus olhos e o tremor de sua adorável voz me partiu pela metade. Logo comecei a me distanciar. Seu rosto lindo, seus deliciosos lábios, seus olhos desesperados. O golpe da fragrância natural dela, tudo aquilo fez querer chorar, gritar, morrer.

Com os olhos alagados de lágrimas e meu coração dolorido, respirando agitadamente abri a boca para falar.

Mais não saiu nenhum som.

Ela limpou as minhas bochechas úmidas com mãos enquanto eu tentava acalmar um incêndio sem controle dentro de mim. A sua ternura foi o que mais me surpreendeu.

Nossos olhos se encontraram. Merda, ela era perfeita.

-Que se dane. – meu tom de voz estava ofegante. Desejava tê-la apertada contra meu corpo nu.

Enquanto cortava a distância entre nós, os olhos dela aumentavam, mas eu não ia retroceder.

Olhava fixamente a boca dela. Naquele momento de silêncio, com uma explosiva vibração de paixão entrelaçando nossos perfumes no ar, ela era tudo, abrangendo simplesmente tudo.

Seus olhos baixaram em meus lábios deslizando um dedo por minha bochecha.

Senti uma doce e atordoante sensação de sufocamento.

Eu a desejava. E desejava mais ainda ascender seus desejos.

Eu a olhava fixamente com admiração.

Com uma expressão de desejo nos olhos, eu acariciei meus lábios nos seus. Eu a olhei nos olhos, aproximando meus lábios dos dela novamente, acariciei-a, e como não ouve nem um impedimentos, mais sim, uma resposta, estendi a língua e lambi sua boca. Continuei beijando-a até que ela se agitou na cama e me apertou com as mãos tão firmemente que o estranho eco de emoção estalou outra vez.

Eu desejava ir tão mais longe… Mas eu precisava ser cuidadosa.

Acaricie lhe o estômago e os quadris. Quando ela se retorceu, lambi seu pescoço e passei os lábios entre seios.

Perambulei pelo interior de sua perna nua e sutilmente, inexoravelmente ela abriu suas coxas ainda mais. Quando meus dedos roçaram suas calcinhas, um disparo de eletricidade dissipou em seu sexo, disparando através de seu corpo com um quente estremecimento. Ela estava totalmente molhada, isso me deixou ofegando.

Juliana me olhou, desnorteada. Tomei a iniciativa e tirei sua blusa, soltando cada um de seus botões frontais despindo-a. Seus peitos eram perfeitamente proporcionados, seus mamilos eram rosados…

Lambi meus lábios, pensando em mim abrindo caminho a beijos por suas coxas para em seguida passar minha língua, para cima e para baixo pelo lugar onde morro por estar.

A respiração dela foi como um disparo em meu ouvido.

O som de seus gemidos acendeu meu corpo e a minha necessidade.

-Por favor… – ela disse. Foi mais um gemido que uma palavra. Separai suas coxas, e abri suas pernas com meu corpo.

Dei-lhe a oportunidade de dizer não ou de desviar-se ou de deter as coisas por completo entre a gente. Mas nada ela fez.

Sobressaltou-se quando comecei a abrir caminho para baixo beijando seu estômago e mais à frente sua virilha.

Voltei até seu umbigo onde me movi a seu redor, de um lado a outro com rápidas passadas de minha língua. Penetrando-o com a língua. Oferecendo um adiantamento da atenção que a seguir ela receberia mais abaixo.

Acariciei seu sexo por cima do algodão que a cobria. Meus dedos deslizaram sob o elástico puxando sua calcinha para baixar, pelas coxas, e atirei-a Deus sabia onde.

Minha língua perambulou seu sexo, agiu e quente. A sensação de seu sexo na minha boca era muito vívida, junto com dois de meus dedos enterrados firmemente dentro dela.

As suaves carícias de minha língua pareciam suspensas e ardentes sobre seu corpo, fazendo com que ela se esforçasse para senti, transformando cada passada de meus lábios e minha língua em uma fonte, tanto de prazer como de frustração.

Gemeu tão alto que ecoou pelo quarto.

Ela gozou intensamente.

Cobri seu sexo com a boca, chupando-a, sugando-a. Ela gozou novamente, só que desta vez mais forte e devastadora. Continuei sugando-a, aguentando suas sacudidas e curvações.

Parei somente quando ela puxou meu rosto até o seu, onde o som de lábios contra lábios se elevou junto com os gemidos dela enquanto a acariciava.

Juliana virou o rosto expondo a suave pele que cobria seu pescoço. Tracei beijos delicados por todo musculo.

Eu permaneci em silêncio. Até que ela disse:

-Eu te amo. -seu tom de voz era muito profundo, mais que o normal.

Deus, a palavra era tão simples, entretanto, vinda dela, significava tanta coisa.

