SÓ FALTAVA O AMOR – PARTE III

– Boa noite. Fez boa viagem?

– Muito boa!

Fernanda pega Laila em sua casa e vão jantar no restaurante do hotel.

– Acredita que eu nunca tinha entrado nesse hotel? É lindo!

– Gostei dele. Também não conhecia. As vezes que eu estive em Itatiaia, fiquei hospedada na casa de Lara. O atendimento aqui é muito bom e o quarto é aconchegante. Depois do jantar, se quiser, te levo para conhecer.

– Não, muito obrigada.

– Por que você resolveu ser pilota?

– Meu sonho quando criança, era ser comandante de um foguete e ir até a lua. Aí, saí do mundo da lua e agora piloto helicópteros.

– Você é uma mulher muito linda.

– Obrigada. Você também é.

Após o jantar, Fernanda levou Laila para casa.

– Quer entrar para tomar um café?

– Vou aceitar.

Tomam café e vão para a sala.

– Como está Bianca?

– Ela está bem. Minha mãe faz todas as vontades dela. Bianca quer morar em Cabo Frio.

– E você não?

– Não.

– Você não tem medo de ficar aqui sozinha com uma criança?

– Não. Me sinto segura aqui. Vamos parar com isso e ir direto ao assunto.

– Como?!

– Eu sei por que você se aproximou de mim e aviso que não vai conseguir o que quer.

– Será que só eu que quero?

– As únicas mulheres que quero em minha vida, são minha filha e minha mãe.

– Estamos falando de que? De amor? Não falo de amor, falo de desejo, de sexo.

– É isso o que você quer de mim, Fernanda? Sexo?

– E você não quer também?

Elas ficam se olhando, como se estivessem em um duelo.

– Acho melhor você ir embora.

– Concordo.

Laila se levanta para abrir a porta, mas Fernanda puxa Laila para o seu corpo, e a beija.

– Boa noite, pilota.

Laila não responde e abre a porta para Fernanda sair. Entra em seu quarto, se deita na cama e sorri.

“Ah, Fernanda! Você vai ficar louquinha por mim, ou eu não me chamo Laila Conrado!”

No quarto do hotel, Fernanda pensa em Laila.

“Você vai ser minha, pilota, ou eu não me chamo Fernanda Oedam!”

No dia seguinte, como sempre faz nos finais de semana, Laila vai até a fazenda de Lara para andar a cavalo. Quando chega lá, encontra máquinas, tratores, vários homens e… Fernanda.

– O que você está fazendo aqui?

– Bom dia, pilota!

– Bom dia. Responde.

– Estou trabalhando.

– Trabalhando?!

– Não se lembra do condomínio de luxo que vou construir?

– Mas… Ah, não! Esse condomínio vai ser…

– Exatamente aqui.

– Lara vendeu a fazenda?

– Vendeu. Pra mim.

– Você mentiu, disse que tinha ganhado uma licitação, eu pensei que…

– Não menti. Haviam outros compradores e eu dei o maior lance, e ganhei. Sem contar que Lara é minha amiga, mas isso ninguém precisava saber, não é?

– Por que Lara não me contou?

Laila estava decepcionada.

– E você? O que está fazendo aqui?

– Sempre ando a cavalo. Mas agora, que a fazenda não é mais de Lara, acho que não posso mais fazer isso. Desculpe-me por ter invadido a sua fazenda.

Laila volta para o seu carro e Fernanda vai atrás dela.

– Espere! Adoraria acompanhar você.

– Quer andar a cavalo comigo?!

– E por que não?

– Está bem. Será uma despedida.

Um empregado da fazenda prepara os cavalos para Laila e para Fernanda. Elas saem, andando pela propriedade, passando por lagos, riachos, trilhas, mata. Elas param em um riacho.

– Quando eu era pequena, eu dizia ao meu pai que um dia esta fazenda seria dele! Eu ia comprá-la, e dar de presente pra ele. Quanta inocência!

– Você realmente ficou chocada em saber que comprei a fazenda, não é?

– Chocada não. Triste, decepcionada. Não por você ter comprado, mas porque ela deixará de ser uma fazenda. Tive bons momentos aqui. Apesar do pai de Lara ser um burro xucro em relação a certas coisas, ele sempre foi muito justo com quem trabalhava pra ele.

– Fale-me sobre você e Lara.

– Lara foi o meu primeiro amor. E creio que eu fui o dela também.

