SEDUZA-ME

  

Acabo de perder minha mãe. Minha única família! Minha única amiga. Estou sozinha agora.
Meu marido se separou de mim para ficar com uma jovem, que poderia ser minha filha, nossa filha. Mas nem filhos nós tivemos.
Só existe uma coisa que preenche esse espaço vazio em meu coração: meu trabalho.
Dinah, uma colega, sempre tenta me seduzir com viagens exóticas. Constantemente, ela entra em sites de agência de viagens e tem o sonho de fazer um cruzeiro. Sempre me diz:
– Vamos amiga! Será uma viagem inesquecível!
Não sei por que ela me chama de amiga. Não somos amigas, apenas colegas de trabalho.
Uma vez, Dinah não estava em sua mesa, e vi um site aberto em seu computador. A propaganda era sedutora:
“Você, que se sente só, que não tem ninguém, venha viajar conosco em um cruzeiro inesquecível!”
Vi os preços, destino, fotos do navio e isso me chamou a atenção. Peguei o número de telefone que constava no site e telefonei para a agência. Em duas semanas eu estaria de férias. Marquei a viagem e claro, não falei para Dinah. Nada tenho contra ela, ao contrário, até gosto dela, mas estou sozinha e quero continuar sozinha comigo mesma.
E lá estava eu, a bordo de um luxuoso navio. Do Rio para Santos, de Santos para o Rio. Quatro dias e quatro noites.

Primeiro dia:
Almoço com o comandante. Ele em uma mesa com alguns convidados e os passageiros espalhados pelas mesas do grande salão do restaurante.
Primeira noite:
Jantar com o comandante. Idem.