É claro que ela já havia me dito aquilo varias vezes. Só que naquele instante era diferente, intenso. Na realidade, era mais significativa a forma de como ela expressava o que sentia por mim do que dizer algo repetidas vezes, que não parecia ter valor algum. Como não havia antes. Não, da forma que eu queria. Que eu precisava.

Havia certa vulnerabilidade em seu olhar profundo. Ou talvez não. Talvez fosse ela que se sentisse vulnerável. E aquelas palavras tinha provocado esse estado.

Aposto que mais tarde, muito mais tarde, refletirei essas três palavras como sendo meu precipício.

Deitei ao seu lado, sem palavras, sem folego, paralisada.

-Eu sei… É estranho. Talvez você não intenda… Nem eu intendo. Simplesmente me apaixonei, a cada dia mais, e quando vi, já era amor. Só não sabia como te dizer, e nem como expressar isso.

Acariciei ambas as bochechas com os meus polegares.

Sustentei seu rosto entre minhas palmas baixando a boca até a sua.

— Amo você. —ela repetiu. Apertei-a contra mim e simplesmente ficamos ali agarradas.

Enquanto eu deslizava os dedos sobre suas bochechas, do nariz até os lábios, via-a com os olhos e a conhecia com o coração.

Minha respiração se prendeu na garganta quando ela me acariciou os seios.

Fez-me rodar e montou-me sobre meus quadris…

Enquanto eu soltava o ar pela boca, senti as pulsações entre minhas coxas, estava úmida, desesperada por fosse o que quer que ela fosse fazer.

Meu mamilo estava tenso contra seu polegar que se movia em círculos. Senti a suavidade de seus lábios ao beijá-la profunda e lentamente.

Deixou a cabeça cair sobre meu peito e beijou meu mamilo.

A umidade que eu sentia entre as pernas era avassaladora.

Meti-me dentro de seus braços, segurando-a com força, aspirando profundamente seu perfume.

Inclinei a cabeça e a beijei, beijei-a e beijei um pouco mais.

Quando deslizei meus braços ao redor da nuca dela, ambas perderam o controle, fechamos os olhos.

Cravei minhas unhas em sua nuca quando ela puxou minha calcinha fazendo-a descer por minhas coxas.

A visão de sua língua rosada provocando meu peito me paralisou, especialmente quando seus olhos encontraram com os meus enquanto rodeava meu mamilo.

Deixei-me ir completamente, me sentia até mesmo aliviada.

Gemi perdidamente.

Ela se impulsionou para cima de mim e falou em meu ouvido:

— Eu gosto desse som. –

Os dedos dela se afundaram em meu cabelo.

Deslocando-se para meus lábios, beijou-me com mais força do que antes. Eu estava completamente excitada, cada ato dela fazia com que meu sexo se umedecesse rapidamente.

Apoderou-se de minha boca e acariciou-me o sexo. Com profundos arremessos da sua língua em minha boca, eu joguei a cabeça para trás, perdendo-me completamente nela.
Arquei os quadris, eu estava sem ar e desesperada para falar.

Seu dedo do meio deslizou para dentro de mim. Viu suas coxas estendidas e seus dedos deslizando-se dentro e fora de mim.

Tremiam-me os ombros, e minhas coxas se sacudiam convulsivamente.

Ela respirou profundamente.

A atrai para mim, sugando um mamilo dentro da boca e acariciando o outro com o polegar enquanto eu ofegava.

Ela gemeu, e a ouvi lamber os lábios.

Sorriu acariciando-me enquanto eu tinha o orgasmo. Quando finalmente ela se aquietou, parecia envergonhada. Eu sabia que ela não havia estado com ninguém em muito tempo, e nunca com alguém como eu, e jamais feito aquilo.

Fiquei quieta e ela também. Ambas estávamos ofegando.

Ela franziu o cenho. E quando inalei profundamente sua embriagadora fragrância, eu levantei os olhos para os dela.

Manteve o olhar fixo nos meus enquanto voltava a acomodar-se sobre seu travesseiro.

E enquanto ela deitava com uns quinze centímetros de distância entre mim, senti uma saudade como se ela tivesse abandonado o país.

Ficando de lhttps://i2.wp.com/25.media.tumblr.com/tumblr_mc3k2cn5O51qj1d10o1_500.jpgado, apoiei a cabeça na parte interior do braço e a contemplei enquanto ela olhava fixamente o teto.

— Juliana… — meus olhos percorreram seu corpo e retornaram a seus olhos.

— Eu também te amo… muito— falar mais iria arruinar o que havíamos acabado de compartilhar.

Ela me olhou. Sorriu e roçou minha bochecha.

Tomei sua mão entre as minhas e beijei sua palma.

Agora ela estava ofegante e ruborizada. Uma fina película de suor cobria uma porção do seu rosto.

Ficamos só Deus sabia quanto tempo ali deitadas lado a lado, encarando uma a outra com um sorriso felicíssimo nos lábios.

