SÓ FALTAVA O AMOR – PARTE III

– Boa noite. Fez boa viagem?

– Muito boa!

Fernanda pega Laila em sua casa e vão jantar no restaurante do hotel.

– Acredita que eu nunca tinha entrado nesse hotel? É lindo!

– Gostei dele. Também não conhecia. As vezes que eu estive em Itatiaia, fiquei hospedada na casa de Lara. O atendimento aqui é muito bom e o quarto é aconchegante. Depois do jantar, se quiser, te levo para conhecer.

– Não, muito obrigada.

– Por que você resolveu ser pilota?

– Meu sonho quando criança, era ser comandante de um foguete e ir até a lua. Aí, saí do mundo da lua e agora piloto helicópteros.

– Você é uma mulher muito linda.

– Obrigada. Você também é.

Após o jantar, Fernanda levou Laila para casa.

– Quer entrar para tomar um café?

– Vou aceitar.

Tomam café e vão para a sala.

– Como está Bianca?

– Ela está bem. Minha mãe faz todas as vontades dela. Bianca quer morar em Cabo Frio.

– E você não?

– Não.

– Você não tem medo de ficar aqui sozinha com uma criança?

– Não. Me sinto segura aqui. Vamos parar com isso e ir direto ao assunto.

– Como?!

– Eu sei por que você se aproximou de mim e aviso que não vai conseguir o que quer.

– Será que só eu que quero?

– As únicas mulheres que quero em minha vida, são minha filha e minha mãe.

– Estamos falando de que? De amor? Não falo de amor, falo de desejo, de sexo.

– É isso o que você quer de mim, Fernanda? Sexo?

– E você não quer também?

Elas ficam se olhando, como se estivessem em um duelo.

– Acho melhor você ir embora.

– Concordo.

Laila se levanta para abrir a porta, mas Fernanda puxa Laila para o seu corpo, e a beija.

– Boa noite, pilota.

Laila não responde e abre a porta para Fernanda sair. Entra em seu quarto, se deita na cama e sorri.

“Ah, Fernanda! Você vai ficar louquinha por mim, ou eu não me chamo Laila Conrado!”

No quarto do hotel, Fernanda pensa em Laila.

“Você vai ser minha, pilota, ou eu não me chamo Fernanda Oedam!”

No dia seguinte, como sempre faz nos finais de semana, Laila vai até a fazenda de Lara para andar a cavalo. Quando chega lá, encontra máquinas, tratores, vários homens e… Fernanda.

– O que você está fazendo aqui?

– Bom dia, pilota!

– Bom dia. Responde.

– Estou trabalhando.

– Trabalhando?!

– Não se lembra do condomínio de luxo que vou construir?

– Mas… Ah, não! Esse condomínio vai ser…

– Exatamente aqui.

– Lara vendeu a fazenda?

– Vendeu. Pra mim.

– Você mentiu, disse que tinha ganhado uma licitação, eu pensei que…

– Não menti. Haviam outros compradores e eu dei o maior lance, e ganhei. Sem contar que Lara é minha amiga, mas isso ninguém precisava saber, não é?

– Por que Lara não me contou?

Laila estava decepcionada.

– E você? O que está fazendo aqui?

– Sempre ando a cavalo. Mas agora, que a fazenda não é mais de Lara, acho que não posso mais fazer isso. Desculpe-me por ter invadido a sua fazenda.

Laila volta para o seu carro e Fernanda vai atrás dela.

– Espere! Adoraria acompanhar você.

– Quer andar a cavalo comigo?!

– E por que não?

– Está bem. Será uma despedida.

Um empregado da fazenda prepara os cavalos para Laila e para Fernanda. Elas saem, andando pela propriedade, passando por lagos, riachos, trilhas, mata. Elas param em um riacho.

– Quando eu era pequena, eu dizia ao meu pai que um dia esta fazenda seria dele! Eu ia comprá-la, e dar de presente pra ele. Quanta inocência!

– Você realmente ficou chocada em saber que comprei a fazenda, não é?

– Chocada não. Triste, decepcionada. Não por você ter comprado, mas porque ela deixará de ser uma fazenda. Tive bons momentos aqui. Apesar do pai de Lara ser um burro xucro em relação a certas coisas, ele sempre foi muito justo com quem trabalhava pra ele.

– Fale-me sobre você e Lara.

– Lara foi o meu primeiro amor. E creio que eu fui o dela também.

– Você ainda a ama?

– Amo. Mas não mais como mulher. Lara e eu somos como irmãs… Por que ela não me contou sobre a venda da fazenda?

– Eu não sei. Talvez não tenha tido tempo ou oportunidade. Ela viajou logo depois do casamento.

– Mas conseguiu fazer negócio com você antes disso. Eu não entendo.

Lágrimas escorrem pelo rosto de Laila. Ela tenta esconder, mas Fernanda vê e passa a mão por seu rosto.

– Não sabia que isso te faria sofrer.

– Estou sofrendo sim. Mas vai passar… Tudo passa!

Seus olhares se fixam. Fernanda tira a mão do rosto de Laila e acaricia seus cabelos. Devagar, suas bocas vão se aproximando e elas se beijam. Um desejo alucinante toma conta de seus corpos, e, sob uma árvore, Fernanda se deita sobre Laila, tocando-a.

Gemidos tímidos, tremores, arrepios… Sensações e sentimentos inexplicáveis.

– Pare! – Diz Laila, levantando-se.

Fernanda, tentando se recompor, também se levanta e, com voz ríspida, fala:

– Que jogo é esse? Você pensa que sou alguma idiota?

– Não é jogo. Aqui eu não quero… Aqui não.

– Por que não? Ah, sim! Você prefere uma cama. Ótimo! Vamos para a sua casa.

Laila lança um olhar furioso para Fernanda.

– Lembra que eu falei que tudo passa? Pois bem! Passou!

Laila monta em seu cavalo e sai em disparada, deixando Fernanda para trás.

– Você não vai me fazer de idiota, Laila Conrado. Não mesmo!

Em sua casa, Laila liga seu computador e envia um e.mail para Lara.

“Hoje tive uma revelação. Soube que a sua fazenda, não é mais sua. E o pior de tudo, é que ela deixará de ser uma fazenda. Sei que não tenho nada haver com seus negócios, mas você poderia ao menos, ter tido a consideração de me contar. Hoje me despedi da fazenda. Pela última vez, andei a cavalo e parei em nosso riacho, em nossa árvore. Lembra? Foi lá que fizemos amor pela primeira vez e lá, que nos encontrávamos todos os dias e fazíamos amor, fazíamos planos… Por que Lara? Por que vendeu a fazenda? Por que não me contou? Magoada… Triste… Decepcionada…”

Laila tomou banho e se deitou. Não queria pensar em nada. Mas Fernanda não saía de seus pensamentos. Ela se levantou, se vestiu e foi para o hotel.

No hotel, enquanto tomava banho, Fernanda também pensava em Laila.

“Que droga! É só uma mulher, Fernanda Oedam! Mais uma!

O interfone do quarto de Fernanda toca. Em seguida, Laila entra no quarto.

– Vim te pedir desculpas e explicar sobre o que aconteceu hoje.

– Quer beber alguma coisa?

– Não, obrigada. Não vou demorar.

Fernanda e Laila se sentam em um sofá.

– Não é um jogo. Eu desejei fazer amor com você… Desejo. Aquele riacho e aquela árvore têm um grande significado pra mim. Foi lá que eu e Lara fizemos amor pela primeira vez e sempre. Pode ser um romantismo tolo, mas não consegui. Peço que me desculpe e espero que entenda. É isso.

Laila se levantou, e quando estava indo para a porta, Fernanda a agarrou.

– Eu te quero Laila Conrado.

Elas se beijam e Fernanda a leva para a cama. Elas pareciam estar queimando por dentro. Fernanda tira as roupas de Laila e depois, as suas. Deita-se sobre Laila e a beija no pescoço, na boca, e vai descendo…

– Espere…

– Ah, não! O que foi dessa vez?

Laila inverte a posição, deixando Fernanda por baixo.

– Você gosta de comandar, mas vou te ensinar como se faz.

Fernanda dá gargalhada, mas logo pára, dando lugar aos gemidos.

Laila toca os seios de Fernanda com suavidade, enquanto explora suas partes íntimas. A língua de Laila passeia pelo corpo de Fernanda e desce, até chegar ao seu clitóris.

– Hmmm… Delícia!

Diz Laila, chupando e olhando para Fernanda, que delira.

Depois de fazer Fernanda gozar, Laila pede para que ela continue deitada e coloca seus seios na boca de Fernanda. Depois, rebola sobre a boca dela.

– Ah, Fernanda! Gostoso… Isso! Assim…

Elas fazem amor em diversas posições e gozam… Gozam até se sentirem saciadas.

– Você nunca se casou Fernanda?

– Nunca. Sou uma mulher inteligente, não sei se já percebeu.

– Mulheres inteligentes não amam?

– Mulheres inteligentes raciocinam, portanto, usam a cabeça e não o coração.

– Isso é muito triste!

– O que é triste?

– Viver apenas pensando e não sentindo, nunca ter tido a alegria de viver uma intensa paixão, de sentir o coração pulsando, disparado.

– Você já?

– Sim!

– Com Lara, não é?

– Ela não foi a única mulher de minha vida.

– Sei. Teve Augusta.

– E outras. Sou passional, adoro viver uma louca paixão. Na verdade, eu era assim. Depois de Augusta, mudei um pouco os meus conceitos. Hoje me preocupo apenas com minha filha e quando a necessidade “aperta”, é fácil dar um jeito nisso, sem precisar me envolver.

– Hoje sua necessidade “apertou”?

– O que você acha, mulher inteligente?

Disse Laila, sorrindo e se levantando.

– Aonde você vai?

– Vou embora. Já fiz tudo o que eu tinha para fazer por aqui.

– Não vai ficar para o jantar?

– Jantar?! Não! Minhas necessidades não são tão grandes assim.