– Você ainda a ama?

– Amo. Mas não mais como mulher. Lara e eu somos como irmãs… Por que ela não me contou sobre a venda da fazenda?

– Eu não sei. Talvez não tenha tido tempo ou oportunidade. Ela viajou logo depois do casamento.

– Mas conseguiu fazer negócio com você antes disso. Eu não entendo.

Lágrimas escorrem pelo rosto de Laila. Ela tenta esconder, mas Fernanda vê e passa a mão por seu rosto.

– Não sabia que isso te faria sofrer.

– Estou sofrendo sim. Mas vai passar… Tudo passa!

Seus olhares se fixam. Fernanda tira a mão do rosto de Laila e acaricia seus cabelos. Devagar, suas bocas vão se aproximando e elas se beijam. Um desejo alucinante toma conta de seus corpos, e, sob uma árvore, Fernanda se deita sobre Laila, tocando-a.

Gemidos tímidos, tremores, arrepios… Sensações e sentimentos inexplicáveis.

– Pare! – Diz Laila, levantando-se.

Fernanda, tentando se recompor, também se levanta e, com voz ríspida, fala:

– Que jogo é esse? Você pensa que sou alguma idiota?

– Não é jogo. Aqui eu não quero… Aqui não.

– Por que não? Ah, sim! Você prefere uma cama. Ótimo! Vamos para a sua casa.

Laila lança um olhar furioso para Fernanda.

– Lembra que eu falei que tudo passa? Pois bem! Passou!

Laila monta em seu cavalo e sai em disparada, deixando Fernanda para trás.

– Você não vai me fazer de idiota, Laila Conrado. Não mesmo!

Em sua casa, Laila liga seu computador e envia um e.mail para Lara.

“Hoje tive uma revelação. Soube que a sua fazenda, não é mais sua. E o pior de tudo, é que ela deixará de ser uma fazenda. Sei que não tenho nada haver com seus negócios, mas você poderia ao menos, ter tido a consideração de me contar. Hoje me despedi da fazenda. Pela última vez, andei a cavalo e parei em nosso riacho, em nossa árvore. Lembra? Foi lá que fizemos amor pela primeira vez e lá, que nos encontrávamos todos os dias e fazíamos amor, fazíamos planos… Por que Lara? Por que vendeu a fazenda? Por que não me contou? Magoada… Triste… Decepcionada…”

Laila tomou banho e se deitou. Não queria pensar em nada. Mas Fernanda não saía de seus pensamentos. Ela se levantou, se vestiu e foi para o hotel.

No hotel, enquanto tomava banho, Fernanda também pensava em Laila.

“Que droga! É só uma mulher, Fernanda Oedam! Mais uma!

O interfone do quarto de Fernanda toca. Em seguida, Laila entra no quarto.

– Vim te pedir desculpas e explicar sobre o que aconteceu hoje.

– Quer beber alguma coisa?

– Não, obrigada. Não vou demorar.

Fernanda e Laila se sentam em um sofá.

– Não é um jogo. Eu desejei fazer amor com você… Desejo. Aquele riacho e aquela árvore têm um grande significado pra mim. Foi lá que eu e Lara fizemos amor pela primeira vez e sempre. Pode ser um romantismo tolo, mas não consegui. Peço que me desculpe e espero que entenda. É isso.

Laila se levantou, e quando estava indo para a porta, Fernanda a agarrou.

– Eu te quero Laila Conrado.

Elas se beijam e Fernanda a leva para a cama. Elas pareciam estar queimando por dentro. Fernanda tira as roupas de Laila e depois, as suas. Deita-se sobre Laila e a beija no pescoço, na boca, e vai descendo…

– Espere…

– Ah, não! O que foi dessa vez?

Laila inverte a posição, deixando Fernanda por baixo.

– Você gosta de comandar, mas vou te ensinar como se faz.

Fernanda dá gargalhada, mas logo pára, dando lugar aos gemidos.

Laila toca os seios de Fernanda com suavidade, enquanto explora suas partes íntimas. A língua de Laila passeia pelo corpo de Fernanda e desce, até chegar ao seu clitóris.

– Hmmm… Delícia!

Diz Laila, chupando e olhando para Fernanda, que delira.

Depois de fazer Fernanda gozar, Laila pede para que ela continue deitada e coloca seus seios na boca de Fernanda. Depois, rebola sobre a boca dela.