Música ao vivo, de qualidade.
Pessoas rodopiando pelo salão. Alguns homens distintos me convidaram para dançar. Recusei.
Eu, sentada à mesa, depois de dispensar os elegantes cavalheiros, observei que uma mulher morena, com cabelos longos, pretos, lisos, presos com um rabo de cavalo, estava me olhando e… Sorrindo! Quem será? Talvez uma colega da faculdade? Não estou reconhecendo.
Em certo momento, a mulher levantou a taça em um brinde. E continuou sorrindo para mim. Desviei o olhar. Aquele sorriso começava a me incomodar. Mas olhei novamente e lá estava ela… Sorrindo! Pude ver que seus olhos eram verdes.
Levantei-me e fui em direção à minha cabine. Na passagem entre o salão e o corredor que leva às cabines, a mulher sorridente impediu o meu caminho.
– Com licença, por favor.
Falei um tanto irritada. Ela sorriu… De novo!
– Você não me ouviu?
– Ouvi. Por quê?
– Por que o que? Por que peço licença?
– Não. Por que vai embora?
– Porque estou cansada e vou dormir.
– Sozinha?
– Sim. Sozinha.
– Um desperdício!
– O que?
– Bem, pensei em sentarmos, tomarmos uma bebida, conversarmos… Ainda é cedo para dormir. Está uma linda noite!
A mulher tinha um sorriso irônico, mas encantador!
– Olha…
– Por favor! Só uma conversa! Você está sozinha, eu também. Por que não?
Pensei durante algum tempo e ela falou:
– E então? Vamos?
– Não sei. Eu estou cansada e, para falar a verdade, estou sozinha por opção.
Bom, não era bem essa a verdade, mas tudo bem! Ela não me conhecia mesmo!
– Faremos o seguinte, nos sentamos, bebemos, conversamos e se você não gostar, prometo que deixo você ir. O que me diz?
– Está bem. Mas não vamos demorar.
Fomos para o bar.
– O que quer beber? – Perguntou-me.
– Um dry martini.
O barman anotou nossos pedidos e fomos para fora, onde havia mesas e cadeiras.
O céu estava lindo! Estrelas brilhantes e uma lua cheia, branca!
– Concordo. – Disse ela.
– Concorda com o que? Não falei nada!
– Seu olhar e seu sorriso dizem tudo! Você está pensando em como as estrelas e a lua deixam o céu ainda mais bonito. Não é isso?
– Sim! Mas como…
Ela sorriu e falou:
– Ainda não nos apresentamos. Muito prazer, meu nome é Helena.
– É um prazer conhecê-la, Helena. Meu nome é Raquel.
– Raquel! Lindo nome!
O barman nos trouxe as bebidas e sentamo-nos à mesa.
– Diga-me, Raquel! Em que trabalha?
Contei-lhe sobre meu trabalho, sobre a morte de minha mãe, sobre meu ex-marido, e a conversa fluiu leve, descontraída, agradável. Ela me ouvia atenta, e às vezes, soltava aquele sorriso… Lindo!
Depois ela começou a falar sobre sua vida. Helena me pareceu ser uma mulher inteligente, culta.
Tomei um… dois… três martinis. Estava gostando de conversar com Helena. Ela me contou algumas histórias que me fizeram rir. Nossa! Há quanto tempo eu não ria, não sorria! Estava me sentindo bem e… Tonta.
– Helena… Desculpe-me… É… Bem… Estou adorando nossa conversa, mas… Eu…
– Tudo bem, já entendi. Vou te acompanhar até a cabine.
– Não precisa! Eu posso…
Falei, me levantando, e se ela não me segurasse, com certeza, eu iria me estatelar no chão.
Quando ela me segurou, nossos rostos ficaram tão perto, e o olhar dela era tão… tão… Opa! Eu devo estar ficando maluca ou estou mais bêbada do que eu pensava.
Helena me levou até a cabine, abriu a porta, me deitou na cama e ficou me olhando de um jeito que eu não entendia. Ela sorriu, e seu sorriso me fez sentir arrepios. Eu sorri também. Então, ela foi se aproximando devagar, e nossos lábios estavam próximos! Fechei meus olhos, entreabri a boca e… Ela me beijou. Um beijo que me fez tremer, e uma sensação avassaladora tomou conta de meu corpo.
Era claro que eu não estava em meu juízo perfeito… Eu estava me deixando ser beijada por uma mulher! E um beijo tão gostoso!
Entreguei-me por completo. Um desejo enorme tomou conta de mim, e ela sentiu isso.
De repente, me vi nua, e ela sobre meu corpo, tomando, possuindo, invadindo… Ah! Deixei-me levar por esse caminho desconhecido, mas tão delicioso.
Suas mãos me tocavam suavemente, sua boca percorria cada canto de meu corpo e parecia conhecer bem o caminho. Eu gemia a cada toque, a cada beijo, e eu queria mais e mais!
Nossos ruídos de prazer se misturaram ao som do barulho do mar.
Mãos atrevidas, corpos suados, sussurros… Ah! Eu estava entorpecida! Movimentos mágicos, sem censura, sem medo, sem pudor… Simplesmente… Amor!
Adormeci, com o olhar penetrante de Helena.
No dia seguinte, acordei me sentindo leve, feliz! Tomei um banho, me vesti e fui para o restaurante, na esperança de encontrar Helena e tomarmos o nosso café da manhã, juntas.
Helena não estava no restaurante. Pensei que ela ainda pudesse estar dormindo. Tomei o café. Nossa! Há tempos eu não sentia tanta fome!
Andei pelo convés, passando pela piscina, fui até a academia, voltei ao restaurante… Nada de Helena. É… Talvez ela ainda esteja dormindo.
Hora do almoço e Helena não apareceu. Anoiteceu e Helena parecia ter sumido.
Jantar, música, dança e… Uma flor feita de papel colocada em minha mesa. Olhei para ver de quem era aquela mão me ofertando a flor. Era ela! Helena!
Meu coração começou a disparar, fiquei nervosa, não sabia o que dizer. Eu me sentia como uma adolescente tola. A única coisa que consegui dizer foi:
– Onde você se meteu o dia todo?
Ela me deu aquele sorriso torto, sedutor, lindo! E com certeza, eu corei. Eu não tinha outra coisa melhor para falar? Desculpei-me:
– Desculpe-me! Eu…
– Nada a desculpar. – Disse-me, dando um beijo no canto da minha boca. – Já jantou?
– Ainda não. – Falei, tentando disfarçar meus arrepios.
Jantamos, bebemos vinho, dançamos… Com tantos homens no salão, eu preferi dançar com ela. Senti-me envergonhada por dançar com uma mulher, mas com Helena, o tempo parecia parar, as pessoas pareciam não existir, era somente ela e eu.
As horas passaram agradáveis, e eu tentava controlar minha excitação. Sentir Helena tão próxima de mim, me abraçando, me tocando, sentindo sua respiração em meu ouvido, me deixava tonta.
Voltamos à minha cabine e o ritual de prazer se repetiu. Desta vez, não quis me embriagar de vinho, queria me embriagar de Helena.
No dia seguinte, a mesma coisa. Helena sumiu e nos encontramos à noite, no jantar. Eu precisava perguntar. E… Perguntei:
– Você dorme o dia todo?
– Não.
– Desculpe perguntar, mas por que você some? Eu ando por todo o navio e não te acho.
– Você procura por mim? Gostei de saber disso. – Disse, sorrindo.
– Não! Eu apenas fico passeando e… Bem, eu… Não vejo você. Fiquei curiosa em saber como você consegue sumir dentro de um navio.
– Eu não sumo.
– Ah, some sim! Não vai me dizer?
– Não. Ainda não. – Ela dá um sorriso debochado. – Gostaria de ir mais cedo para a sua cabine hoje. – Desta vez, o sorriso foi sedutor, convidativo.
Não pensei duas vezes, fomos naquele mesmo instante para a cabine. A minha cabine.
Paixão, tremores, suores, sussurros e gemidos… Não quero que acabe! Não quero! Eu quero mais! Eu quero para sempre!