Autora: Anna Karoline

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Plagio é crime e está previsto. no artigo 184 do código penal.

Tensões e conflitos de um Fim

Vida de sapatão não é nada fácil, principalmente quando o assunto é ”fim de relacionamento”, na maioria dos casos fica difícil  sair  ilesa, geralmente uma das partes ainda gosta, e quando rola uma traição?! A sapa pira!Foi mulher, amiga, confidente, companheira e de repete se depara com ”acabou”, ”Você é especial mas…”, sem  falar quando a cabeça da pobre amiga do brejo é enfeitada, sapa sofredora, só no sofrimento…

Vamos analisar as situações,se ela colocou as cartas na mesa, vai doer, porém olhe pelo lado positivo da coisa,  ela foi honesta,  foi sincera, jogou limpo, e quando amamos uma sapa e de repente somos contempladas com um belo par de antenas, nesse caso quem tem o crânio enfeitado é sempre a ultima a saber, fim de relacionamento não deveria existir, isso frusta a mente de qualquer ser mortal.

Pior mesmo é quando enchemos a cara para afogar as mágoas no primeiro bar que aparece, choramos, sofremos, saímos com os amigos, ficamos com outra ou outras (Dependendo da sapatão, é claro!Rs…), mesmo com tudo isso não conseguimos tirar a bendita sapa da cabeça, aquele sentimento ainda te consome como uma praga consumindo uma lavoura.  Oh minha santa caminhoneira das estradas virgens! Nem com reza braba você consegue esquecer essa mulher!

O que fazer amiga do brejo?! Eis a questão!

Quem que nunca passou por essa situação que atire a primeira pedra, pense e reflita em tudo que rolou entre vocês, independente se rolou traição, se esse sentimento  existe e você sofre com ausência dessa sapa, não abra espaço para  o orgulho, vá a luta independente de quem errou, deixe as magoas de lado e de espaço para o amor, mesmo se ela terminou com você reconquiste-a e reinvente, lembre-se respeite o espaço dela sem exageros para a sapa não se sentir sufocada, essa vida é um risco e devemos ariscar, ainda mais quando se trata de sentimento.
E viva o amor! Rs…

Por:  Lú Vieira

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Entrega

Ela se deitou na cama. Toda avontade. Joquei meu pescoço para trás quando meus olhos se encontraram com os seus. Firme, forte e selvagem. Seu olhar era tão intenso, que quando me encarava chegava a quimar.

Então algo verdadeiramente extraordinário aconteceu. Fui tomada por uma onda devastadora de apetite sexual, autêntico e espontâneo. Senti meu corpo arder em desejo – ardente e úmido. Minhas entranhas pulsavão por ela. A tontura me obrigou a me apoiar na parede.

Ela cantava bem, era inteligente, linda e divertida. E incrivelmente sensual. E eu a desejava muito, é claro. Mais eu sempre me sentia sem jeito a esse desejo.

Sentei-me ao seu lado.

Então a observei. Comecei pelas coxas, que apareciam leigeiramente abaixo da barra do vestido que ela usava. Corri os olhos por ela. Sob a silhueta de seu corpo. Seu pescoço, seus deliciosos lábios absolutamente perfeitos. Queria beija-lá. E também queria acompalha-lá no interior dos seus lençóis sobre a cama. E não sair de lá até amanhecer, ou talvez, nunca mais. Por noites e dias infinitos.

Peguei-me pensando em sua pele: lisa, macia, quente… Imaginando suas coxas, depois separando-as com as mãos. Abrindo caminho a beijos ao local onde eu desejava estar tão desesperadamente… Engoli em seco, sentindo minha pele se arrepiar, e algo contocer-me as vísceras, prodizindo uma especie de cãibra na barriga. Prendi a respiração, esperando que aquela vivificante sensação passasse, mas ela só aumentou. As difusas imagens que tive dela me obrigaram a fechar os olhos. Merda, eu não estava só com uma depravada nessecidade de sexo. Era uma nessecidade: dela.

Houve uma longa pausa. Ela se revirou na cama. Os lençóis rangeram suavimente quando ela se moveu. Eu olhei seu brilhante sorriso e seus lábios molhados. E ela sorriu do meu olhar sobre ela. Sobre seu corpo, sua roupa íntima.

Descidi tomar uma atitude. Movi-me rápida para que ela não tivesse tempo de pensar e tão pouco eu. Segurei-lhe o rosto com as mãos e a beijei. Apenas um selinho.

-Ingrid? – ela retrucou. Que beleza de situação, pensei. Eu estava morrendo de medo do que ela diria agora. – Por que fez isso? – sussurrou ela. Como poderia não fazer?, pensei.

-Porque tive de fazer! – tentei me acalmar. Tinha que ir embora. Devia deixá-la sozinha. Mais não consegua deixa-lá. Fiquei de pé rapidamente estabelecendo uma distância entre nós. Sem sombra de dúvidas precisava ir embora dali. –Esculti, tenho que ir. –

-Por quê? –

Abri a boca.