Laila se vestiu, deu um beijo no rosto de Fernanda e saiu.

“É impressão minha ou ela me usou?”

Pensou Fernanda, intrigada.

No dia seguinte, Laila viajou até Cabo Frio para buscar Bianca. Quando chegam em casa, Bianca dispara a contar todas as coisas que fez com a avó.

– … Então, ela me carregou do playground até a praia.

– Nossa Bianca! Sua avó deve ter ficado muito cansada.

– Ficou nada! Ela disse que aguentaria me carregar de volta, mas eu não deixei, quis poupá-la para que ela fizesse aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Mãe! Ficou uma delícia!

– Nada interesseira você, não é mocinha?

Bianca ri.

– E como foi o seu final de semana?

– Sem novidades. Com certeza o seu foi bem melhor.

– Fernanda apareceu?

– Sim.

– Vocês saíram juntas? Ela jantou aqui de novo? Vocês vão namorar?

– Chega de perguntas. Vai tomar banho para jantarmos e depois, cama. Amanhã tem aula.

No dia seguinte, Laila deixa sua filha na escola cedo e vai trabalhar. Quando não pilota helicópteros, ela trabalha como gerente em uma loja de doces no centro da cidade.

– Bom dia, Laila! Como foi o seu final de semana?

– Muito bom, Dona Lisinha. E o seu?

– Ah, minha filha! Minha ciática não me deu trégua. Você acredita que…

Bianca fica na escola em horário integral. No final da tarde, Laila vai buscá-la.

– Vamos logo para casa porque está vindo uma tempestade por aí.

– Oba! Adoro tempestades!

– Eu sei. Mas é melhor adorar quando estivermos protegidas dentro da nossa casinha, quentinhas.

Ventos fortes, raios, trovoadas…

– Mãe, será que vai demorar muito para chover?

– Não. Daqui a pouco começa. Vamos separar as velas, antes que acabe a luz.

Laila e Bianca vão até a cozinha para pegar as velas. Sem que elas percebam, alguém as observa.

– Ah! Então é aqui que você se esconde. Bom vê-la novamente.

A chuva começa forte. Os trovões fazem com que mãe e filha fiquem agarradas, na cama, debaixo do cobertor. A luz apaga.

– Hoje vamos dormir mais cedo. Boa noite, minha vidinha!

– Boa noite, mamãe.

CONTINUA…

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SÓ FALTAVA O AMOR – PARTE I

“Tinha dinheiro, trabalho, cargo, sucesso, mulheres, viagens, sexo, gastronomia… Tinha tudo! Mas…

– Você não pode me demitir!

– Posso sim! Vá até o Departamento de Pessoal para acertar suas contas. E espero não ter que ver a sua cara nunca mais.

– Isso não é justo! Fernanda, por favor…

– Adeus!

Fernanda Oedam é uma empresária de sucesso. Rígida e competente, não suporta pessoas que não correspondam às suas expectativas.

Com a aposentadoria de seu pai, Fernanda herdou a Construtora Oedam, uma das mais importantes do País, e há 2 anos, administra magistralmente, com pulso firme.

– Com licença, Fernanda.

– Entre, dona Norma.

Norma é secretária da empresa há 15 anos. Pessoa de confiança do pai de Fernanda, e agora, dela.

– O que houve com Camila? Ela saiu soltando fumaça pelas ventas.

– Eu a demiti.

– Demitiu?! Por quê?

– Porque ela é incompetente. E não suporto pessoas que misturam a vida pessoal com a profissional. A senhora trouxe os relatórios que pedi?

– Sim. Estão todos revisados, só falta você assinar.

Fernanda pega a pasta das mãos de Norma.

– Depois que eu ler tudo e constatar que está como pedi, eu te chamo. Obrigada.

Norma entendeu o recado e saiu da sala.

Depois de um dia cheio, Fernanda vai para o seu duplex, em um dos prédios construídos pela Construtora Oedam.

Toma banho, se veste, e sai para jantar em seu restaurante preferido. Bebe uma taça de vinho, enquanto aguarda sua amiga.

Uma linda mulher, com cabelos longos e castanhos, chega ao restaurante. Dá um beijo em Fernanda e se senta. Fernanda olha para o relógio.

– Ah, não, Fernanda! Sem neurose, por favor.

– Você está atrasada 40 minutos. Eu já estava desistindo de te esperar.

– Cheguei! Pronto! Você já pediu?

– Ainda não.

Elas olham o cardápio e fazem os pedidos. Depois de jantarem, elas saem em direção a uma boate.

– Fernanda, nem sei como te agradecer por me acompanhar a esta festa. Não conseguiria ir sozinha.

– Não se preocupe! Você fica me devendo.

Ao entrarem na boate, elas se dirigem a uma mesa, onde estão várias mulheres.

– Paula?! Eu não acredito que você veio!

– Nem eu, Nina! Nem eu.

As amigas se cumprimentam.

– Você não vai me apresentar à sua amiga?

– Ah, claro!

Paula apresenta Nina para Fernanda.

– Nina, elas já chegaram?

– Sim. Estão na pista de dança. Tem certeza que você quer ver isso? Digo… As duas juntas?

– Tenho. Preciso ver para tentar esquecer.

– Tudo bem. É você quem sabe.

Em seguida, duas mulheres chegam à mesa. Uma delas cumprimenta Paula.

– Oi, Paula. Como você está?

– Apesar das circunstâncias, estou bem. E você, Cláudia?

– Bem também. Paula, eu gostaria de te pedir um favor.

– Não precisa se preocupar. Não darei escândalos.

– Obrigada.

Paula e Cláudia namoraram durante 3 anos e pensavam em morar juntas. Até que Eliana apareceu e as separou.

Cláudia se senta ao lado de sua atual namorada. Eliana parecia fazer de tudo para provocar Paula.

– Amiga, finja que não está vendo.

– Ai que vontade eu tenho de matar essa garota.

– Mas é exatamente isso o que ela quer. Que você perca o controle e desça do salto. Paula, não dê esse gostinho a ela. Você é superior a isso.

– Obrigada, Nina. Onde está Fernanda?

– Não sei. Deve ter ido ao banheiro. Aliás, você e ela…

– Não! Fernanda é minha amiga há anos.

– Ela é solteira?

– Solteiríssima! Mas esquece, Nina! Fernanda não se apega a ninguém, só pega.

– Isso porque ela ainda não provou a doce Nina.

– Ok! Depois não diga que eu não avisei.

Do outro lado da boate, Fernanda conversa com uma mulher.

– Estamos conversando há alguns minutos e eu ainda não sei o seu nome.

– Lenise. E o seu?

– Fernanda. Você está sozinha ou acompanhada?

– Estou com meu namorado. A irmã dele é homossexual e está comemorando o aniversário aqui, por isso eu vim.

– Entendo. Então, aquele olhar, a insinuação… Foi imaginação minha?

– Não. – Respondeu a garota, com um sorriso tímido.

– Quer ir para um lugar mais calmo?

– Agora?!

– Sim! Agora!

Lenise procura o namorado.

– Amor, preciso ir embora. Menstruei e não tenho absorvente aqui.

– Caramba, Lenise! Como pôde deixar isso acontecer?

– Não tenho culpa! Adiantou! O que eu posso fazer?

– Minha irmã vai ficar furiosa se eu sair agora.

– Você não precisa ir, pego um táxi.

– Tem certeza? Se quiser…

– Não precisa. Quando eu chegar em casa, eu te ligo.

Enquanto isso, Fernanda se despede de Paula.

– Poxa, Fe! Você prometeu ficar comigo!

– Não. Eu prometi que traria você. Já trouxe, agora vou embora. Sua amiga te faz companhia.

– Fica, Fernanda! Nem tivemos tempo para conversar! – Diz, Nina.

– Preciso ir. Tchau.

Fernanda beija o rosto de Paula e vai embora com Lenise.

– Ai, Fernanda! Que delícia! Ah…

Fernanda e Lenise estão em um motel. Lenise delira com os toques e beijos de Fernanda em seu corpo. Depois de saciadas, Fernanda se levanta e vai para o chuveiro. Lenise a segue e entra no banho com ela.

– Quem é você? Fernanda, você me levou à loucura! Nunca fui tocada desse jeito! Você não deve ser deste mundo.

– Deixe de bobagens, garota!

– Você acredita em amor à primeira vista?

– Não.

– Pois, acredite! Estou completamente apaixonada por você!

Lenise beija a boca de Fernanda e elas fazem amor novamente.

Fernanda leva Lenise para casa.

– Pegue. É o número do meu telefone. Vou esperar você me ligar… Ansiosamente!

Fernanda sai, amassa o papel com o número de telefone e joga fora. Chega ao seu apartamento, se despe e se deita, nua, pegando no sono rapidamente.

– Bom dia, Fernanda! – Diz Norma, seguindo Fernanda, que anda pela empresa. – Sua mãe, sua irmã, doutor Fabrício e a doutora Gislene, telefonaram. Sua mãe quer saber se você vai viajar junto com sua irmã e disse que está morrendo de saudades. Sua irmã quer que você vá com ela escolher o vestido de noiva antes de viajar para a casa de seus pais. Doutor Fabrício disse que os documentos que você pediu já estão prontos, e doutora Gislene, disse que você faltou a 5 sessões e quer falar com você.

– Manoel, por favor, leve os projetos agora mesmo até minha mesa.

– Fernanda, preciso falar com você sobre as obras do Shopping, eles querem…

– Converse comigo quando eu estiver em minha sala.

– Mas eles…

– Você me ouviu, Janaína. Na minha sala.

Fernanda conversa com todos na empresa, fazendo cobranças. Depois se dirige à sua sala. Janaína e Manoel estão à porta, esperando-a.

– Já falo com vocês. Entre Norma, e feche a porta.

Fernanda se senta, abre seu notebook e envia um e.mail.

– Norma, telefone para as pessoas que me ligaram, na ordem dos recados que você me passou.