Último dia:
Onde estará Helena? Preciso vê-la, preciso tê-la.
Última noite:
De volta ao Rio de Janeiro. De volta para casa. Sem Helena… Sem Helena!

Dias se passaram, eu estava de volta ao meu trabalho. Não sentia vontade de fazer nada, não queria falar com ninguém, não queria nada, apenas… Encontrar Helena.
Três semanas depois, no final da tarde, fim de expediente, eu saí do trabalho e fui para o estacionamento pegar meu carro. Era sexta-feira e teria um feriado prolongado pela frente. Eu estaria sozinha por 4 dias. Quatro longos dias!
Abri a porta do carro e ouvi alguém chamando meu nome.
– Raquel? Senhorita Raquel?
Olhei para ver quem era. Era um homem alto, magro, cabelos grisalhos, com um sorriso simpático nos lábios.
– Com licença. A senhora é Senhorita Raquel?
– Sim, sou eu. E o senhor, quem é?
– Vim buscá-la.
– Veio me buscar? Para ir aonde?
O homem me entregou uma flor feita de papel.
– A pessoa que me mandou buscá-la disse para lhe entregar isso, que a senhora entenderia.
Meu coração disparou, minhas mãos ficaram trêmulas e suadas. De repente, fiquei sem ar.
– A senhora está bem?
– Não! Bem não! Eu estou ótima! Vamos! Leve-me aonde tem que me levar.
Entrei em um carro preto, e o simpático homem me levou até a marina. Desci do carro, e ele me acompanhou até um veleiro. Quando vi a pessoa que me esperava, eu quis gritar, correr, voar!
– Oi!
– Oi!
Entrei no veleiro e nos beijamos. Ah! Esse beijo que me leva às alturas, que me leva ao céu, que me leva ao paraíso!
Encontrei! Encontrei Helena! Na verdade, ela me encontrou.
– Podemos ir senhorita Helena? – Perguntou outro homem, era o capitão.
– Sim, por favor!
Conversamos, e Helena me explicou tudo. Seu sumiço durante o dia era porque ela é chef de cozinha do navio. Demorou a me encontrar, porque saiu em nova viagem. Encontrou-me através das informações que eu mesma lhe fornecera em nossa primeira noite.

Na cama, à meia luz, nossos corpos nus.
Beijos indecentes…
Carícias… Ousadas… Atrevidas…
Estremeço… Entonteço…
Envolvente… Atraente… Irresistivelmente…
– Helena!

FIM

   

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Jaqueline

Jaqueline era uma mulher belíssima, disso ninguém duvidava.

Agora que ela se interessaria por mim, isso era uma grata surpresa. Ao ser apresentada por uma amiga minha, Jaqueline se mostrou cordial, mas ali naquele banheiro do bar, pude ver como ela era amistosa. (risos) Talvez Helen, minha amiga e confidente tivesse contado sobre minhas intenções, desde que a vi na página de uma rede social, sorrindo ao lado das amigas do time de basquete da faculdade, feliz por ter conseguido chegar a grande final do campeonato. A boca fina e bem feita, os olhos brilhantes… Sim, eu senti um desejo incontrolável por ela. Então resolvi arriscar, pedi para Helen marcar algo e levar Jaqueline com ela. Encontramos-nos num local agradável e muito bem freqüentado. A conversa rolou pela noite adentro e depois de alguns copos, fui ao banheiro, ouvi passos atrás de mim, quando me virei, ela me empurrou gentilmente para dentro do reservado. Espremendo meu corpo contra a parede fria, senti meus seios esmagados pelos dela. A sua boca procurou a minha com avidez. A língua procurando a minha, se transformando numa tortura, ela me tocava como se quisesse me invadir totalmente…