– Ah, Fernanda! Gostoso… Isso! Assim…

Elas fazem amor em diversas posições e gozam… Gozam até se sentirem saciadas.

– Você nunca se casou Fernanda?

– Nunca. Sou uma mulher inteligente, não sei se já percebeu.

– Mulheres inteligentes não amam?

– Mulheres inteligentes raciocinam, portanto, usam a cabeça e não o coração.

– Isso é muito triste!

– O que é triste?

– Viver apenas pensando e não sentindo, nunca ter tido a alegria de viver uma intensa paixão, de sentir o coração pulsando, disparado.

– Você já?

– Sim!

– Com Lara, não é?

– Ela não foi a única mulher de minha vida.

– Sei. Teve Augusta.

– E outras. Sou passional, adoro viver uma louca paixão. Na verdade, eu era assim. Depois de Augusta, mudei um pouco os meus conceitos. Hoje me preocupo apenas com minha filha e quando a necessidade “aperta”, é fácil dar um jeito nisso, sem precisar me envolver.

– Hoje sua necessidade “apertou”?

– O que você acha, mulher inteligente?

Disse Laila, sorrindo e se levantando.

– Aonde você vai?

– Vou embora. Já fiz tudo o que eu tinha para fazer por aqui.

– Não vai ficar para o jantar?

– Jantar?! Não! Minhas necessidades não são tão grandes assim.

Laila se vestiu, deu um beijo no rosto de Fernanda e saiu.

“É impressão minha ou ela me usou?”

Pensou Fernanda, intrigada.

No dia seguinte, Laila viajou até Cabo Frio para buscar Bianca. Quando chegam em casa, Bianca dispara a contar todas as coisas que fez com a avó.

– … Então, ela me carregou do playground até a praia.

– Nossa Bianca! Sua avó deve ter ficado muito cansada.

– Ficou nada! Ela disse que aguentaria me carregar de volta, mas eu não deixei, quis poupá-la para que ela fizesse aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Mãe! Ficou uma delícia!

– Nada interesseira você, não é mocinha?

Bianca ri.

– E como foi o seu final de semana?

– Sem novidades. Com certeza o seu foi bem melhor.

– Fernanda apareceu?

– Sim.

– Vocês saíram juntas? Ela jantou aqui de novo? Vocês vão namorar?

– Chega de perguntas. Vai tomar banho para jantarmos e depois, cama. Amanhã tem aula.

No dia seguinte, Laila deixa sua filha na escola cedo e vai trabalhar. Quando não pilota helicópteros, ela trabalha como gerente em uma loja de doces no centro da cidade.

– Bom dia, Laila! Como foi o seu final de semana?

– Muito bom, Dona Lisinha. E o seu?

– Ah, minha filha! Minha ciática não me deu trégua. Você acredita que…

Bianca fica na escola em horário integral. No final da tarde, Laila vai buscá-la.

– Vamos logo para casa porque está vindo uma tempestade por aí.

– Oba! Adoro tempestades!

– Eu sei. Mas é melhor adorar quando estivermos protegidas dentro da nossa casinha, quentinhas.

Ventos fortes, raios, trovoadas…

– Mãe, será que vai demorar muito para chover?

– Não. Daqui a pouco começa. Vamos separar as velas, antes que acabe a luz.

Laila e Bianca vão até a cozinha para pegar as velas. Sem que elas percebam, alguém as observa.

– Ah! Então é aqui que você se esconde. Bom vê-la novamente.

A chuva começa forte. Os trovões fazem com que mãe e filha fiquem agarradas, na cama, debaixo do cobertor. A luz apaga.

– Hoje vamos dormir mais cedo. Boa noite, minha vidinha!

– Boa noite, mamãe.

CONTINUA…

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Tensões e conflitos de um Fim

Vida de sapatão não é nada fácil, principalmente quando o assunto é ”fim de relacionamento”, na maioria dos casos fica difícil  sair  ilesa, geralmente uma das partes ainda gosta, e quando rola uma traição?! A sapa pira!Foi mulher, amiga, confidente, companheira e de repete se depara com ”acabou”, ”Você é especial mas…”, sem  falar quando a cabeça da pobre amiga do brejo é enfeitada, sapa sofredora, só no sofrimento…

Vamos analisar as situações,se ela colocou as cartas na mesa, vai doer, porém olhe pelo lado positivo da coisa,  ela foi honesta,  foi sincera, jogou limpo, e quando amamos uma sapa e de repente somos contempladas com um belo par de antenas, nesse caso quem tem o crânio enfeitado é sempre a ultima a saber, fim de relacionamento não deveria existir, isso frusta a mente de qualquer ser mortal.