– Oi, mãe! Estou bem. Não vou viajar com Fabiana, mas estarei no casamento, fique tranquila. Que bobagem! Fabiana quer agradar a amiga, fazendo o vestido de noiva com ela. Sua preocupação é desnecessária! Tanto faz o vestido ser feito no Brasil ou na Europa. Está bem. Ok! Mãe preciso trabalhar, à noite te ligo. Beijo.

Norma faz uma nova ligação.

– Oi, Fabiana! Não prometi que iria com você escolher o vestido? Sempre cumpro minhas promessas. Quando você vai? Ok! Até lá! Beijos.

Outra ligação.

– Se os documentos estão prontos, por que ainda não estão em minha mesa? Até logo, doutor Fabrício.

Última ligação.

– Doutora, você sabe que sou uma mulher muito ocupada e tenho minhas prioridades. Hoje? Às 15 horas? Um momento, eu vou consultar minha agenda. – Fernanda olha para Norma. – Confirmado! Estarei em seu consultório às 15 horas.

A manhã passa rapidamente. Fernanda sai para almoçar e avisa Norma que não voltaria mais. Às 15 horas em ponto, Fernanda chega ao consultório da doutora Gislene.

– Como se sente, Fernanda?

– Muito bem! E você?

Gislene sorri.

– Sei o quanto deve ser desagradável para você ter que vir às consultas, mas é uma ordem judicial e deve ser cumprida.

– Outro dia te perguntei se a mãe da menina também está fazendo terapia. Já tem a resposta?

– Tenho. Ela não está fazendo terapia.

– Está vendo? A mulher é louca e não está em terapia. É ela quem precisa, não eu.

– Você não precisa se zangar comigo, só estou fazendo meu trabalho.

– Ok! Quer falar sobre o que?

– Fale o que quiser falar. Estou aqui para te ouvir.

– Certo. Bom… Na verdade, não tenho nada para falar. Quer perguntar alguma coisa?

– Fale sobre a sua família. Como é o relacionamento de vocês?

– Normal. Papai, mamãe, irmãzinha, futuro cunhado, não temos cachorros, nem gatos, somos ricos, trabalhamos… Enfim! O que mais quer saber?

– Se o bom humor é de família. – Diz a doutora, sorrindo.

– Todos tem um ótimo humor, menos eu. Detesto piadas, não assisto a programas humorísticos, nunca gostei de circo porque o palhaço é sem graça e acho que não temos muito sobre o que falar, não é, doutora?

– Você é casada? Tem filhos?

– Você já leu isso na ficha que preenchi, não foi?

– Foi. Mas gostaria que você falasse. Tem algum problema com isso?

– Problema eu teria se tivesse um marido que ficasse grudado no sofá, em frente à televisão, enquanto eu estivesse cuidando de um bebe chorão.

– Você não tem namorado?

– Não. Nem pretendo ter.

Fernanda olha para o relógio.

– Ainda temos bastante tempo, Fernanda. Fale-me o que você gosta de fazer.

– Trabalhar.

– É a única coisa que te dá prazer? Trabalhar?

– Tem outras coisas que me dão prazer, mas não sei se é conveniente eu falar.

– Experimente!

– Uma coisa que me dá muito prazer, é imaginar uma mulher bonita como você, na cama comigo. Eu tiraria a sua roupa devagar, tocaria seu corpo lentamente e beijaria você, do jeito que nunca foi beijada.

Gislene se mexe na cadeira.

– Imagine minha língua passeando por todo o seu corpo, fazendo-a tremer, gemer, gozar… Isso me dá muito prazer.

Desta vez, quem olha no relógio, é Gislene.

– Acho que podemos terminar esta sessão. Vou marcar para depois de amanhã, no mesmo horário. Está bem pra você?

– Sim. E pra você, doutora?

– Até logo, Fernanda.

Fernanda saí, dando risada.

– Que vaca! – Diz Gislene, irritada, mas sorrindo.

Depois de tomar um banho, Fernanda sai para jantar e vai para a mesma boate que esteve na noite passada. Olha para as lindas mulheres dançando e escolhe uma.

– Boa noite! É impressão minha ou você estava dançando pra mim?

– Fico feliz que tenha notado.

As duas saem da boate, diretamente para um motel.

– Ah, Fernanda! Ai, que gostoso! Mais…Assim…Ah…

Fernanda leva a mulher para casa, pega o número de telefone, amassa o papel e joga fora. Chegando ao seu apartamento, dorme tranquilamente.

– Dona Norma, entregue os documentos para o doutor Fabrício, eles estão assinados sobre minha mesa. Peça para que ele dê entrada ainda hoje.

No dia marcado, Fernanda chega ao consultório da doutora Gislene.

– Boa tarde, doutora!

– Boa tarde, Fernanda! Como você está?

– Muito bem e você?

– Ótima. Fale-me sobre o seu trabalho.

– É sobre isso mesmo que quer que eu fale?

Fernanda sorri.

– É, Fernanda. Parece-me que você gosta muito do que faz.

– Gosto muito. O que vai fazer esta noite?

– O que?!

– Gostaria de sair comigo para jantar?

– Fernanda, você precisa entender que sou sua terapeuta e você está aqui para cumprir…

– Uma ordem judicial. É,eu sei! Mas você janta… Não janta?

– Janto, claro! Mas…

– Então! Posso passar em sua casa para pegá-la às 20 horas.

– Você não está entendendo. Eu não posso sair com você.

– Por que não? Seu marido não deixa você sair com uma amiga para jantar e jogar conversa fora?

– Não sou casada. Mas a questão não é essa. Você é minha paciente! Não podemos…

– Deixo de ser. Você sabe que não tenho problema algum e pode me dar alta. Aí, podemos sair. É só um jantar inofensivo! Que mal há nisso?

Gislene escreve seu endereço em um papel e entrega à Fernanda.

– Estarei pronta às 20 horas.

Fernanda sorri, vitoriosa. No carro, ela fala em voz alta.

– Hoje é você quem será analisada, doutora. – Diz Fernanda, sorrindo.

Às 20 horas em ponto, Fernanda pega Gislene.

– Sempre ouvi falar que este restaurante tem a melhor comida da cidade, mas nunca tive oportunidade de vir.

– Janto aqui todas as noites. Não só a comida é de qualidade, mas o atendimento também.

O garçom chega à mesa e cumprimenta Fernanda, entregando-lhe o cardápio.

– O que vai beber, doutora?

– Um vinho. Deixo à sua escolha.

Fernanda pede o vinho ao garçom, que traz em seguida, servindo-as.

– Vamos brindar.

– Brindaremos a que?

– À nossa nova amizade e à minha alta.

– Ainda não te dei alta.

– Está jantando comigo como minha terapeuta? Você não disse que não poderia fazer isso?

– Posso sim. É uma análise fora do consultório. Quero ver como você se comporta.

– Sei. Tim-Tim!

Enquanto jantam, conversam sobre o que levou Fernanda a ter que fazer terapia e cumprir a ordem judicial.

– O que você faria se visse uma criança sendo espancada em um shopping ou em qualquer outro lugar? Eu não aguentei, tive que fazê-la parar.

– Você poderia ter resolvido isso de outra maneira.

– Como?

– Chamando a segurança do shopping, ligando para a polícia, tentando um diálogo com a mulher.

– Eu tentei. Mas ela me mandou calar a boca e disse que eu não deveria me meter em assuntos familiares. Pedi que ela parasse de bater na menina, que estava chorando, assustada. A mulher continuou gritando com a garotinha e batendo nela. Aí, não me segurei. Dei um empurrão na mulher, ela caiu dentro da fonte, e saiu gritando pelo shopping, dizendo que estava sendo agredida.

– Não havia testemunhas?

– Havia, e muitas! Mas parece que as pessoas tem medo de fazer o que é certo, não querem se envolver. Se elas tivessem dito o que a mulher estava fazendo com a menina, nós não estaríamos aqui jantando. Bom, há males que vem para o bem.

Depois do jantar, no carro, Fernanda tenta beijar Gislene.

– Não, Fernanda.

– Por que não? Você não quer?

– Não é isso. É que… Não está certo.

– O que não está certo, é você e eu querermos este beijo e ele não acontecer.

No motel…

– Nossa! Ai, Fernanda! Isso é tão bom…tão gostoso…tão… Ah…

Uma semana depois, Fernanda está no ateliê com sua irmã, para a escolha do vestido de noiva.

– Adorei esse. O que você acha, Fernanda?

– Você ficou linda com todos os vestidos que experimentou. Você só tem que lembrar de uma coisa.

– Do que?

– Você vai se casar na cidade mais fria do mundo e estes vestidos são para o clima brasileiro. Você vai congelar, irmãzinha.

– Ah, meu Deus! Esqueci desse detalhe!

– Tenha calma, Fabiana! Já sei qual vestido você vai usar. Espere, eu já volto.

A amiga de Fabiana sai. Minutos depois, volta com outro vestido de noiva.

– É este! Amei! O que achou, Fe?

– Linda! Muito linda!

– Você teve sorte, Fabiana! Este vestido foi criado há dois dias e ninguém ainda o tinha visto. Exclusivo para você, minha amiga.

– Sério? E quando posso levá-lo?

– Teremos que fazer alguns ajustes. Amanhã você volta para provar e ficando bom, te entrego em dois dias.

– Perfeito! Você vai ao meu casamento, não vai?

– Vou tentar. Farei o possível para ir.

Depois que saem do ateliê, Fernanda e sua irmã vão se encontrar com Christian, o noivo de Fabiana.

– Como vai, Fernanda?

– Estou bem e você, cunhado?

– Ansioso para casar com sua irmã.

– Oh, que lindo! Te amo, Chris!

O casal se beija, apaixonado.

– Vocês vão fazer o que?

– Vamos para o hotel. Por quê? Vai nos convidar para algum evento?

– Pensei em jantarmos juntos esta noite.

– Ótima ideia, maninha! No restaurante de sempre?