Os gemidos dela entravam e saiam dos meus ouvidos, sua respiração ofegante me dava calor, sentia meu sexo em chamas. Suas mãos percorriam meus braços, apertando, eu me entreguei a ela, quase uma estranha… Minha mão tentou entrar na sua blusa, queria tocar seus seios, mas ela não permitiu… Falou no meu ouvido que ela daria as ordens, e naquela hora eu seria seu brinquedinho… Me arrepiei… Para facilitar as coisas, coloquei meu pé sobre a privada, como estava de saia ela teve caminho livre pra me tocar. Meus gemidos já eram bem audíveis, quando ela deslizou a mão na minha coxa e tocou meu sexo por sobre a calcinha, sentindo toda minha excitação molhando toda renda vermelha. Eu já tentava subir e descer escorregando pela parede, mas o corpo forte dela me espremendo não deixava. Seus dedos longos afastaram o elástico e tocaram meus pequenos e grandes lábios. Abracei seu corpo com sofreguidão querendo me fundir nela. Ela acariciava de um jeito sedutor e seu sorriso maldoso me mostrava que ela queria me enlouquecer. Então seus dedos penetraram em minha carne quente, senti-a bem no fundo de mim, seus movimentos intensos, indo e vindo, entrando e saindo, me deixando mole… Enquanto sua boca descia por meu pescoço e devorava meus seios por cima da blusa, afastando com ímpeto o pequeno pedaço de pano que os cobria, sua boca sugando o bico firme e rubro. Eu me agarrava em seus cabelos loiros e longos, pedindo pra ela me fazer gozar como nunca, e ela tentava me atender… Fazendo movimentos circulares dentro de mim, com um e com mais dedos… Firmes, quase me machucando…

Eu pensava que alguém lá fora poderia ouvir-nos, mas a vontade era grande demais pra virar lucidez… Então nas idas e vindas dos dedos dela, eu gozei intensamente… Ela sentiu as minhas contrações vaginais e serenou os movimentos; beijando minha boca delicadamente ela abafou meus gemidos… Eu me segurava em seus ombros, minhas unhas fincadas na pele alva. Com um suspiro ela foi abaixando lentamente, beijando minha barriga, eu fiquei atônita, não entendi bem o que ela queria… Então ficando de cócoras, já que não tinha como ficar de joelhos, ela suspendeu minha saia até a cintura e baixou de uma vez só a minha calcinha, expondo meu sexo aos seus olhos. Agarrando minha coxa com firmeza, ela abriu minhas pernas, e seu rosto entrou no meio delas. Tomada pela surpresa eu enlouqueci, ela me chupou muito forte, eu sentia meu liquido escorrendo, e ela ali sugando tudo, a boca macia tocando meu clitóris que a pouco pulsava de satisfação. Apertei sua cabeça e implorei por sua língua em mim, ela passeava pelo meu sexo, provocando, mordendo, lambendo… Eu me esfregava nela ardentemente, olhei para seu rosto e ele estava todo molhado de mim. Segurando sua cabeça com firmeza, olhei em seus olhos e senti que seria tragada novamente por aquele turbilhão de emoção que era o orgasmo, e ele veio forte, me dobrando sob ela, fazendo minhas pernas tremerem e ela gozar só de ver isso.

Voltamos para a mesa alguns minutos depois, Helen nos olhou com uma cara de quem sabia muito bem o que tinha rolado. Meus olhos ávidos, procurando a noite toda pelos seus. O rosto de Jaque lívido, a pele corada… Com toda certeza todos perceberam que no mínimo estivemos flutuando por alguns instantes em outra órbita.