Pior mesmo é quando enchemos a cara para afogar as mágoas no primeiro bar que aparece, choramos, sofremos, saímos com os amigos, ficamos com outra ou outras (Dependendo da sapatão, é claro!Rs…), mesmo com tudo isso não conseguimos tirar a bendita sapa da cabeça, aquele sentimento ainda te consome como uma praga consumindo uma lavoura.  Oh minha santa caminhoneira das estradas virgens! Nem com reza braba você consegue esquecer essa mulher!

O que fazer amiga do brejo?! Eis a questão!

Quem que nunca passou por essa situação que atire a primeira pedra, pense e reflita em tudo que rolou entre vocês, independente se rolou traição, se esse sentimento  existe e você sofre com ausência dessa sapa, não abra espaço para  o orgulho, vá a luta independente de quem errou, deixe as magoas de lado e de espaço para o amor, mesmo se ela terminou com você reconquiste-a e reinvente, lembre-se respeite o espaço dela sem exageros para a sapa não se sentir sufocada, essa vida é um risco e devemos ariscar, ainda mais quando se trata de sentimento.
E viva o amor! Rs…

Por:  Lú Vieira

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Entrega

Ela se deitou na cama. Toda avontade. Joquei meu pescoço para trás quando meus olhos se encontraram com os seus. Firme, forte e selvagem. Seu olhar era tão intenso, que quando me encarava chegava a quimar.

Então algo verdadeiramente extraordinário aconteceu. Fui tomada por uma onda devastadora de apetite sexual, autêntico e espontâneo. Senti meu corpo arder em desejo – ardente e úmido. Minhas entranhas pulsavão por ela. A tontura me obrigou a me apoiar na parede.

Ela cantava bem, era inteligente, linda e divertida. E incrivelmente sensual. E eu a desejava muito, é claro. Mais eu sempre me sentia sem jeito a esse desejo.

Sentei-me ao seu lado.

Então a observei. Comecei pelas coxas, que apareciam leigeiramente abaixo da barra do vestido que ela usava. Corri os olhos por ela. Sob a silhueta de seu corpo. Seu pescoço, seus deliciosos lábios absolutamente perfeitos. Queria beija-lá. E também queria acompalha-lá no interior dos seus lençóis sobre a cama. E não sair de lá até amanhecer, ou talvez, nunca mais. Por noites e dias infinitos.

Peguei-me pensando em sua pele: lisa, macia, quente… Imaginando suas coxas, depois separando-as com as mãos. Abrindo caminho a beijos ao local onde eu desejava estar tão desesperadamente… Engoli em seco, sentindo minha pele se arrepiar, e algo contocer-me as vísceras, prodizindo uma especie de cãibra na barriga. Prendi a respiração, esperando que aquela vivificante sensação passasse, mas ela só aumentou. As difusas imagens que tive dela me obrigaram a fechar os olhos. Merda, eu não estava só com uma depravada nessecidade de sexo. Era uma nessecidade: dela.

Houve uma longa pausa. Ela se revirou na cama. Os lençóis rangeram suavimente quando ela se moveu. Eu olhei seu brilhante sorriso e seus lábios molhados. E ela sorriu do meu olhar sobre ela. Sobre seu corpo, sua roupa íntima.

Descidi tomar uma atitude. Movi-me rápida para que ela não tivesse tempo de pensar e tão pouco eu. Segurei-lhe o rosto com as mãos e a beijei. Apenas um selinho.

-Ingrid? – ela retrucou. Que beleza de situação, pensei. Eu estava morrendo de medo do que ela diria agora. – Por que fez isso? – sussurrou ela. Como poderia não fazer?, pensei.

-Porque tive de fazer! – tentei me acalmar. Tinha que ir embora. Devia deixá-la sozinha. Mais não consegua deixa-lá. Fiquei de pé rapidamente estabelecendo uma distância entre nós. Sem sombra de dúvidas precisava ir embora dali. –Esculti, tenho que ir. –

-Por quê? –

Abri a boca.

-Diga-me a razão. – ela insistiu. Mas não respondi. – Está fugindo? – sussurrou Gabi. Era uma pergunta. Mas havia nela também um tom de provocação.

-Gabi.

-Por quê?