– Sim. Às 20 horas estarei lá, esperando por vocês.

No jantar, Fernanda lhes entregou o presente de casamento. Passagens de avião, e hospedagem, para o Caribe.

– Ah, meu Deus! Eu não acredito! Ah, Fe! Obrigada! – Disse Fabiana, abraçando a irmã.

– Obrigado, Fernanda. Sabia do sonho de Fabiana, mas não poderia dar-lhe esse presente de lua-de-mel.

– Vocês merecem! Quero que sejam muito felizes.

– Nós seremos, Fe! Nós seremos.

Após o jantar, Fernanda leva sua irmã e seu cunhado ao hotel e vai para casa.

No dia seguinte, ela recebe a ligação da doutora Gislene.

– Já falei com o promotor sobre sua alta. Está livre de mim, Fernanda.

– Que bom! Fico feliz!

– Fica feliz em se ver livre de mim?

– Não! Estou falando sobre a alta.

– Ah, fiquei preocupada. Você tem algum compromisso para esta noite?

– Sim. Vou ficar com minha irmã enquanto ela está no Brasil. Na próxima semana ela viaja para Londres e ficaremos algum tempo sem nos ver.

– Que pena. Pensei em repetirmos aquela noite maravilhosa. O jantar, o vinho… E todo o resto.

– Vamos deixar para outra ocasião. Até que minha irmã viaje, estarei com ela todas as noites.

– Está certo. Você tem meu telefone, quando quiser e puder, me ligue. Vou esperar.

Fernanda desliga o telefone e pensa:

“Vai esperando, doutora. Vai esperando!”

Londres – Casamento de Fabiana e Christian

– Parabéns, minha irmã! Desejo a você toda a felicidade do mundo. E se esse cara não te fizer feliz, fale comigo.

– Obrigada, mana! Te amo!

Festa, dança, boa comida, os noivos e suas famílias felizes… E uma linda mulher britânica, na cama, com Fernanda.

De volta ao Brasil, a rotina de Fernanda foi cortada por um convite especial.

– Claro que eu aceito!

– Obrigada, Fernanda! Você não imagina como me deixa feliz. Pensei que você não fosse aceitar ser minha madrinha de casamento.

– Por que pensou isso?

– Porque você não gosta dessas coisas de tradição, clichês.

– Realmente eu não curto isso, mas se é para a felicidade geral da nação… Você sabe que minha irmã se casou, não é? Fui madrinha dela também. Só faço isso por quem eu amo e respeito. Depois de Fabiana e de você, a lista acabou, não serei mais madrinha de ninguém.

– Você deveria se casar também.

– Isso está fora de cogitação. Prezo muito pela minha liberdade.

– Até que apareça a mulher que vai te fazer tremer na base, aquela que vai tirar o seu sono, te deixar nas nuvens e te enlouquecer de paixão!

– Lara, eu amo você. Por que está me rogando praga?

Lara dá gargalhadas.

– Não é praga. É fato! Ninguém consegue viver sem amor, Fernanda!

– E quem te disse que eu vivo sem amor? Eu me amo loucamente, sou completamente apaixonada por mim.

– Você é uma comédia, amiga!

– Diga-me onde e como será esse grande evento.

– Na fazenda, em Itatiaia.

– A fazenda de seu pai? Pensei que ele fosse contra a sua condição sexual e que a tivesse deserdado.

– Realmente ele era contra, mas meu pai faleceu há 3 meses e deixou a herança pra mim. Afinal, eu era a sua única filha.

– E sua mãe? Como ela está?

– Você sabe o quanto minha mãe sofreu por causa das traições de meu pai. Para ela, a morte dele foi uma libertação.

– E o que ela diz sobre você se casar com uma mulher?

– Ela não diz nada. Não sei se aceita ou não, mas estará presente no casamento.

– Vai ser bom rever sua mãe. Gosto muito dela.

– E ela de você. Sempre me pergunta como você está, se já se casou, se tem filhos.

– Diz pra ela que desse mal jamais vou sofrer.

Elas dão gargalhada.

– Fernanda, um dia antes do casamento, um helicóptero virá buscar você e 5 amigos, para levá-los à fazenda. Chegue com 15 minutos de antecedência, está bem?

– Sem problemas. É só me avisar o horário, e onde devo estar para pegar o helicóptero, que estarei lá.

– Obrigada, amiga! Agora preciso ir. Quero comprar algumas coisas para decorar a fazenda e deixá-la linda para o dia mais feliz de minha vida.

As amigas se despedem. À noite, Fernanda vai jantar e quando está saindo do restaurante, alguém a espera.

– Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé.

– O que está fazendo aqui?

– Vim te ver, já que não me ligou. Sabia que iria encontrá-la aqui. Gosto de pessoas que valorizam a rotina, isso me facilita muito a vida.

– O que quer, doutora?

– Você.

– Olha, aquela noite foi interessante, proveitosa, mas esqueci de te avisar uma coisa… Eu não costumo sair mais de uma vez com uma única mulher.

– É assim que você me trata depois do que eu fiz por você?

– Se você está falando sobre a minha alta, creio que estamos quites. Você me deu o que eu queria, e eu te dei o que você queria.

– Você não tem sensibilidade alguma, é incapaz de perceber o que faz com as pessoas. Você as usa e depois joga fora, como se elas fossem um lixo.

– Está me analisando? Este é o seu diagnóstico? Tudo bem. Faça as suas anotações e me enviei pelo correio. Adeus, doutora. Seja feliz!

Fernanda sai, entra em seu carro e vai para casa. Gislene chora.

Um dia antes de ir para a fazenda de Lara, Fernanda vai à boate e encontra Nina.

– Oi, mulher linda! Como vai?

– Olá! Nos conhecemos?

– Sou a Nina, amiga de Paula. Fomos apresentadas, não se lembra?

– Ah, claro! Desculpe-me.

Elas conversam e alguém se aproxima.

– Oi, meu amor! Fiquei louca te procurando, senti a sua falta. Por que não me telefonou?

– Você é…

– Lenise! Nos conhecemos aqui, fomos para o motel, você me deixou em casa… Não acredito que você não se lembra de mim!

– Lembro! Tudo bem com você?

– Agora que te encontrei, sim, tudo bem. Quem é ela?

– Uma amiga. Nina.

– Oi, Nina! Desculpe, mas você terá que nos dar licença. Fernanda e eu temos muito que conversar.

– Claro! Fiquem à vontade.

– Não. Fica, Nina.

– Amor, preciso muito falar com você a sós.

– Garota… Não temos nada para conversar, ok? Aquela noite foi interessante, proveitosa, mas foi… Acabou.

– Como assim? Do que você está falando?

– Eu que não estou entendendo do que você está falando.

– Estou falando sobre nós! Eu te amo! Foi amor à primeira vista! Desde aquela noite eu não consigo parar de pensar em você…

– Hei! Pode ir parando por aqui. Foi só uma transa. Esquece, ok?

– Só uma transa?! Eu terminei um namoro de 2 anos para ficar com você e é assim que você me trata?

– Terminou porque quis. Aliás, você fez um grande favor para o seu namorado. Ele vai ser mais feliz sem você. Você o traiu, saiu com uma mulher que nunca tinha visto na vida e vem com essa conversa de amor à primeira vista? Me poupe, garota! Nina, vamos sair daqui.

– Claro! Com prazer.

– Não, por favor! Não faz isso comigo, Fernanda. Não…

Fernanda entra em seu carro com Nina.

– Desculpe fazer você passar por esta situação constrangedora.

– Eu até me diverti.

– Quer ir para onde?

– Você manda!

Fernanda dá um sorriso malicioso.

– Ai, que delícia! Você faz tão gostoso, Fernanda! Hmmm… Assim…Isso… Ah…

Fernanda leva Nina de volta à boate, pois, seu carro estava lá.

– Obrigada pela linda noite. Adorei!

Nina abre a sua bolsa.

– Olha, nem adianta me passar o número de seu telefone, porque eu não vou ligar.

Nina tira um batom e passa nos lábios.

– Não vou te dar meu telefone. Boa noite, Fernanda!

Nina entra na boate e Fernanda vai embora.

– Menos uma para me dar problema.

Quinze minutos antes do voo, Fernanda estava no heliporto. Um homem aproximou-se dela.

– Bom dia! O voo vai atrasar um pouco. Se quiser, poderá aguardar no escritório.

– Qual o motivo do atraso?

– A pessoa que vai pilotar está presa no trânsito, mas já está chegando.

– Espero que a falta de responsabilidade com o horário, não interfira na capacidade de seu piloto em conduzir o helicóptero.

– Peço desculpas pelo incômodo. Gostaria de ir ao escritório e tomar um café, enquanto aguarda?

Fernanda aceita o convite e aguarda por 40 minutos. Da janela do escritório, ela vê 5 pessoas chegando ao heliporto.

– Alguma daquelas pessoas é o piloto?

O homem olha pela janela.

– Não.

– Obrigada pelo café.

Fernanda sai do escritório, indo em direção às pessoas que acabaram de chegar, e as cumprimenta.

– Bom dia!

– Bom dia, guria! Pensamos que estávamos atrasados.

– Vocês também estão atrasados.

– Tu vais voar conosco?

– Se o piloto chegar, sim.

– Então fique feliz, porque o piloto chegou.

Fernanda e as 5 pessoas olharam em direção ao escritório e viram uma pessoa vestida com roupas de pilotagem e com um capacete.

– Bom dia! Desculpem-me pelo atraso. Podem se acomodar, pois, já vamos zarpar.

O helicóptero levanta voo rumo à Itatiaia.

No Brasil Colonial, o local era habitado pelos índios Tamoios, Puris e Coroados. Em 1937, sob o governo de Getúlio Vargas, Itatiaia foi fundada como primeiro Parque Nacional Brasileiro. Sua economia já passou pela indústria cafeeira, exploração de carvão e atualmente é baseada no turismo.