Meu cigarro chegava ao fim

Meu cigarro chegava ao fim, encostada ali na parede da sala, eu olhava aquela mulher linda, dançando pra mim. Os cabelos longos e pretos, o vestido que ia até os pés, descalços… De vez em quando ela me deixava ver parte da cinta liga que usava pra me destruir… Meus seios já estavam durinhos sob a camiseta branca, e minha cueca Box já estava completamente molhadinha. Dona de um corpo sequinho, cheio de curvas, rosto perfeito, boca sempre macia e vermelha, Carmem era uma delícia de mulher, estávamos juntas há uns quatro meses, e eu ainda morria de tesão nela, coisa que não era muito comum. Meu nome é Sam, tenho 32 anos e não me apego aos relacionamentos. Carmem foi me tomando de assalto, eu sempre dizia isso… Ela me arrebatava, sempre inventando algo novo em nossas noites tórridas de amor, sempre me agradando com bilhetinhos, ligações no meio do dia… Quando deitava na cama, se fingia de tímida e ficava fechando a perna enquanto eu lambia desesperadamente a parte interna da sua coxa macia.

Eu bem sacava a dela, ela era uma mulher incrível, que sabia agradar, sabia fazer sexo como ninguém, mas eu não ia me prender a ela, já estava calejada, já havia sofrido muito… Naquele dia, eu ali encostada na parede, fumando e pensando em como a vida me dava chances de ser feliz com mulheres, percebi que Carmem foi se chegando de costas pra mim até que colou seu corpo no meu, senti sua bunda firme e me excitei ainda mais, passei minha mão pela lateral do seu corpo indo de encontro aos seios, apertei-os, senti o tamanho com as mãos, depois desci uma mão e levantei o vestido, apertando a carne quente das coxas… Ela se esfregou em mim docemente, mas fugiu, continuando a dançar de costas. Levantou os cabelos bem no alto da cabeça e me ofereceu o zíper, bem lentamente eu o fiz deslizar pelas costas dela, descortinando a pele morena e macia, beijei cada pedacinho, até que me ajoelhei… Ela tirou os braços da manga e o vestido escorregou pelo seu corpo, eu fiquei ali com a visão da bunda mais empinadinha do mundo, as coxas mais macias e o sexo mais quente. Segurei firme nos quadris fartos e beijei tudo que vi pela frente. Virei-a de frente pra mim e ainda ajoelhada já beijava seu sexo sob a calcinha. Ela me empurrou delicadamente e caminhou até a cama, eu quase me arrastei até lá, tamanha vontade de ter aquela mulher ali mesmo, no chão… Levantei e fiquei ali a meio metro de distancia dela, minhas mãos tocaram a alça do corpete e a fiz escorregar levemente. Beijei cada milímetro da pele sedosa que ia aparecendo, minha língua escorregando e fazendo um caminho molhado pelo corpo quente, os seios logo ficaram à amostra, eram de um tamanho médio, bem firme e delicioso, suguei os bicos que logo ficaram eriçados, ainda de pé me agarrei na cintura fina dela, e me deliciei, senti as mãos nos meus cabelos curtos tentando me empurrar pra baixo, mas eu nem pensava em tocar seu sexo ainda. Ela sempre foi do tipo afoita, adorava gozar e gemer meu nome alto, isso me excitava muito também, mas eu tinha minhas preferências é lógico, e uma delas era torturá-la ao máximo. Deixei a boca correr por sua barriga, até que ela não agüentando mais deitou na cama macia e abriu as pernas delicadamente. Terminei de tirar o corpete que ela usava desabotoando aquele sem numero de colchetes, depois sem pressa tirei a calcinha de renda, o fundo estreitinho totalmente encharcado do seu liquido quente. Ela segurou os seus seios e me ofereceu gemendo, eu os segurei, deitei-me sobre ela e chupando ora um, ora o outro, comecei a esfregar meu sexo no dela bem devagarzinho. Ela fincou suas unhas em minhas costas, senti arder, mas não me importei, beijei os seios com mais força. E ela gemeu mais alto ainda, me implorando para que tocasse logo o sexo dela. Fiz o caminho tortuoso em suas curvas até chegar às coxas. Passei a língua provocando-a da virilha até o joelho, me sentei em sua coxa, meu sexo molhado encostado na coxa firme foi também uma tortura pra mim. Ela sentindo o meu desespero, abocanhou meu seio, chupando demoradamente, enquanto os dedos tocavam meu clitóris, puxei seu rosto e beijei-a com ímpeto e vontade. Minha língua procurando a dela, tocando em todos os cantos, entrelaçadas, molhadas… Ela apertava o meu clitóris com força, ela me conhecia, sabia que eu não demoraria pra gozar e foi o que aconteceu… Veio lá do fundo, um formigamento intenso, uma vontade de morrer e viver, explodindo em contrações gostosas, senti meu liquido escorrer, ela continuou acariciando, enquanto me beijava docemente… Não tive tempo de relaxar completamente, porque ela queria o prazer dela, e ela era intensa, mandona, queria ser chupada logo, com força, com ímpeto. Colei minha boca em seu sexo, o cheiro conhecido me invadiu as narinas, o sabor invadiu a minha boca, chupei seu grelinho até senti-la molinha, lambi e introduzi minha língua nela, o máximo que pude, mexi bem devagar em círculos, sabia que ela gostava, que gozaria fácil daquele jeito, e foi o que aconteceu, Carmem gozou na minha boca, senti seus espasmos na minha língua, sua ejaculação limpa, clara, quase transparente encheu minha boca… Era a primeira mulher que eu via ejacular e apesar da sua vergonha inicial, a minha adoração a fez relaxar. Deitei sobre ela, olhei nos seus olhos e vi algo que a principio me assustava, mas que com o tempo me acostumei.