-Diga-me a razão. – ela insistiu. Mas não respondi. – Está fugindo? – sussurrou Gabi. Era uma pergunta. Mas havia nela também um tom de provocação.

-Gabi.

-Por quê?

Senti-me torturada pela necessidade Dela.

Ela saltou da cama e se aproximou de mim. Rodeou-me a cintura com a mão. Eu chiei quando nossos corpos se colaram.

-Não vai me dizer?- perguntou ela. Meu corpo estremeceu buscamente, minha respiração quebrou o silêncio do quarto. – Você me deseja! É obvio. – ela sorriu. – Você me quer? –

Ela também me desejava. Estava estampado nela. Nós seus gestos. Como me olhava. Como me tratava. Eu podia ver claramente quando ela me desejava.

Abaixei a cabeça. Que jogo ela estava fazendo? Estava brincando comigo? É claro que eu queria.

-Diga que não, Ingrid. – provocou-me novamente. Levantou-me o queixo com a ponta do dedo indicador. Desejei ver-lhe o rosto com nitidez, para ver se falava serio. O maguinífico cheiro dos seus lábios me deixou tonta. Sua pele era de uma bonita cor de creme. Tudo nela era bonito e delicado. Seu nariz, suas mãos, seus lábios, seu corpo. Fiquei em silêncio, sentido o efeito do calor do toque das suas mãos em mim e o cheiro adocicado ao meu redor. Eu nunca havia me sentido daquela maneira. Na presença de ninguem.

Ela tinha grandes olhos castanhos escuros. Naquele momento eu só via Gabi. Será que ela também só via a mim? Respirei fundo, querendo saber o que eu sentia por aquela mulher.

Ela sorriu para mim. Naquele instante eu sabia exatamente o que sentia por ela. Senti-me leve. Livre. Senti-me de repente, viva. Contemplei a beleza de sua face. Eu sorri, amando tudo nela. Era tão… Perfeita. Precisava dela mais do que tudo, pensei

enquanto levava a mão ao pescoço dela. Senti aquela doce embriaguez que vinha toda vez que ela me olhava. Aquele desejo dentro de mim começava a se agitar. Eu estava encantada. Puxei seu rosto para mais perto do meu. E algo intenso revirou meu peito, atravessou meu corpo todo. Senti sua respiração encantar meus lábios. Contei cada uma de suas respirações, tentando manter a calma.

Afastou o cabelo do meu rosto, com a ponda dos dedos macios parando sobre minha bochecha. Ela beijou o canto dos meus lábios, me deixando zonza. Eu não me movia quase nem respirava. Só o que fazia era olha-lá embasbacada.

Minha garganta estava seca. Meus olhos estavam vidrados nela. Ficar tão perto dela é tão… Eu queria abraçá-la, correr os dedos sobre a pele macia dela, o cabelo negro. Cheira-lá toda. Sentir seu corpo, seu calor. Quando ela me olhou pela primeira vez, vi fraguimentos de esperança, de uma paixão, entrar em meu coração. Havia algo naquele olhar. Aqueles olhos castanhos olhavam através de mim. Como se ela pudesse ver todo o meu passado e presente, toda dor e medo que eu havia encontrado. As coisas que eu mais desejava no mundo. Vendo seu rosto doce, a ferida aberta em meu peito desapareceu.

Ela não sai dos meus pensamentos. E eu sei que não importa o quanto eu tente, sempre terei ela em meus pensamentos.

Eu ri, pensando que, quanto mais tempo passava com ela, mais bonita ela parecia ficar.

Meus olhos brilharam. Seus lábios me fascinavam. Observava-os moverem-se enquanto falava, e me perguntava como seria sua textura e seu sabor.

-O que ta olhando?- ela sussurrou.

-Sua boca – eu disse.

-O que tem ela? – perguntou ela com a voz rouca.

-Eu a acho… Maravilhosa. –

Coloquei as pontas dos meus dedos sobre seus lábios inferiores. Inspirei com tal força que inalei o perfume de sua pele, e quando exalei com um estremecimento, ele voltou para ela quente e úmido.

-É macia – eu disse, roçando-a com o dedo indicador. Fechei os olhos.

Lentamente, os lábios dela se fecharam ao redor do meu dedo, lambendo a ponta com movimentos circulares. Uma onda de prazer percorreu meu corpo. Os meus mamilos furmigavam e alguma coisa acontecia entre minhas pernas. Senti-me faminta por ela.

Ela segurou minha mão sugando todo meu dedo até que ele saisse de sua boca. Com meus olhos fixos nós dela, virou-me a palma da mão para cima, lambeu o centro e pressionou os lábios conta minha pele.

Eu me inclinei sobre ela.

Seu corpo emanava um perfume embriagador. Eu tinha percebido a sedutora fragrância no momento em que pus os olhos nela pera primeira vez.