Localizada na divisa dos estados do RJ e MG, Itatiaia é um dos poucos destinos onde o visitante encontra montanhas, com ótimos lugares para a prática da escalada em rocha e florestas úmidas, com deliciosas cachoeiras. O Parque é dividido em duas partes: a alta, onde encontramos as montanhas, com destaque para o Pico das Agulhas Negras e a baixa, onde predominam as cachoeiras ideais para banho. Um ótimo roteiro para quem gosta de caminhadas.

A temperatura média anual varia entre 15ºC e 27ºC. No inverno pode variar entre 3ºC a 20ºC e no verão entre 25ºC a 28ºC. Para quem vai para parte alta do Parque recomenda-se a temporada entre abril e setembro. Nessa época do ano o clima é seco, apesar de muito frio (geadas são comuns nesse período). Na parte baixa não existe estação seca. O verão é ideal para os banhos de cachoeira, devido às águas geladas.

Itatiaia-RJ – a 170 km do Rio de Janeiro e a 230 km de São Paulo. (fonte: http://www.google.com)

O helicóptero pousa no lindo gramado da fazenda.

– Com licença, senhor. Quero avisá-lo que farei uma reclamação formal à Compania na qual o senhor trabalha. Além do atraso, sua pilotagem foi de uma total insegurança, que colocou em risco a vida dos passageiros.

O piloto retira o capacete, e lindos cabelos negros e longos, voam ao vento. Fernanda fica surpresa ao ver que o piloto é uma mulher.

– Tem toda razão. Peço desculpas pelo atraso. Entretanto, o voo que a senhora achou inseguro, foi devido aos ventos fortes. Mas chegamos sãos e salvos. A senhora quer me dizer mais alguma coisa?

– Você é uma mulher?!

– Sim! De corpo, alma e cabelos. Tem algum preconceito sobre mulheres que pilotam?

– Não. Tenho conceito formado sobre pessoas que não cumprem horários.

– Está certo. Faça a sua reclamação formal. Para isso, vai precisar de meu nome. Laila Conrado, ao seu dispor. Tenha um lindo dia, senhora!

Laila anda em direção á casa e Fernanda a observa.

– Linda mulher! Só precisa ser domada. E eu, terei um imenso prazer em fazer isso, Laila Conrado.

CONTINUA…

23

OBS: Apenas um nome é real, mas as ocorrências não fazem parte da

realidade. Juliana Farina autorizou usar seu nome.

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Plagio é crime e está previsto. no artigo 184 do código penal.

SEDUZA-ME

  

Acabo de perder minha mãe. Minha única família! Minha única amiga. Estou sozinha agora.
Meu marido se separou de mim para ficar com uma jovem, que poderia ser minha filha, nossa filha. Mas nem filhos nós tivemos.
Só existe uma coisa que preenche esse espaço vazio em meu coração: meu trabalho.
Dinah, uma colega, sempre tenta me seduzir com viagens exóticas. Constantemente, ela entra em sites de agência de viagens e tem o sonho de fazer um cruzeiro. Sempre me diz:
– Vamos amiga! Será uma viagem inesquecível!
Não sei por que ela me chama de amiga. Não somos amigas, apenas colegas de trabalho.
Uma vez, Dinah não estava em sua mesa, e vi um site aberto em seu computador. A propaganda era sedutora:
“Você, que se sente só, que não tem ninguém, venha viajar conosco em um cruzeiro inesquecível!”
Vi os preços, destino, fotos do navio e isso me chamou a atenção. Peguei o número de telefone que constava no site e telefonei para a agência. Em duas semanas eu estaria de férias. Marquei a viagem e claro, não falei para Dinah. Nada tenho contra ela, ao contrário, até gosto dela, mas estou sozinha e quero continuar sozinha comigo mesma.
E lá estava eu, a bordo de um luxuoso navio. Do Rio para Santos, de Santos para o Rio. Quatro dias e quatro noites.

Primeiro dia:
Almoço com o comandante. Ele em uma mesa com alguns convidados e os passageiros espalhados pelas mesas do grande salão do restaurante.
Primeira noite:
Jantar com o comandante. Idem.

Música ao vivo, de qualidade.
Pessoas rodopiando pelo salão. Alguns homens distintos me convidaram para dançar. Recusei.
Eu, sentada à mesa, depois de dispensar os elegantes cavalheiros, observei que uma mulher morena, com cabelos longos, pretos, lisos, presos com um rabo de cavalo, estava me olhando e… Sorrindo! Quem será? Talvez uma colega da faculdade? Não estou reconhecendo.
Em certo momento, a mulher levantou a taça em um brinde. E continuou sorrindo para mim. Desviei o olhar. Aquele sorriso começava a me incomodar. Mas olhei novamente e lá estava ela… Sorrindo! Pude ver que seus olhos eram verdes.
Levantei-me e fui em direção à minha cabine. Na passagem entre o salão e o corredor que leva às cabines, a mulher sorridente impediu o meu caminho.
– Com licença, por favor.
Falei um tanto irritada. Ela sorriu… De novo!
– Você não me ouviu?
– Ouvi. Por quê?
– Por que o que? Por que peço licença?
– Não. Por que vai embora?
– Porque estou cansada e vou dormir.
– Sozinha?
– Sim. Sozinha.
– Um desperdício!
– O que?
– Bem, pensei em sentarmos, tomarmos uma bebida, conversarmos… Ainda é cedo para dormir. Está uma linda noite!
A mulher tinha um sorriso irônico, mas encantador!
– Olha…
– Por favor! Só uma conversa! Você está sozinha, eu também. Por que não?
Pensei durante algum tempo e ela falou:
– E então? Vamos?
– Não sei. Eu estou cansada e, para falar a verdade, estou sozinha por opção.
Bom, não era bem essa a verdade, mas tudo bem! Ela não me conhecia mesmo!
– Faremos o seguinte, nos sentamos, bebemos, conversamos e se você não gostar, prometo que deixo você ir. O que me diz?
– Está bem. Mas não vamos demorar.
Fomos para o bar.
– O que quer beber? – Perguntou-me.
– Um dry martini.
O barman anotou nossos pedidos e fomos para fora, onde havia mesas e cadeiras.
O céu estava lindo! Estrelas brilhantes e uma lua cheia, branca!
– Concordo. – Disse ela.
– Concorda com o que? Não falei nada!
– Seu olhar e seu sorriso dizem tudo! Você está pensando em como as estrelas e a lua deixam o céu ainda mais bonito. Não é isso?
– Sim! Mas como…
Ela sorriu e falou:
– Ainda não nos apresentamos. Muito prazer, meu nome é Helena.
– É um prazer conhecê-la, Helena. Meu nome é Raquel.
– Raquel! Lindo nome!
O barman nos trouxe as bebidas e sentamo-nos à mesa.
– Diga-me, Raquel! Em que trabalha?
Contei-lhe sobre meu trabalho, sobre a morte de minha mãe, sobre meu ex-marido, e a conversa fluiu leve, descontraída, agradável. Ela me ouvia atenta, e às vezes, soltava aquele sorriso… Lindo!
Depois ela começou a falar sobre sua vida. Helena me pareceu ser uma mulher inteligente, culta.
Tomei um… dois… três martinis. Estava gostando de conversar com Helena. Ela me contou algumas histórias que me fizeram rir. Nossa! Há quanto tempo eu não ria, não sorria! Estava me sentindo bem e… Tonta.
– Helena… Desculpe-me… É… Bem… Estou adorando nossa conversa, mas… Eu…
– Tudo bem, já entendi. Vou te acompanhar até a cabine.
– Não precisa! Eu posso…
Falei, me levantando, e se ela não me segurasse, com certeza, eu iria me estatelar no chão.
Quando ela me segurou, nossos rostos ficaram tão perto, e o olhar dela era tão… tão… Opa! Eu devo estar ficando maluca ou estou mais bêbada do que eu pensava.
Helena me levou até a cabine, abriu a porta, me deitou na cama e ficou me olhando de um jeito que eu não entendia. Ela sorriu, e seu sorriso me fez sentir arrepios. Eu sorri também. Então, ela foi se aproximando devagar, e nossos lábios estavam próximos! Fechei meus olhos, entreabri a boca e… Ela me beijou. Um beijo que me fez tremer, e uma sensação avassaladora tomou conta de meu corpo.
Era claro que eu não estava em meu juízo perfeito… Eu estava me deixando ser beijada por uma mulher! E um beijo tão gostoso!
Entreguei-me por completo. Um desejo enorme tomou conta de mim, e ela sentiu isso.
De repente, me vi nua, e ela sobre meu corpo, tomando, possuindo, invadindo… Ah! Deixei-me levar por esse caminho desconhecido, mas tão delicioso.
Suas mãos me tocavam suavemente, sua boca percorria cada canto de meu corpo e parecia conhecer bem o caminho. Eu gemia a cada toque, a cada beijo, e eu queria mais e mais!
Nossos ruídos de prazer se misturaram ao som do barulho do mar.
Mãos atrevidas, corpos suados, sussurros… Ah! Eu estava entorpecida! Movimentos mágicos, sem censura, sem medo, sem pudor… Simplesmente… Amor!
Adormeci, com o olhar penetrante de Helena.
No dia seguinte, acordei me sentindo leve, feliz! Tomei um banho, me vesti e fui para o restaurante, na esperança de encontrar Helena e tomarmos o nosso café da manhã, juntas.
Helena não estava no restaurante. Pensei que ela ainda pudesse estar dormindo. Tomei o café. Nossa! Há tempos eu não sentia tanta fome!
Andei pelo convés, passando pela piscina, fui até a academia, voltei ao restaurante… Nada de Helena. É… Talvez ela ainda esteja dormindo.
Hora do almoço e Helena não apareceu. Anoiteceu e Helena parecia ter sumido.
Jantar, música, dança e… Uma flor feita de papel colocada em minha mesa. Olhei para ver de quem era aquela mão me ofertando a flor. Era ela! Helena!
Meu coração começou a disparar, fiquei nervosa, não sabia o que dizer. Eu me sentia como uma adolescente tola. A única coisa que consegui dizer foi:
– Onde você se meteu o dia todo?
Ela me deu aquele sorriso torto, sedutor, lindo! E com certeza, eu corei. Eu não tinha outra coisa melhor para falar? Desculpei-me:
– Desculpe-me! Eu…
– Nada a desculpar. – Disse-me, dando um beijo no canto da minha boca. – Já jantou?
– Ainda não. – Falei, tentando disfarçar meus arrepios.
Jantamos, bebemos vinho, dançamos… Com tantos homens no salão, eu preferi dançar com ela. Senti-me envergonhada por dançar com uma mulher, mas com Helena, o tempo parecia parar, as pessoas pareciam não existir, era somente ela e eu.
As horas passaram agradáveis, e eu tentava controlar minha excitação. Sentir Helena tão próxima de mim, me abraçando, me tocando, sentindo sua respiração em meu ouvido, me deixava tonta.
Voltamos à minha cabine e o ritual de prazer se repetiu. Desta vez, não quis me embriagar de vinho, queria me embriagar de Helena.
No dia seguinte, a mesma coisa. Helena sumiu e nos encontramos à noite, no jantar. Eu precisava perguntar. E… Perguntei:
– Você dorme o dia todo?
– Não.
– Desculpe perguntar, mas por que você some? Eu ando por todo o navio e não te acho.
– Você procura por mim? Gostei de saber disso. – Disse, sorrindo.
– Não! Eu apenas fico passeando e… Bem, eu… Não vejo você. Fiquei curiosa em saber como você consegue sumir dentro de um navio.
– Eu não sumo.
– Ah, some sim! Não vai me dizer?
– Não. Ainda não. – Ela dá um sorriso debochado. – Gostaria de ir mais cedo para a sua cabine hoje. – Desta vez, o sorriso foi sedutor, convidativo.
Não pensei duas vezes, fomos naquele mesmo instante para a cabine. A minha cabine.
Paixão, tremores, suores, sussurros e gemidos… Não quero que acabe! Não quero! Eu quero mais! Eu quero para sempre!