Vi amor… Puxei-a pelo braço e no nosso abraço senti meu corpo se perder totalmente. Eu a queria demais, ela jogou suas pernas na minha cintura e eu caminhei até a parede e pressionei seu corpo. Minha boca colou na dela, e meus dedos a invadiram com ardor, com pressa, movimentos circulares, e de entra e sai e Carmem gemia alto, de tesão, de desespero, de vontade, fui rude, fui agressiva, queria apagar aquela visão de mulher apaixonada, mas tudo que fiz foi atiçar ainda mais aquela mulher quente. Ela recebia meus dedos com gratidão, demonstrava estar mais e mais envolvida, seus lábios sugavam os meus docemente, sua língua entrava e saía da minha acompanhando os movimentos dos meus dedos nela. Aquilo me enlouqueceu, coloquei-a no chão, virei-a de costas pra mim, e a penetrei por trás, sem dar chance pra ela reclamar, meus dedos a invadiram, sua carne quente e molhada, seu pescoço macio pronto para minhas mordidas, com a mão livre segurei seus cabelos e iniciei um movimento cadenciado esfregando meu sexo nela, ambas não conseguiam mais ter o controle, altos gemidos, gritos de prazer invadiram o quarto… O doce e forte orgasmo veio junto, tanto pra mim quanto pra ela… O seu corpo escorregou pro tapete me levando com ela, permanecemos alguns minutos ajoelhadas, tentando respirar novamente, tentando voltar a “vida” normal… Carmem minha eterna, com sua dança que me inspirou… Que dure pra sempre…