Imaginei beijando sua boca. Sentindo o interios cálido, escorregadio, úmido. Lambi os lábios.

Fechei a boca de repente. Mais com os olhos brilhando. Prendi a respiração, perguntando-me se ela falava realmente serio. Meus olhos não se separavam dos lábios dela. Sentindo aquela doce sensação de sufocamento.

Inclinei a cabeça e pousei os lábios em sua boca. Santo Deus, ela é muito boa no que faz. Afastei-me.

Ela me olhou fixamente, como que paralisada. Então, soltou um longo suspiro, como se estivesse exalando todo oxigênio do corpo.

Meteu a língua dentro da minha boca enquanto me segurava pelos quadris. O gemido de satisfação que ela deixou escapar aumentou ainda mais meu desejo por ela. Cravei as unhas em suas costas e ela respondeu com outro gemido. Isso mostrava que ela tava tão ansiosa quanto eu.

Ofegante, levei o fôlego dela para os meus pulmões, querendo reter uma parte dela dentro do meu interior. Ela murmurou de satisfação, e continuou me acariciando suavimente. Quando ela oscilou na minha direção, tracei o contorno de seus lábios com a língua. Tem um sabor tão doce, pensei.

Ela capturou meu lábio inferios com a boca, segurando-o.

Eu gemi. Ela interrompeu o beijo.

-Não gostou? – perguntei.

-Claro que gostei. – disse ela com uma voz grutal. – Acredite. Gostei, de verdade.

Ela se equilibrou para frente e tomou-me em um beijo ardente. Aquilo foi poderoso. Erótico. Mais ardente que o inferno, enquanto explorava minha boca.

Por Deus, se meu coração podia aguentar um beijo dela, provavelmente poderia fazer muito mais que isso. Qualquer coisa.

-Quero mais de você. – eu disse. Ela lambeu os lábios. Seus olhos brilhavam.

-Tudo o que quizer de mim. – murmurou. Depois de uma pequena pausa, disse – Gosto da forma como me sinto quando estou perto de você. –

– E como se senti? – perguntei.

-Sinto-me segura. Você me passa muita confiança. Sinto-me linda – ela fez uma pausa olhando meus lábios – e, sinto outras coisas. –

-Como o quê? –

-Sinto um calor. Aqui – tocou os seios – e aqui – suas mãos roçaram a junção de suas coxas.

Comecei a ver duplo, meu coração disparou. Suspirei fundo.

-Sente algo?- perguntou ela.

-Pode ter certeza que sim. –

Minha voz soou pastosa. É o que ela faz comigo… Leva-me ao desespero.

Empurrou-me para a escrivaninha, atrás de mim, sentando-me. E colocou o corpo diretamente entra minhas pernas. Quase no lugar exato onde eu queria que ela estivesse.

Ao olhá-la, eu estava pronta para tudo, preparada para me meter por debaixo daquele vestido, separar suas coxas com minhas mãos, e me enterrar em seu calor. Eu tinha a necessidade de estar dentro dela.

Segurou meu quadriu, e me levantou. Ela me carregou sobre o quarto como se eu nada pesasse. Deitou-me sobre a cama, debaixo dela.

Eu sorri, deleitando-me com o súbito desejo estampado no rosto dela.

Tudo nela irradiava sexo! Do seu corpo perfeito, até a forma como andava e o aroma da sua pele. Jamais conheci uma mulher assim. Ela se inclinou um pouco sobre mim. E num impulso eu agarrei seu vestido puxando-a para mais perto, tentando aproximá-la de minha boca. Outro gemido escapou de sua boca.

Eu estava pasma. Imaginei-a beijando a parte interna de minhas coxas, encontarndo meu sexo com a boca. Chupando-me. Lambendo-me.

Eu sei que não devia estar alí. Sei que devia dizer não. Precisavamos conversar. Ou simpliasmente eu deveria ir embora. Realmente eu deveria…

Só que eu não conseguia ir, não sei provar mais dela.

Droga. Não devia estar me envolvendo nesse drama. Deveria me proteger. Nada disso, com ela, tem promesa de futuro. Eu fiquei descuidada. E isso era perigoso.

Beijou-me o pescoço. Ah que se dane…

Olhei para cima, com uma ofegante expectativa, enquanto ela precionava seus lábios sobre os meus.

Em um doce arrebatamento, introduziu a língua em minha boca.

Meu coração… Ela estava possuindo-o, tomando-o. Arrancou-me a blusa e o sutiã.

Quando deixou minha boca, desceu por meu corpo. Lambeu-me o pescoço. Chupou-me os mamilos. Arranhou minha barriga delicadamente com as unhas. Mordiscou-me os ossos da bacia. Arrancou-me a calsa, puxando-a até meus pés, e voltando para cima de mim. Fez o mesmo com a calcinha.