Último dia:
Onde estará Helena? Preciso vê-la, preciso tê-la.
Última noite:
De volta ao Rio de Janeiro. De volta para casa. Sem Helena… Sem Helena!

Dias se passaram, eu estava de volta ao meu trabalho. Não sentia vontade de fazer nada, não queria falar com ninguém, não queria nada, apenas… Encontrar Helena.
Três semanas depois, no final da tarde, fim de expediente, eu saí do trabalho e fui para o estacionamento pegar meu carro. Era sexta-feira e teria um feriado prolongado pela frente. Eu estaria sozinha por 4 dias. Quatro longos dias!
Abri a porta do carro e ouvi alguém chamando meu nome.
– Raquel? Senhorita Raquel?
Olhei para ver quem era. Era um homem alto, magro, cabelos grisalhos, com um sorriso simpático nos lábios.
– Com licença. A senhora é Senhorita Raquel?
– Sim, sou eu. E o senhor, quem é?
– Vim buscá-la.
– Veio me buscar? Para ir aonde?
O homem me entregou uma flor feita de papel.
– A pessoa que me mandou buscá-la disse para lhe entregar isso, que a senhora entenderia.
Meu coração disparou, minhas mãos ficaram trêmulas e suadas. De repente, fiquei sem ar.
– A senhora está bem?
– Não! Bem não! Eu estou ótima! Vamos! Leve-me aonde tem que me levar.
Entrei em um carro preto, e o simpático homem me levou até a marina. Desci do carro, e ele me acompanhou até um veleiro. Quando vi a pessoa que me esperava, eu quis gritar, correr, voar!
– Oi!
– Oi!
Entrei no veleiro e nos beijamos. Ah! Esse beijo que me leva às alturas, que me leva ao céu, que me leva ao paraíso!
Encontrei! Encontrei Helena! Na verdade, ela me encontrou.
– Podemos ir senhorita Helena? – Perguntou outro homem, era o capitão.
– Sim, por favor!
Conversamos, e Helena me explicou tudo. Seu sumiço durante o dia era porque ela é chef de cozinha do navio. Demorou a me encontrar, porque saiu em nova viagem. Encontrou-me através das informações que eu mesma lhe fornecera em nossa primeira noite.

Na cama, à meia luz, nossos corpos nus.
Beijos indecentes…
Carícias… Ousadas… Atrevidas…
Estremeço… Entonteço…
Envolvente… Atraente… Irresistivelmente…
– Helena!

FIM

   

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Quando acontece

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Há às vezes na vida, entre milhões de decisões o aparecimento de encruzilhada. É o destino estendendo o livre-arbítrio. Ele nunca ira lhe lança apenas um caminho em um terreno que há mil possibilidades de alcançar o lugar certo, ele vai lhe testar para ver se merece chegar lá. Se for forte o bastante alcançará. Só não esqueça que não há voltas.

Tudo o que o destino faz é indicar os caminhos e as consequências, e esperar que você escolha sabiamente.

Tudo é questão de vontade.

Durante toda minha vida, fui obrigada a manter em segredo o que eu sentia.

Mas foda-se. Olha o que eu estava disposta a fazer agora.

Não me importava ser o que era e sentir o que eu sentia. A maioria das pessoas que eu conhecia, sempre alternavam entre mentiras e enganos e isso era o que eu não queria para mim. E quando estava com ela, desejava ser o que eu era.

Ela era naturalmente encantadora, tinha traços lindos e delicados, o cabelo loiro dourado e umas pernas longas. Seus lábios eram rosados. E seus olhos cor caramelo eram luminescentes. E suas bochechas estavam ruborizadas por causa da raiva.

-Se acredita que dizer que me ama vai mudar as coisas agora, vá em frente. Mas te garanto que isso só irá piorar as coisas. Depois de uns dias estaremos sangrando novamente, a situação seguirá sendo exatamente a mesma. Não pode mudar o que aconteceu. – eu a ouvi dizer. Sua voz era fria. Ele a ouvia atentamente. – Você é um idiota! – ela lhe deu as costas. Ele a agarrou pelo braço. Preparei-me para qualquer coisa.

-Não vá. Vamos conversar. – ele insistiu.

-Não creio que temos algo a mais para conversar. Acabou! –

-Você vai se arrepender! – sua praga não funcionou. Ela saiu da sala dando de ombro comigo.

Em seus olhos envolventes brilhava as lágrimas.

-Desculpa. – ela disse.

Oh, bem. Eu iria chegar nela e lhe contar a verdade. A verdade sobre me sentir atraída em um absoluto impossível por ela. Essa era uma linha de pensamento muito construtiva. Mas me faltava coragem. E aquele momento não era apropriado. Ou talvez fosse.

-Me leva pra casa? – ela pediu.

-Claro! – abri a porta do carro.

Ela permaneceu em silencio o caminho todo, até parar na porta de sua casa.

-Obrigada. –

-Você vai ficar bem? – perguntei.

-Eu não sei. Se importar de passar a noite comigo? – ela me olhou tristonha.

-Claro que não. – dei um sorriso consolador.

Deus ela estava chorando? Por um homem idiota? Ah, mas talvez não fosse por ele absolutamente, mas, por ela mesma. O problema era ela.

Odiava esta onde estava. Mas não queria abandonar sua casa, e deixa-la sozinha. Eu estava tentando apoia-la, literalmente, estendendo a mão pousando em seu ombro.

A imagem dessa cozinha frágil e muito organizada – olhei a minha volta – chorando, me partia o coração. Jurei a mim mesma cuidar dela até meu ultimo suspiro.

Sua cama era muito confortável. Fiz o possível para manter certa distância de seu corpo, mas às vezes ela que se aproximava.

Éramos amigas há poucos meses, mais havia uma ligação enorme entre a gente. Uma intimidade intensa.

E está noite tudo resultava muito claro dentro de mim, um brilhante brilho que me cravava em ambos os olhos, um rugido soando em meu coração, um incrível cheiro bombardeando meu nariz.

Ela virou-se para mim. Com o polegar limpei sua lagrima.

O pensamento de beija-la penetrou minha mente e permaneceu ali como um eco. Aproximei-me bruscamente dela. O desespero me fez voltar bruscamente para a realidade como nenhuma outra coisa poderia ter feito.

-O que foi? – ela perguntou.

-Nada. – passei a mão no cabelo, me sentindo zonza.

Ela me abraçou. Meu corpo ficou tenso. Não conseguia respirar. Completei abraçando-a.

Com um toque quis lhe transmitir consolo, calidez e empatia.

Minha mente estava emaranhada.

– Sinto muito. – eu disse.

– Oh, não, é melhor assim. Quero dizer, esperava muito dele, e ele não tinha nada a me oferecer, além do que já me deu… Um belo par de galhos. – ela riu de si mesma. Permaneci séria, imaginando a razão de um cara trair uma mulher como ela. Incrivelmente linda. Inteligente, humilde, simpática… tudo que me faria a pessoa mais feliz do mundo.

Era hora de mover-me, pensei.

– Sei o que sente, Ju. Não pelas mesmas razões… Mas entendo todo esse assunto da separação. –

-Já namorou? – ela perguntou. Pensei alguns segundos antes de afirmar. – Porque terminaram? –

– Duvidas. Insegurança. Desconfiança… – respirei tão profundo que ela me olhou preocupada. – Mais não da minha parte. –

-Intendo!- ela sorriu tristonha. – Qual o nome dele? – perguntou um pouco sem interesse, mais atenta a minha resposta. Mais permaneci em silencio. Me olhou grilada – Porque quando é exposto perguntas sobre sua intimidade ou seus sentimentos, se recusa a das respostas ou explicações? –

-Porque não vejo necessidade de expor certas coisas. E realmente acho que não quer saber sobre minha vida intima ou sentimental. –

-Porque acha isso? –

-Porque não é uma coisa sã de se ouvir. – sorri tensamente. Ela se afastou e me olhou furiosa.