Senti-me torturada pela necessidade Dela.

Ela saltou da cama e se aproximou de mim. Rodeou-me a cintura com a mão. Eu chiei quando nossos corpos se colaram.

-Não vai me dizer?- perguntou ela. Meu corpo estremeceu buscamente, minha respiração quebrou o silêncio do quarto. – Você me deseja! É obvio. – ela sorriu. – Você me quer? –

Ela também me desejava. Estava estampado nela. Nós seus gestos. Como me olhava. Como me tratava. Eu podia ver claramente quando ela me desejava.

Abaixei a cabeça. Que jogo ela estava fazendo? Estava brincando comigo? É claro que eu queria.

-Diga que não, Ingrid. – provocou-me novamente. Levantou-me o queixo com a ponta do dedo indicador. Desejei ver-lhe o rosto com nitidez, para ver se falava serio. O maguinífico cheiro dos seus lábios me deixou tonta. Sua pele era de uma bonita cor de creme. Tudo nela era bonito e delicado. Seu nariz, suas mãos, seus lábios, seu corpo. Fiquei em silêncio, sentido o efeito do calor do toque das suas mãos em mim e o cheiro adocicado ao meu redor. Eu nunca havia me sentido daquela maneira. Na presença de ninguem.

Ela tinha grandes olhos castanhos escuros. Naquele momento eu só via Gabi. Será que ela também só via a mim? Respirei fundo, querendo saber o que eu sentia por aquela mulher.

Ela sorriu para mim. Naquele instante eu sabia exatamente o que sentia por ela. Senti-me leve. Livre. Senti-me de repente, viva. Contemplei a beleza de sua face. Eu sorri, amando tudo nela. Era tão… Perfeita. Precisava dela mais do que tudo, pensei

enquanto levava a mão ao pescoço dela. Senti aquela doce embriaguez que vinha toda vez que ela me olhava. Aquele desejo dentro de mim começava a se agitar. Eu estava encantada. Puxei seu rosto para mais perto do meu. E algo intenso revirou meu peito, atravessou meu corpo todo. Senti sua respiração encantar meus lábios. Contei cada uma de suas respirações, tentando manter a calma.

Afastou o cabelo do meu rosto, com a ponda dos dedos macios parando sobre minha bochecha. Ela beijou o canto dos meus lábios, me deixando zonza. Eu não me movia quase nem respirava. Só o que fazia era olha-lá embasbacada.

Minha garganta estava seca. Meus olhos estavam vidrados nela. Ficar tão perto dela é tão… Eu queria abraçá-la, correr os dedos sobre a pele macia dela, o cabelo negro. Cheira-lá toda. Sentir seu corpo, seu calor. Quando ela me olhou pela primeira vez, vi fraguimentos de esperança, de uma paixão, entrar em meu coração. Havia algo naquele olhar. Aqueles olhos castanhos olhavam através de mim. Como se ela pudesse ver todo o meu passado e presente, toda dor e medo que eu havia encontrado. As coisas que eu mais desejava no mundo. Vendo seu rosto doce, a ferida aberta em meu peito desapareceu.

Ela não sai dos meus pensamentos. E eu sei que não importa o quanto eu tente, sempre terei ela em meus pensamentos.

Eu ri, pensando que, quanto mais tempo passava com ela, mais bonita ela parecia ficar.

Meus olhos brilharam. Seus lábios me fascinavam. Observava-os moverem-se enquanto falava, e me perguntava como seria sua textura e seu sabor.

-O que ta olhando?- ela sussurrou.

-Sua boca – eu disse.

-O que tem ela? – perguntou ela com a voz rouca.

-Eu a acho… Maravilhosa. –

Coloquei as pontas dos meus dedos sobre seus lábios inferiores. Inspirei com tal força que inalei o perfume de sua pele, e quando exalei com um estremecimento, ele voltou para ela quente e úmido.

-É macia – eu disse, roçando-a com o dedo indicador. Fechei os olhos.

Lentamente, os lábios dela se fecharam ao redor do meu dedo, lambendo a ponta com movimentos circulares. Uma onda de prazer percorreu meu corpo. Os meus mamilos furmigavam e alguma coisa acontecia entre minhas pernas. Senti-me faminta por ela.

Ela segurou minha mão sugando todo meu dedo até que ele saisse de sua boca. Com meus olhos fixos nós dela, virou-me a palma da mão para cima, lambeu o centro e pressionou os lábios conta minha pele.