 Autora:  Célia Pereira

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Vinculadas

Retornando para meu quarto, ela me cercou. -Dengo.- chamou-me pelo apelido, me cutucando.
-Oi.- respondi abrindo a porta do quarto, não me atrevendo olhar em sua direção. Enquanto eu fazia o maior esforço para que meu corpo entrasse rapidamente no quarto e fechasse a porta. Mais quando eu mais precisava nenhum dos meus músculos funcionavam conforme eu exigia. Ela entrou, e eu tranquei a porta.
Oh Deus, o perfume dela… O perfume mais agradável que já me tinha entrado pelo nariz. O cheiro dissipou-se pelo quarto. “Agora é sua chance.” O coração gritou no peito, enchendo meu corpo de entusiasmo. Atravessei o quarto tão rápido que nem se quer senti meus pés ou o chão. “Vamos. Diga para ela sair do quarto.” Ordenei minha boca, mais nada saiu além de um suspiro. Deus, eu não posso ficar sozinha com ela. Eu não consigo.
Ela chegou perto de mim. Ouve uma louca agitação dentro de mim. Ela segurou minhas mãos. Ela me puxou para sentarmos na cama. “Sem duvida esse é o momento certo.” Meu coração sussurrou no peito, latejando de dor. Não que eu me preocupasse com a dor. Se for preciso suporto tudo que for necessário para protegê-la…
-Está tudo bem?- ela perguntou. Eu não sabia que podia ser tão doloroso assim… Mentir mais uma vez sobre estar bem. Achei que me afastar resolveria completamente o problema, mas, com certeza, não me ajudou em nada. Queria me jogar nos braços dela e gritar: ‘Não, amor. Nada fica bem longe de você.’ Ela apertou minhas mãos, me olhando quase sem piscar. Aquele olhar matava-me, machucava-me. Não podia mentir para ela. Isso dói. Dói.
-Dói tanto…- eu disse sem querer. Deus. Maldita boca… Porque repetira as palavras do meu pensamento? Seus olhos eram penetrantes. Em quanto olhava para mim. Afastou os cabelos dos meus olhos e disse:
– Vou cuidar de você. – ela sorriu gentilmente. Fiquei tão à mercê da resposta. Perguntei-me milhões de vezes se eu tinha ouvido certo. Meu coração saltava no peito de alegria. –Mais o que dói?- perguntou-me. O que eu responderia? Fiquei calada, ela continuou esperando. “Não seja tola. Diga a ela. É a solução para nos duas.” Abri a boca, mais dispensei à tentativa.
-Tudo bem. Não precisa me dizer nada. Eu sei o que é.- aquele sorriso assanhado e lerdo surgiu no canto da boca. Eu corei. Ela realmente sabia. Eu queria negar, mais era difícil mentir, ou enganá-la. O fato é que eu a amava e a queria. -Podia ter me falado.- ela disse.
Embora eu lutasse por ar, minha voz saiu forte. –Eu ia falar o quê?-
-Eu podia curá-la.- a voz dela baixou até se converter em um sussurro.
-Que confusão isso daria para nós duas…- eu disse.
-Não sei.-
-Então foi melhor assim.-
-Creio que não. Eu podia aliviá-la!- ela sorriu novamente.
-Poderíamos ser expulsas, ou, sei lá mais o quê.- soltei suas mãos.
-A possibilidade de nos pegar é praticamente nula.- ela se aproximou mais.
-“Praticamente” não é o suficiente. – respirei fundo umas duas vezes. Ela aproximou-se da minha boca. – Isso é errado e você sabe, não é? Não podemos fazer isso, e si…- pelo menos dentro do colégio era.
-Fique quieta, Dengo.- disse ela freneticamente. Com uma careta, dei-me conta de que ela mordia os lábios inferiores com força. Eu esfreguei as pernas da calça para não os lamber-la e beijá-la naquele momento. “Relaxa… sua imbecil…” respirei profundamente. Quando ela me tocou levemente os lábios, meu corpo estremeceu, emanando uma explosão no meu peito. Eu queria parar de pensar sobre tirar sua roupa e fazer amor com ela. “Tire as roupas dela e a cubra com o seu corpo.” Pensei.
Eu estava me agarrando a ela tão desesperadamente, imaginando o que ela sentia por dentro. Ela acariciou meu cabelo esparramado nas curvas do meu pescoço e ombro. Contemplei-lhe os olhos vidrados em mim, e tive uma crise de consciência.
Quando eu levantei, ela me puxou e me colocou sobre a cama. – Shhh…calma.- sussurrou-me, subindo na cama. Em cima de mim. Praguejando, deixei de lado minhas estúpidas preocupações e concentrei-me na Antônia.
Uma onda de beijos cortou o ar. Desta vez, me inclinei e lhe lambi os lábios. O sabor, e os movimentos frenéticos da sua língua, fizeram-me estremecer. Eu observei suas roupas por um momento e logo as arranquei de seu corpo desesperadamente. Virei ela sobre a cama, deitando-me sobre seu corpo. Ela estava tão magnífica sobre o lençol, as faces coradas, os lábios entreabertos, a pele iluminada. Eu a beijei. Só que mais quente. Mais selvagem. Fora de controle. Ela também arrancou minhas roupas, ânsiosa.