Ela franziu o cenho me olhando séria. E assim também fiquei.

Quando o silêncio se prolongou, eu baixei o olhar.

— O que foi? — perguntou. Quando não levantei o olhar, ela pressentiu minha luta para que mudássemos de assunto. —O que aconteceu? – sua voz ressoou. Somente sua voz, sua clara e encantadora voz. Permaneci em um silêncio absurdo.

Naquele momento acho que até meu coração havia dado uma trégua em suas batidas para não incomodar meu silêncio de desespero e agonia. Aquela agonia era profunda.

-Nada. – eu disse.

-Evidente, que aconteceu algo. – Piscou os olhos.

A vontade bateu a porta, e eu estava louca para deixá-la entrar.

Sentei-me na beira da cama tentando encontrar espaço suficiente entre nós.

— Nunca imaginei… — clareou seus pensamentos— nunca imaginei que existisse algo que não pudesse falar comigo. Segredos… sei lá. Sempre te contei tudo. –

Quando ela deixou de falar, eu estava gelada até os ossos.

-Não se trata de segredo. Trata-se de respostas. Respostas que é impossível de saber sua reação. – sacudi a cabeça.

– Meu Deus, o que seria tão ruim ao ponto da minha reação ser… –

-O nome dela é Amanda. – disse com a voz estrangulada. Fechei a boca assim que me dei conta do que tinha revelado.

Ela respirou fundo.

No transcurso daquele caminho que eu havia escolhido, eu havia sido ferida muitas, muitas vezes. Mas nada, nenhuma ferida havia me doído uma fração da dor que senti ao lhe responder aquilo.

Ela levantou-se cambaleando, e se encostou contra uma das paredes de seu quarto.

— Dela?! – limpou a garganta. – Mulher?! Amanda? Está de brincadeira? Você é gay?–

— Terminou com as perguntas? Ou quer seguir dando voltas ao assunto um momento mais, perguntando todo tipo de significados a respeito do que estou falando? – perguntei. — Sim. Eu sou lésbica. Mas… — levantei-me estendendo a mão para lhe tocar o braço, mas ela se afastou —Juliana…

— Não me toque…

As palavras se fecharam em um golpe em meu ouvido.

– Essa era a reação que eu temia! – eu disse abrindo a porta com um puxão. A raiva bateu contra mim mesma.

-Espera! – Ela agarrou meu braço. – Me desculpa. Senta aqui, por favor. Vamos conversar. –

Pensei varias vezes antes de decidir ficar. Talvez não devesse. Talvez realmente fosse melhor ir. Mas ela parecia querer se redimir com sua atitude.

-Olha, sei que devia ter lhe contar isso antecipadamente, mais nunca tive uma oportunidade, e não encontrei motivos para entrar em um assunto tão serio, quanto minha opção sexual. – eu disse.

Houve um instante de silêncio, e logo ela irrompeu em um profundo, sincero e belo sorriso.

— Sabia que isso me agrada? – ela disse. -Por mais de uma razão. –

Eu realmente não estava entendendo nada. Mais aquela conversa verdadeiramente foi o começo de tudo o que se seguiu…

(Alguns meses depois.)

Quando estava amanhecendo, justo antes de o sol começar a aparecer no céu, fechei os olhos com força, forçando-me a dormi. Mais uma tentativa em vão. A dor em meu peito expandia-se através de todo meu corpo como um incêndio sobre em um canavial.

Eu ainda não entendia porque doía tanto. Era obvio que esconder um sentimento era doloroso, até mesmo brutal ao coração, mais não ao ponto de maltratar meu corpo e pensamentos, me tirando noites de sono, que poderia ser tranquilas. Ou seria?!

-Não consegue dormir? – disse ela baixinho em meu ouvido sem abrir os olhos. Eu a olhei entre meu ombro.

Deus! Amava o som baixo de sua voz. Amava tudo nela.

-Não. – disse virando-me frente a ela, meu coração deu um salto.

-O que te incomoda? –

Ela abriu os olhos, e o olhar que eu havia conhecido há alguns meses se concentrou em mim. Uma tristeza, do tipo que me fazia desejar não ter nascido, eliminou qualquer expressão em meu rosto.

Ao ver seus olhos tão abertos e quentes naquele rosto formoso e perfeito, senti uma vontade de confessa-lhe todas as coisas que sentia por ela.

-Juliana… – pronunciei seu nome com dificuldade, quereria dizer muito mais coisas, mas, talvez meu silêncio fosse o ideal. Eu mesma não compreendia meus sentimentos, mas sabia o que desejava fazer. O que precisava ser feito. Não existiam muitas palavras, eu estava cheia de atitude a oferecer-lhe.

Ela me olhou. Seu olhar não havia condenação. Simplesmente havia uma genuína preocupação.

Ela levantou o braço e pôs a mão em minha bochecha.

O brilho em seus olhos e o tremor de sua adorável voz me partiu pela metade. Logo comecei a me distanciar. Seu rosto lindo, seus deliciosos lábios, seus olhos desesperados. O golpe da fragrância natural dela, tudo aquilo fez querer chorar, gritar, morrer.

Com os olhos alagados de lágrimas e meu coração dolorido, respirando agitadamente abri a boca para falar.

Mais não saiu nenhum som.

Ela limpou as minhas bochechas úmidas com mãos enquanto eu tentava acalmar um incêndio sem controle dentro de mim. A sua ternura foi o que mais me surpreendeu.

Nossos olhos se encontraram. Merda, ela era perfeita.

-Que se dane. – meu tom de voz estava ofegante. Desejava tê-la apertada contra meu corpo nu.

Enquanto cortava a distância entre nós, os olhos dela aumentavam, mas eu não ia retroceder.

Olhava fixamente a boca dela. Naquele momento de silêncio, com uma explosiva vibração de paixão entrelaçando nossos perfumes no ar, ela era tudo, abrangendo simplesmente tudo.

Seus olhos baixaram em meus lábios deslizando um dedo por minha bochecha.

Senti uma doce e atordoante sensação de sufocamento.

Eu a desejava. E desejava mais ainda ascender seus desejos.

Eu a olhava fixamente com admiração.

Com uma expressão de desejo nos olhos, eu acariciei meus lábios nos seus. Eu a olhei nos olhos, aproximando meus lábios dos dela novamente, acariciei-a, e como não ouve nem um impedimentos, mais sim, uma resposta, estendi a língua e lambi sua boca. Continuei beijando-a até que ela se agitou na cama e me apertou com as mãos tão firmemente que o estranho eco de emoção estalou outra vez.

Eu desejava ir tão mais longe… Mas eu precisava ser cuidadosa.

Acaricie lhe o estômago e os quadris. Quando ela se retorceu, lambi seu pescoço e passei os lábios entre seios.

Perambulei pelo interior de sua perna nua e sutilmente, inexoravelmente ela abriu suas coxas ainda mais. Quando meus dedos roçaram suas calcinhas, um disparo de eletricidade dissipou em seu sexo, disparando através de seu corpo com um quente estremecimento. Ela estava totalmente molhada, isso me deixou ofegando.

Juliana me olhou, desnorteada. Tomei a iniciativa e tirei sua blusa, soltando cada um de seus botões frontais despindo-a. Seus peitos eram perfeitamente proporcionados, seus mamilos eram rosados…

Lambi meus lábios, pensando em mim abrindo caminho a beijos por suas coxas para em seguida passar minha língua, para cima e para baixo pelo lugar onde morro por estar.

A respiração dela foi como um disparo em meu ouvido.

O som de seus gemidos acendeu meu corpo e a minha necessidade.

-Por favor… – ela disse. Foi mais um gemido que uma palavra. Separai suas coxas, e abri suas pernas com meu corpo.

Dei-lhe a oportunidade de dizer não ou de desviar-se ou de deter as coisas por completo entre a gente. Mas nada ela fez.

Sobressaltou-se quando comecei a abrir caminho para baixo beijando seu estômago e mais à frente sua virilha.

Voltei até seu umbigo onde me movi a seu redor, de um lado a outro com rápidas passadas de minha língua. Penetrando-o com a língua. Oferecendo um adiantamento da atenção que a seguir ela receberia mais abaixo.

Acariciei seu sexo por cima do algodão que a cobria. Meus dedos deslizaram sob o elástico puxando sua calcinha para baixar, pelas coxas, e atirei-a Deus sabia onde.

Minha língua perambulou seu sexo, agiu e quente. A sensação de seu sexo na minha boca era muito vívida, junto com dois de meus dedos enterrados firmemente dentro dela.

As suaves carícias de minha língua pareciam suspensas e ardentes sobre seu corpo, fazendo com que ela se esforçasse para senti, transformando cada passada de meus lábios e minha língua em uma fonte, tanto de prazer como de frustração.

Gemeu tão alto que ecoou pelo quarto.

Ela gozou intensamente.

Cobri seu sexo com a boca, chupando-a, sugando-a. Ela gozou novamente, só que desta vez mais forte e devastadora. Continuei sugando-a, aguentando suas sacudidas e curvações.

Parei somente quando ela puxou meu rosto até o seu, onde o som de lábios contra lábios se elevou junto com os gemidos dela enquanto a acariciava.

Juliana virou o rosto expondo a suave pele que cobria seu pescoço. Tracei beijos delicados por todo musculo.

Eu permaneci em silêncio. Até que ela disse:

-Eu te amo. -seu tom de voz era muito profundo, mais que o normal.

Deus, a palavra era tão simples, entretanto, vinda dela, significava tanta coisa.

É claro que ela já havia me dito aquilo varias vezes. Só que naquele instante era diferente, intenso. Na realidade, era mais significativa a forma de como ela expressava o que sentia por mim do que dizer algo repetidas vezes, que não parecia ter valor algum. Como não havia antes. Não, da forma que eu queria. Que eu precisava.

Havia certa vulnerabilidade em seu olhar profundo. Ou talvez não. Talvez fosse ela que se sentisse vulnerável. E aquelas palavras tinha provocado esse estado.