Eu me inclinei sobre ela.

Seu corpo emanava um perfume embriagador. Eu tinha percebido a sedutora fragrância no momento em que pus os olhos nela pera primeira vez.

Imaginei beijando sua boca. Sentindo o interios cálido, escorregadio, úmido. Lambi os lábios.

Fechei a boca de repente. Mais com os olhos brilhando. Prendi a respiração, perguntando-me se ela falava realmente serio. Meus olhos não se separavam dos lábios dela. Sentindo aquela doce sensação de sufocamento.

Inclinei a cabeça e pousei os lábios em sua boca. Santo Deus, ela é muito boa no que faz. Afastei-me.

Ela me olhou fixamente, como que paralisada. Então, soltou um longo suspiro, como se estivesse exalando todo oxigênio do corpo.

Meteu a língua dentro da minha boca enquanto me segurava pelos quadris. O gemido de satisfação que ela deixou escapar aumentou ainda mais meu desejo por ela. Cravei as unhas em suas costas e ela respondeu com outro gemido. Isso mostrava que ela tava tão ansiosa quanto eu.

Ofegante, levei o fôlego dela para os meus pulmões, querendo reter uma parte dela dentro do meu interior. Ela murmurou de satisfação, e continuou me acariciando suavimente. Quando ela oscilou na minha direção, tracei o contorno de seus lábios com a língua. Tem um sabor tão doce, pensei.

Ela capturou meu lábio inferios com a boca, segurando-o.

Eu gemi. Ela interrompeu o beijo.

-Não gostou? – perguntei.

-Claro que gostei. – disse ela com uma voz grutal. – Acredite. Gostei, de verdade.

Ela se equilibrou para frente e tomou-me em um beijo ardente. Aquilo foi poderoso. Erótico. Mais ardente que o inferno, enquanto explorava minha boca.

Por Deus, se meu coração podia aguentar um beijo dela, provavelmente poderia fazer muito mais que isso. Qualquer coisa.

-Quero mais de você. – eu disse. Ela lambeu os lábios. Seus olhos brilhavam.

-Tudo o que quizer de mim. – murmurou. Depois de uma pequena pausa, disse – Gosto da forma como me sinto quando estou perto de você. –

– E como se senti? – perguntei.

-Sinto-me segura. Você me passa muita confiança. Sinto-me linda – ela fez uma pausa olhando meus lábios – e, sinto outras coisas. –

-Como o quê? –

-Sinto um calor. Aqui – tocou os seios – e aqui – suas mãos roçaram a junção de suas coxas.

Comecei a ver duplo, meu coração disparou. Suspirei fundo.

-Sente algo?- perguntou ela.

-Pode ter certeza que sim. –

Minha voz soou pastosa. É o que ela faz comigo… Leva-me ao desespero.

Empurrou-me para a escrivaninha, atrás de mim, sentando-me. E colocou o corpo diretamente entra minhas pernas. Quase no lugar exato onde eu queria que ela estivesse.

Ao olhá-la, eu estava pronta para tudo, preparada para me meter por debaixo daquele vestido, separar suas coxas com minhas mãos, e me enterrar em seu calor. Eu tinha a necessidade de estar dentro dela.

Segurou meu quadriu, e me levantou. Ela me carregou sobre o quarto como se eu nada pesasse. Deitou-me sobre a cama, debaixo dela.

Eu sorri, deleitando-me com o súbito desejo estampado no rosto dela.

Tudo nela irradiava sexo! Do seu corpo perfeito, até a forma como andava e o aroma da sua pele. Jamais conheci uma mulher assim. Ela se inclinou um pouco sobre mim. E num impulso eu agarrei seu vestido puxando-a para mais perto, tentando aproximá-la de minha boca. Outro gemido escapou de sua boca.

Eu estava pasma. Imaginei-a beijando a parte interna de minhas coxas, encontarndo meu sexo com a boca. Chupando-me. Lambendo-me.

Eu sei que não devia estar alí. Sei que devia dizer não. Precisavamos conversar. Ou simpliasmente eu deveria ir embora. Realmente eu deveria…

Só que eu não conseguia ir, não sei provar mais dela.

Droga. Não devia estar me envolvendo nesse drama. Deveria me proteger. Nada disso, com ela, tem promesa de futuro. Eu fiquei descuidada. E isso era perigoso.