Quando nossas peles nuas se roçaram, eu gemi e ela mordeu os lábios de novo. Há explorei com a língua, com os lábios. Há aspirei ferozmente. Eu queria sua boca, sua boca… Eu a queria toda. Senti seus beijos para sempre não me parecia o suficiente. Nossos corpos balançavam-se juntos.
As pernas dela se apertaram em mim, e eu tive de separá-las quase a força, quando deslizei minha mão em suas lisas coxas e toquei suas delicadas partes intimas. Mantendo-a assim com as minhas próprias coxas. Só então me dei conta da umidade onde estava tocando. As mãos dela subiram minhas costelas até os seios, onde traçou círculos. A sensação subiu pela minha espinha e cravou em minha nuca. Meu corpo quase foi erguido, como se mãos invisíveis estivesse empurrando-me pelo peito. Deitei-me de novo sobre seu corpo. Cara, amaria fazer aquilo o dia inteiro. Ela gemeu e arqueou-se.
Que loucura era aquela de estar tão ansiosa por mais, quando a consequência para nós seria tão terrível? Dei-lhe vários orgasmos. Ela gemia e parecia se tornar momentaneamente incapacitada, com o corpo latejando. Quando estava pronta para dar-lhe mais daquilo, ela girou-me deitando na cama. Os seios turgidos, os bicos muito vermelhos… Linda. Irresistível. Ela me tocou e eu fiquei quase cega. Ela sussurrou algo, mais eu passei do ponto de não a ouvir. Eu queria me contorcer sem parar, ela teve que usar a força para me manter no lugar, empurrando, e me pressionado contra o colchão com o corpo. Veio-me grandes ondas, derramando-me, enchendo-me. Meus olhos permaneceram fechados por segundo, minha respiração era uniforme, mais a sensação ainda permanecia ardente em mim. Aquilo fizera me sentir… bem. Bem? Não, isso não serviria como definição. Fizera-me sentir… viva. Ela montou-me, encarando-me. A calma no quarto, no corpo dela, chegou a ser desconfortante. Movi a mão da coxa para a parte inferior de seu seio, e acariciei-lhe o mamilo com o dedo indicador.
Quando ela se mexeu um pouquinho e suas partes íntimas roçaram as minhas, não espantei que me invadisse o impulso de possuí-la novamente. Sou insaciável? Inclinei-me para ver-lhe o corpo. Perfeito. Analisei detalhadamente com as pontas do meu dedo. Por um momento senti que estivesse quebrando alguma regra, mas ela gemeu suavemente, e eu não resisti. Eu abri um sorriso satisfeito. Ela fechou os olhos, com uma careta, e apertou-me o seio com a palma da mão. Ela fez leves movimentos encima de mim. Aquilo era bastante agradável. A sensação fervia todo meu corpo e a me fazia imaginar Antônia revirando-me a cabeça novamente; nós duas fazendo sexo. Recordei com nitidez a sensação de tela por baixo de mim. As imagens em minha mente fluíam com facilidade, cada carinha linda, gemido, cada parte do seu corpo…
Nós começamos a arfar. Ela abaixou o rosto, repousando os lábios nos meus. Entreabrimos os lábios. Meu corpo ondulou, e meus quadris se moveram para cima. Um calafrio percorreu-me a espinha. Enquanto o sangue subia-me a face, olhei para ela. Ela sorriu e acariciou-me a face. Senti-me uma bobalhona ansiosa, mais curiosamente incapaz de parar. Deslizai a mão lentamente pela sua barriga macia e sem pelos. Espasmos de prazer começaram a fluir por todo meu corpo. Deus… Tela ali me excitava. Fixei-me em seus olhos. Perdi-me neles. Afoguei-me neles.
O olhar dela era tão encantador, brilhando sobre mim com carinho, como se me embalasse nos braços. Olhei-lhe os lábios. Os seios. A barriga… O desejo cresceu em mim exponencialmente, explodindo de tal forma que cada centímetro do meu corpo sentia uma tensão erótica. Os olhos dela se desviaram para baixo ela mordeu os lábios inferiores. Ela me beijou e um gemido escapou de sua garganta. Moveu a mão rapidamente em mim. Um segundo depois eu enlouqueci. Gemi enquanto minha cabeça golpeava o travesseiro e minhas costas se arqueavam. Golfadas quente atingiram-me o peito e a barriga, isso se prosseguiu ainda por um tempo enquanto ela me tocava. Ela só parou quando segurei sua mão. Eu estava muito sensível para ser tocada. Eu ainda respirava com dificuldade e minha cabeça ainda girava quando a puxei para beijá-la.
Deitei-a sobre a cama. Aproximei a boca da sua orelha, ela se arrepiou, respirei fundo, e soltei o ar devagar, e fiquei ali, abraçada juntinho ao corpo dela. Tracei beijinhos no pescoço dela, enquanto minhas mãos sujeitavam-lhe suas coxas. Fiquei tocando-lhe vagarosamente, intensamente. Eu prolonguei o máximo o seu orgasmo, mantendo-a naquele estado como se eu estivesse desesperada para que aquilo não terminasse.

Autora:  Anna Karoline

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