Ondas de um extenuante calor percorreu todo meu corpo. Meu coração palpitava tão rápido que chegava a pular algumas batidas.

No instante em que ela colocou os lábios em meu sexo, faltou-me muito pouco para eu alcançar o êxtase. Gritei, com o corpo convulsionando. Ela parou, dando-me tempo para me acalmar.

E, então, começou a me torturar. Beijava minhas coxas, minha barriga. Praticamente todo meu corpo. Passava perto, de onde eu tanto desejava que ela estivesse mais logo se desviava. Levou-me ao limite repetidas vezes até que eu me vi obrigada a suplicar.

Minhas coxas estavam completamente abertas. Então, tocou-me com a boca. Começou a se mover num ritmo lento e constante. Ela sabia exatamente quando acelerar o ritmo e quanto pausar. A combinação de sua boca úmida e sua língua macia, os chupões, lambidas e modiscadas, chegavam a ser covardia.

Ela tremeu sobre meu corpo, ofegante, enquanto minhas próprias e deliciosas ondas me deixavam sem folêgo.

Ela fez um movimento para descer, para sair de cima de mim, mais eu a detive, segurando-a pelo quadriu, falando, docimente que ela ficasse mais ela pareceu não entender.

-O quê?-

-Fique onde está – eu disse.

Ela se acomodou sobre meu corpo, relaxando completamente. Podia sentir sua vulnerabilidade naquele momento de tranguilidade. Seu coração estava quase ao meu alcance.

-Você é extraordinariamente linda. – ela sussurrou. Sua voz soava diferente. Ela lhe parecia diferente. Ela começou tocar-me novamente.

-Gabi – segurei-lhe a mão entre a minha, obrigando-a parar. Ela se afastou um pouco, e fexou os olhos, confusa. Eu deveria lhe contar. Fosse o que fosse, a verdade é o que ela deveria ouvir. – Amo você – sussurrei.

Suas pálpebras se abriram de repende. Era como ser iluminada por dois refletores. Ela sorriu incrédula. Mais ela não disse uma palavra.

-Meu Deus, gostaria de ver seus pensamentos nesse momento. Por que não me diz nada? – pousei minhas mãos em suas faces.

-Posso dizer-lhe o que veria – murmurou ela – “eu amo você”. É o que veria.

Eu fechei os olhos e ri. Eu resplandecia. Beijei-a. Seu sorriso estava radiante.

Virei-a sobre a cama, tirando delicadamente apenas seu vestido. Inclinei minha cabeça para trás para olhá-la. Sua beleza me deslumbrou. Sua estrutura facial era perfeita, seu corpo era gracioso. E o perfume que usava… Penetrava em meu nariz, em meu cérebro. Cheirava tão bem que meus olhos se encheram de lágrimas.

Era irreal, pensei. Tão linda.

Eu não me movia; quase nem respirava. Só o que fiz foi olhá-la embasbacada.

O que parecia ter deixado-a nervosa. Mais eu sei que não era por ser acostumada que a olhassem assim. Mais eu a olhava sem perder um detalhe, examinando-a cuidadosamente.

-Por que me olha tão fixamente? – levou a mão ao vestido que estava ao seu lado, cobrindo seu corpo.

Senti queimar primeiro o pescoço, e depois, as bochachas.

-Sinto muito. Provavelmente está farta que a olhem fascinada. –

Ela negou com a cabeça.

-Caraca, você é tão… Totalmente… Linda. – minha voz fraquejou. Caramba, ela era maravilhosa. Tinha o queixo delineado, e um furinho no meio, lábios desenhadinho, perfeitinhos, e maçãs do rosto proeminentes quando sorria. Cabelo, liso e negro, caía-lhe até os ombros.

Ela inclinou a cabeça, examinando-me. E passou a mão pelos cabelos escuros. Seus olhos permaneceram cravados no meu rosto.

Eram olhos muito bonitos, pensei. Tão intensos. Ela olhava como se não pudesse ter algo que desejasse.

E eu podia entende aquilo melhor do que ninguem.

Sorri sutilmente e aproximei-me dela mais um pouco.

-Gosto de como me olha – seus olhos voltaram a se concentrar em meu rosto – só não estou acostumada – explicou, levando a mão ao meu pescoço.

-Caramba, você não parece ser real – eu disse baixinho. Tirei-lhe o vestido de cima do corpo.

Ela riu. Riu com só um canto da boca.

Coloquei a mão em seu seio, esfregando o mamilo com o polegar. Senti uma onda de calor na pele onde eu toquei. Instantaniamente, aquela sensação febriu se estendeu por todo meu corpo.

O que era aquilo?

A palma de minha mão estava quente. Forte. Sólida.

Ela ergueu os olhos para mim.

-Não posso respirar – sussurrou.

Eu quase caí de costa.

Santo Deus, pensei. Ela parecia me desejar, tanto quanto, eu a desejava. Mas isso não pode ser real, pensei. Devia estar brincando comigo diante daquele inocente assombro ao meu toque.