Beijou-me o pescoço. Ah que se dane…

Olhei para cima, com uma ofegante expectativa, enquanto ela precionava seus lábios sobre os meus.

Em um doce arrebatamento, introduziu a língua em minha boca.

Meu coração… Ela estava possuindo-o, tomando-o. Arrancou-me a blusa e o sutiã.

Quando deixou minha boca, desceu por meu corpo. Lambeu-me o pescoço. Chupou-me os mamilos. Arranhou minha barriga delicadamente com as unhas. Mordiscou-me os ossos da bacia. Arrancou-me a calsa, puxando-a até meus pés, e voltando para cima de mim. Fez o mesmo com a calcinha.

Ondas de um extenuante calor percorreu todo meu corpo. Meu coração palpitava tão rápido que chegava a pular algumas batidas.

No instante em que ela colocou os lábios em meu sexo, faltou-me muito pouco para eu alcançar o êxtase. Gritei, com o corpo convulsionando. Ela parou, dando-me tempo para me acalmar.

E, então, começou a me torturar. Beijava minhas coxas, minha barriga. Praticamente todo meu corpo. Passava perto, de onde eu tanto desejava que ela estivesse mais logo se desviava. Levou-me ao limite repetidas vezes até que eu me vi obrigada a suplicar.

Minhas coxas estavam completamente abertas. Então, tocou-me com a boca. Começou a se mover num ritmo lento e constante. Ela sabia exatamente quando acelerar o ritmo e quanto pausar. A combinação de sua boca úmida e sua língua macia, os chupões, lambidas e modiscadas, chegavam a ser covardia.

Ela tremeu sobre meu corpo, ofegante, enquanto minhas próprias e deliciosas ondas me deixavam sem folêgo.

Ela fez um movimento para descer, para sair de cima de mim, mais eu a detive, segurando-a pelo quadriu, falando, docimente que ela ficasse mais ela pareceu não entender.

-O quê?-

-Fique onde está – eu disse.

Ela se acomodou sobre meu corpo, relaxando completamente. Podia sentir sua vulnerabilidade naquele momento de tranguilidade. Seu coração estava quase ao meu alcance.

-Você é extraordinariamente linda. – ela sussurrou. Sua voz soava diferente. Ela lhe parecia diferente. Ela começou tocar-me novamente.

-Gabi – segurei-lhe a mão entre a minha, obrigando-a parar. Ela se afastou um pouco, e fexou os olhos, confusa. Eu deveria lhe contar. Fosse o que fosse, a verdade é o que ela deveria ouvir. – Amo você – sussurrei.

Suas pálpebras se abriram de repende. Era como ser iluminada por dois refletores. Ela sorriu incrédula. Mais ela não disse uma palavra.

-Meu Deus, gostaria de ver seus pensamentos nesse momento. Por que não me diz nada? – pousei minhas mãos em suas faces.

-Posso dizer-lhe o que veria – murmurou ela – “eu amo você”. É o que veria.

Eu fechei os olhos e ri. Eu resplandecia. Beijei-a. Seu sorriso estava radiante.

Virei-a sobre a cama, tirando delicadamente apenas seu vestido. Inclinei minha cabeça para trás para olhá-la. Sua beleza me deslumbrou. Sua estrutura facial era perfeita, seu corpo era gracioso. E o perfume que usava… Penetrava em meu nariz, em meu cérebro. Cheirava tão bem que meus olhos se encheram de lágrimas.

Era irreal, pensei. Tão linda.

Eu não me movia; quase nem respirava. Só o que fiz foi olhá-la embasbacada.

O que parecia ter deixado-a nervosa. Mais eu sei que não era por ser acostumada que a olhassem assim. Mais eu a olhava sem perder um detalhe, examinando-a cuidadosamente.

-Por que me olha tão fixamente? – levou a mão ao vestido que estava ao seu lado, cobrindo seu corpo.

Senti queimar primeiro o pescoço, e depois, as bochachas.

-Sinto muito. Provavelmente está farta que a olhem fascinada. –

Ela negou com a cabeça.

-Caraca, você é tão… Totalmente… Linda. – minha voz fraquejou. Caramba, ela era maravilhosa. Tinha o queixo delineado, e um furinho no meio, lábios desenhadinho, perfeitinhos, e maçãs do rosto proeminentes quando sorria. Cabelo, liso e negro, caía-lhe até os ombros.

Ela inclinou a cabeça, examinando-me. E passou a mão pelos cabelos escuros. Seus olhos permaneceram cravados no meu rosto.