Observei-a enquanto ela respirava com dificuldade. E então ela lambeu os lábios.

Inclinei-me sobre ela. Percorri a lateral do seu pescoço com meus lábios. Sua pele era tão suave. Acariciei-lhe a face ternamente, sem conseguir despregar os olhos de sua boca. Baixei os olhos para os seios. Movi os dedos em direção a sua boca. Fiz uma pausa, e beijei seus lábios.

Ela agarrou minha mão e me guiou entre suas coxas, dentro da calcinha, pressionando os dedos contra seu corpo.

Quando ela gemeu me aproximei mais de seu corpo. Onde sentir os batimentos de seu coração e seus pulmões enchendo-se.

Quando deslizei os dedos para dentro dela, escultei-a soltar um gemido baixo, meu proprio corpo respondeu, me sentindo excitada. Sua quente umidade me envolveu,

estremecendo num orgasmo. Ela era apertada, quente, úmida, ela me envolvia completamente. Cada beijo, cada caricia, cada lambida e estremecimento foram ampliados.

Deslizei a língua pelo seu pescoço. Ela estufou os seios em minha direção, eu deslizei a mão acariciando aquela pele macia e quente. Sua barriga era plana. Percorri a borda do seu sutiã antes de encher a mãos com o volume dos seus seios cremosos. Ansiosa para conhecer o que faltava tirei-lhe a peça. E sentir a rigida pontada dos seus mamilos.

Eu me descontrolei.

Meus lábios foram cheios para um dos mamilos, que logo envolvel minha boca. Enquanto sugava, deslocou o corpo e estendeu sobre ela, caindo entre suas pernas. Beije-lhe a boca. Nossos seios se encontraram. Eu senti o corpo dela se ondular sobre o meu. Voltei a venerar os seios com a língua e, depois, continuei descendo pela barriga. Quando cheguei a tirar a calcinha, deslizei-a pelas pernas lisas.

O cheiro dela me invadiu com uma onda de frescor. Cobrir de beijos os quadris e o topo das coxas dela. Imapaciente, as mãos de Gabi agarraram meu cabelo enquanto me direcionava, para o local exato ao qual eu já estava indo. Precisava prová-la.

Puxou meu rosto, querento beijo. Então voltei a usar os dedos. Deixei escapar um gemido de êxtase. Que pareceu deixá-la loca.

Fui muito meiga com ela, muito carinhosa. Por mais que ela me forçou a ir mais rápido e forte.

Deixei cair à cabeça no seu perfumado pescoço. Onde meu longo cabelo se esparramou e se misturou com o dela. Muito adorável. Muito sensual…

Beijei-lhe todo o corpo. Enquanto ela me acariciava. Por um tempo, fiquei imóvel, absorvendo a sensação de êxtase, sentindo minhas entranhas latejar. E queria mais, e estava disposta a dar mais. E ela também parcia querer o mesmo.

Quando recuperei lentamente os meus sentidos, percebi que era a primeira vez que eu tentava agradar tanto a uma pessoa. Nunca me dediquei tanto, igual, me dediquei a ela. Peguei-lhe o rosto entre as mãos e pousei meus lábios sobre os dela.

Autora:  Anna Karoline

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Nós, as ciumentas.

Nós, as ciumentas.

Se tu é como eu uma ciumenta assumida tu vai entender muito bem esse post, se tu não é e tem uma namorada assim, bom tente entender ela,  porque não é fácil ligar com isso.

Lá estão vocês, um casal tão fofo de mãos dadas caminhando pela rua, passa uma menina bonita que prende a atenção dela, o que acontece? TU SURTA! Calma, sapatão eu sou assim, eu surto também e nem adianta dizer isso né? Dizer pra ter calma nunca adianta, nem sei porque to te dizendo isso, mas enfim. Tu surta, vocês brigam, ela diz que não tem nada demais e tu vê tudo a mais do que realmente é.

Pois é, gurias… Quando a mosquinha dos ciúmes pica (opa, palavra nojenta e perigosa) esse coraçãozinho os surtos e as neuroses são inevitáveis, não é? Porque, por sorte tua e azar das outras, tu tem uma namorada tão fofa e perfeita que tu sabe que todas vão querer esse docinho pra si. MAAAAAAAAAAAAS ÓBVIO que tu não vai deixar te levarem ela, não é? É.

O ciúmes é algo que não podemos controlar, algo que surge assim como uma tsunami e poft, acaba com toda a fofura e trás a frieza, é uma droga né? Porque tu fica mais fria que o iceberg que matou o Jack (Eba, Rose solteira, vem cá sua linda!) com a tua guria, não é? E as vezes ela nem tem culpa de nada e tu acaba te magoando e magoando a ela também.