Eram olhos muito bonitos, pensei. Tão intensos. Ela olhava como se não pudesse ter algo que desejasse.

E eu podia entende aquilo melhor do que ninguem.

Sorri sutilmente e aproximei-me dela mais um pouco.

-Gosto de como me olha – seus olhos voltaram a se concentrar em meu rosto – só não estou acostumada – explicou, levando a mão ao meu pescoço.

-Caramba, você não parece ser real – eu disse baixinho. Tirei-lhe o vestido de cima do corpo.

Ela riu. Riu com só um canto da boca.

Coloquei a mão em seu seio, esfregando o mamilo com o polegar. Senti uma onda de calor na pele onde eu toquei. Instantaniamente, aquela sensação febriu se estendeu por todo meu corpo.

O que era aquilo?

A palma de minha mão estava quente. Forte. Sólida.

Ela ergueu os olhos para mim.

-Não posso respirar – sussurrou.

Eu quase caí de costa.

Santo Deus, pensei. Ela parecia me desejar, tanto quanto, eu a desejava. Mas isso não pode ser real, pensei. Devia estar brincando comigo diante daquele inocente assombro ao meu toque.

Observei-a enquanto ela respirava com dificuldade. E então ela lambeu os lábios.

Inclinei-me sobre ela. Percorri a lateral do seu pescoço com meus lábios. Sua pele era tão suave. Acariciei-lhe a face ternamente, sem conseguir despregar os olhos de sua boca. Baixei os olhos para os seios. Movi os dedos em direção a sua boca. Fiz uma pausa, e beijei seus lábios.

Ela agarrou minha mão e me guiou entre suas coxas, dentro da calcinha, pressionando os dedos contra seu corpo.

Quando ela gemeu me aproximei mais de seu corpo. Onde sentir os batimentos de seu coração e seus pulmões enchendo-se.

Quando deslizei os dedos para dentro dela, escultei-a soltar um gemido baixo, meu proprio corpo respondeu, me sentindo excitada. Sua quente umidade me envolveu,

estremecendo num orgasmo. Ela era apertada, quente, úmida, ela me envolvia completamente. Cada beijo, cada caricia, cada lambida e estremecimento foram ampliados.

Deslizei a língua pelo seu pescoço. Ela estufou os seios em minha direção, eu deslizei a mão acariciando aquela pele macia e quente. Sua barriga era plana. Percorri a borda do seu sutiã antes de encher a mãos com o volume dos seus seios cremosos. Ansiosa para conhecer o que faltava tirei-lhe a peça. E sentir a rigida pontada dos seus mamilos.

Eu me descontrolei.

Meus lábios foram cheios para um dos mamilos, que logo envolvel minha boca. Enquanto sugava, deslocou o corpo e estendeu sobre ela, caindo entre suas pernas. Beije-lhe a boca. Nossos seios se encontraram. Eu senti o corpo dela se ondular sobre o meu. Voltei a venerar os seios com a língua e, depois, continuei descendo pela barriga. Quando cheguei a tirar a calcinha, deslizei-a pelas pernas lisas.

O cheiro dela me invadiu com uma onda de frescor. Cobrir de beijos os quadris e o topo das coxas dela. Imapaciente, as mãos de Gabi agarraram meu cabelo enquanto me direcionava, para o local exato ao qual eu já estava indo. Precisava prová-la.

Puxou meu rosto, querento beijo. Então voltei a usar os dedos. Deixei escapar um gemido de êxtase. Que pareceu deixá-la loca.

Fui muito meiga com ela, muito carinhosa. Por mais que ela me forçou a ir mais rápido e forte.

Deixei cair à cabeça no seu perfumado pescoço. Onde meu longo cabelo se esparramou e se misturou com o dela. Muito adorável. Muito sensual…

Beijei-lhe todo o corpo. Enquanto ela me acariciava. Por um tempo, fiquei imóvel, absorvendo a sensação de êxtase, sentindo minhas entranhas latejar. E queria mais, e estava disposta a dar mais. E ela também parcia querer o mesmo.

Quando recuperei lentamente os meus sentidos, percebi que era a primeira vez que eu tentava agradar tanto a uma pessoa. Nunca me dediquei tanto, igual, me dediquei a ela. Peguei-lhe o rosto entre as mãos e pousei meus lábios sobre os dela.

Autora:  Anna Karoline

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