E ai tu me pergunta: E quando ela te provoca ciúmes? Sapatão, ela quer te ver surtada, é isso. E o que tu vai fazer? SURTAAAAAAAAAAAR e querer matar a vaca que ela ta dando trela só pra te enciumar, não é? É sim, não disfarça não que eu sei que tu vai fazer um escândalo digno das novelas mexicanas do Sbt, ou tu acha que eu não sei que vai? E ela vai amar, agora não me pergunta o porque, pois eu realmente não entendo. Vou dizer uma coisa, eu gosto que sintam ciúmes de mim e as vezes eu provoco, provoco, provoco e nem dá certo, sabe como é, né? Se tua guria ta segura contigo ela nem vai ter motivos pra sentir ciúmes, porque? Porque tu demonstra o teu amor o tempo todo, não adianta provocar que não vai adiantar, brejeira.

E quando tu é ciumenta demais, o que fazer? Bom, eu sugiro que tu te controle, não vai adiantar nada sair brigando com ela por nada, isso só vai machucar. Sabe o que é bom fazer? Tomar uns bons drinks, um chazinho, fazer um boneco de vodu com a foto daquela vaca que dá em cima da tua guria, queimar a foto dela, fazer macumba, socar a parede, isso tudo acaaaaaaaaalma muito, é uma boa sugestão. E se nada der certo, faz uma novena pra santa Rita de Cássia Eller e deu. Tudo passa.

E mais uma coisa, ciúmes nem sempre é sinal de insegurança, sapas! Se ela sente ciúmes nem sempre é porque tu não passa segurança pra ela, sabe? Ela só sente e pronto. Não se desespere.E tu, ciumenta. Tenha calma, relaxa, se ela ta contigo com certeza é por amor e não é por qualquer pessoa que ela vai te deixar.

Homens, como podem se apaixonarem por nós?

 

Então, tu sapatão convicta e ele que acha que tem a varinha mágica e vai te transformar na menina mais hetero do mundo. ERRADO!

 

Homens e essa sua mania de se apaixonar por lésbicas. Tu transpira óleo disel, tu até toca a buzina do caminhão pra avisar que ta chegando e ele ainda sim dá em cima de ti. Como assim, não é? Sapa, pode ficar indignada, mas tu vai ficar ainda mais quando eu te lembrar que ele tenta usar das mesmas artimanhas que tu usa pra conquistar as menininhas. Ta, fudeu, né? MAS QUE PORRA É ESSA? SOU SAPATÃO! (Veja a incoerência dessa frase, sapatão e porra são coisas que não combinam, mas enfim.)

 

Gurias, deixarei vocês ainda mais pasmas quando eu disser que tem meninos que se apaixonam de verdade, sabe? A ponto de ficarem tão loucos quanto a gente por aquela guria especial e o que nós podemos fazer? Só rezar pra nossa senhora Rita de Cássia Eller nos ajudar, não é? Nos ajudar e nos dar paciência pra ouvir coisas do tipo: “Fica comigo que eu te faço virar mulher”… Querido, eu sou mulher, não deu pra notar?

 

Pois bem, tem mais um problema! Aqueles que acham que tem aquilo (palavra que sapatão abomina, não citarei) de ouro e que vão te fazer “virar hetero”, acreditam? Pois é, mas é como eu disse, não há nada a fazer além de fugir e rezar… Quem sabe ele um dia te entenda e te convide pra tomar uma cerveja com ele, a namorada e a amiga dela? Ou não. Se ele não largar do teu pé? Enfia o pé no saco dele! (Brincadeira, gurias. Não apoio a violência).

Por: Karina Soares

Autoaceitação


Temos uma grande dificuldade em sermos aceita pela sociedade, não só nós Lésbicas, mas toda a classe LGBTS, para darmos inicio a autoaceitação é um fator fundamental, isso não quer dizer que precisamos da opinião alheia para tomar qualquer tipo de atitude, dar o primeiro passo, depende apenas de você!

È comum sentir-se oprimida dentro da sua própria família, quando se trata da questão família, essa é uma das partes mais difíceis, é preciso agir com inteligência para assumir sua orientação sexual, e infelizmente é uma situação que você não pode contar com ninguém, quando temos a certeza dos nossos sentimentos,  das nossas vontades e dos nossos desejos   precisamos de garra, força, determinação e persistência para enfrentar qualquer tipo de dificuldade ou preconceito.

Muitas pessoas escondem suas vontades e seus desejos cultivando sua própria infelicidade, como exemplo um casamento heterossexual, com filhos e mantendo uma relação homossexual fora á parte, essa relação heterossexual é cultivada para seguir padrões estipulados pela sociedade, com isso agradando e fazendo a felicidade da sua família. Mas e sua felicidade onde esta?

Sua felicidade só depende de você, a autoaceitação é fundamental e possui um poder um  incrível, antes de tudo você precisa se aceitar e respeitar seus desejos e suas vontades, não espere pelos outros para ser feliz, você que traça sua felicidade, não faça nada para agradar ninguém.