Aposto que mais tarde, muito mais tarde, refletirei essas três palavras como sendo meu precipício.

Deitei ao seu lado, sem palavras, sem folego, paralisada.

-Eu sei… É estranho. Talvez você não intenda… Nem eu intendo. Simplesmente me apaixonei, a cada dia mais, e quando vi, já era amor. Só não sabia como te dizer, e nem como expressar isso.

Acariciei ambas as bochechas com os meus polegares.

Sustentei seu rosto entre minhas palmas baixando a boca até a sua.

— Amo você. —ela repetiu. Apertei-a contra mim e simplesmente ficamos ali agarradas.

Enquanto eu deslizava os dedos sobre suas bochechas, do nariz até os lábios, via-a com os olhos e a conhecia com o coração.

Minha respiração se prendeu na garganta quando ela me acariciou os seios.

Fez-me rodar e montou-me sobre meus quadris…

Enquanto eu soltava o ar pela boca, senti as pulsações entre minhas coxas, estava úmida, desesperada por fosse o que quer que ela fosse fazer.

Meu mamilo estava tenso contra seu polegar que se movia em círculos. Senti a suavidade de seus lábios ao beijá-la profunda e lentamente.

Deixou a cabeça cair sobre meu peito e beijou meu mamilo.

A umidade que eu sentia entre as pernas era avassaladora.

Meti-me dentro de seus braços, segurando-a com força, aspirando profundamente seu perfume.

Inclinei a cabeça e a beijei, beijei-a e beijei um pouco mais.

Quando deslizei meus braços ao redor da nuca dela, ambas perderam o controle, fechamos os olhos.

Cravei minhas unhas em sua nuca quando ela puxou minha calcinha fazendo-a descer por minhas coxas.

A visão de sua língua rosada provocando meu peito me paralisou, especialmente quando seus olhos encontraram com os meus enquanto rodeava meu mamilo.

Deixei-me ir completamente, me sentia até mesmo aliviada.

Gemi perdidamente.

Ela se impulsionou para cima de mim e falou em meu ouvido:

— Eu gosto desse som. –

Os dedos dela se afundaram em meu cabelo.

Deslocando-se para meus lábios, beijou-me com mais força do que antes. Eu estava completamente excitada, cada ato dela fazia com que meu sexo se umedecesse rapidamente.

Apoderou-se de minha boca e acariciou-me o sexo. Com profundos arremessos da sua língua em minha boca, eu joguei a cabeça para trás, perdendo-me completamente nela.
Arquei os quadris, eu estava sem ar e desesperada para falar.

Seu dedo do meio deslizou para dentro de mim. Viu suas coxas estendidas e seus dedos deslizando-se dentro e fora de mim.

Tremiam-me os ombros, e minhas coxas se sacudiam convulsivamente.

Ela respirou profundamente.

A atrai para mim, sugando um mamilo dentro da boca e acariciando o outro com o polegar enquanto eu ofegava.

Ela gemeu, e a ouvi lamber os lábios.

Sorriu acariciando-me enquanto eu tinha o orgasmo. Quando finalmente ela se aquietou, parecia envergonhada. Eu sabia que ela não havia estado com ninguém em muito tempo, e nunca com alguém como eu, e jamais feito aquilo.

Fiquei quieta e ela também. Ambas estávamos ofegando.

Ela franziu o cenho. E quando inalei profundamente sua embriagadora fragrância, eu levantei os olhos para os dela.

Manteve o olhar fixo nos meus enquanto voltava a acomodar-se sobre seu travesseiro.

E enquanto ela deitava com uns quinze centímetros de distância entre mim, senti uma saudade como se ela tivesse abandonado o país.

Ficando de lhttps://i2.wp.com/25.media.tumblr.com/tumblr_mc3k2cn5O51qj1d10o1_500.jpgado, apoiei a cabeça na parte interior do braço e a contemplei enquanto ela olhava fixamente o teto.

— Juliana… — meus olhos percorreram seu corpo e retornaram a seus olhos.

— Eu também te amo… muito— falar mais iria arruinar o que havíamos acabado de compartilhar.

Ela me olhou. Sorriu e roçou minha bochecha.

Tomei sua mão entre as minhas e beijei sua palma.

Agora ela estava ofegante e ruborizada. Uma fina película de suor cobria uma porção do seu rosto.

Ficamos só Deus sabia quanto tempo ali deitadas lado a lado, encarando uma a outra com um sorriso felicíssimo nos lábios.

Autora: Anna Karoline

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copyright© – Todos os direitos reservados
Plagio é crime e está previsto. no artigo 184 do código penal.

California Gurls

 

Estava ouvindo Jessie J – We Found Love, quando ela chegou pra mim e disse tudo.
Fiquei estática, perplexa. Nunca imaginaria que isso algum dia aconteceria. Claro, tudo bem que eu já sentia algo por ela, mas Ela chegar pra mim e falar? CARACA! Pensei comigo mesma.
Isso está REALMENTE acontecendo? Alguém me belisca ou cutuca, mas vou considerar que quem me cutucar, QUER MEU CORPO NÚ.
Como assim Brasil? Carminha, isso realmente está acontecendo? 
Questionei-me.
– Mas, mas… Falei boquiaberta.
– Mas, mas nada… Essa é a verdade, estou gostando de você.
– Josi, sério? Tem certeza disso?
– Claro que tenho Amanda, já me viu vir aqui e mentir sobre algo sério? Não Né. Respondeu ela

Estava meio confusa, não estava relacionando as coisas direito. Pensava em dez coisas ao mesmo tempo, e todas as dez eram relacionadas à Josi. What The Fuck?
– Só espero que você não mude por conta disso. Disse ela abaixando a cabeça.
– Vou ser sincera com você Josi… Desde quando passamos a nos conhecer mais, a interagir mais, comecei a sentir algo, no começo fiquei em dúvida, porque você não parece… Ser.
E assim, eu também gosto de você.
Ela repentinamente me deu um abraço e chegou bem perto do meu ouvido e sussurrou. – Eu já sabia!

Comecei a rir e acariciar seu rosto. E ela num impulso me deu um beijo na boca.
E era beijo pra cá, beijo pra lá…
– Ainda bem. Disse ela.
– O quê?
– Você!
Rimos juntas. Estava feliz por ter acontecido isso, foi tão surpreendente pra mim que ao mesmo tempo foi muito louco,

eu não parecia estar na Terra, ou em casa. Eu estava mesmo era na Lua, ou melhor, na terra dos Sonhos.

Eu acho que eu tô é no Clip CALIFORNIA GURLS da Katy Perry, só pode!
Tudo estava perfeito, o beijo dela era perfeito. Que Tentação!
Ela me fazia delirar, estava tão entregue de uma forma que não havia mais como parar, queria cada vez mais, um pouco de tudo.

Ou melhor, queria tudo mesmo. Estávamos no chão da Sala, rolando, feitas loucas, com sede de beijo, parece que namorávamos

e fazia duas semanas que não nos víamos e a saudade enorme. De repente ela me puxou pela mão e me levantou a caminho do quarto,

já estava começando a achar que iria rolar algo mais profundo. Deitamos na cama, olhando uma pra outra, sorrindo e admirando.

Como ela era Linda!

Ela deu um beijo no meu rosto. – Eu quero você. Sussurrou ela. Comecei a acaricia-la, querendo cada vez mais que estivéssemos juntas.

Olhei-a e sorri. Ela deitou em cima de mim, encostou o ouvido no meu… – Yellow Diamonds in the light... Começou a cantar.

Autora:  Sapalice

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Plagio é crime e está previsto. no artigo 184 do código penal.

Entrega

Ela se deitou na cama. Toda avontade. Joquei meu pescoço para trás quando meus olhos se encontraram com os seus. Firme, forte e selvagem. Seu olhar era tão intenso, que quando me encarava chegava a quimar.

Então algo verdadeiramente extraordinário aconteceu. Fui tomada por uma onda devastadora de apetite sexual, autêntico e espontâneo. Senti meu corpo arder em desejo – ardente e úmido. Minhas entranhas pulsavão por ela. A tontura me obrigou a me apoiar na parede.

Ela cantava bem, era inteligente, linda e divertida. E incrivelmente sensual. E eu a desejava muito, é claro. Mais eu sempre me sentia sem jeito a esse desejo.

Sentei-me ao seu lado.

Então a observei. Comecei pelas coxas, que apareciam leigeiramente abaixo da barra do vestido que ela usava. Corri os olhos por ela. Sob a silhueta de seu corpo. Seu pescoço, seus deliciosos lábios absolutamente perfeitos. Queria beija-lá. E também queria acompalha-lá no interior dos seus lençóis sobre a cama. E não sair de lá até amanhecer, ou talvez, nunca mais. Por noites e dias infinitos.

Peguei-me pensando em sua pele: lisa, macia, quente… Imaginando suas coxas, depois separando-as com as mãos. Abrindo caminho a beijos ao local onde eu desejava estar tão desesperadamente… Engoli em seco, sentindo minha pele se arrepiar, e algo contocer-me as vísceras, prodizindo uma especie de cãibra na barriga. Prendi a respiração, esperando que aquela vivificante sensação passasse, mas ela só aumentou. As difusas imagens que tive dela me obrigaram a fechar os olhos. Merda, eu não estava só com uma depravada nessecidade de sexo. Era uma nessecidade: dela.

Houve uma longa pausa. Ela se revirou na cama. Os lençóis rangeram suavimente quando ela se moveu. Eu olhei seu brilhante sorriso e seus lábios molhados. E ela sorriu do meu olhar sobre ela. Sobre seu corpo, sua roupa íntima.

Descidi tomar uma atitude. Movi-me rápida para que ela não tivesse tempo de pensar e tão pouco eu. Segurei-lhe o rosto com as mãos e a beijei. Apenas um selinho.

-Ingrid? – ela retrucou. Que beleza de situação, pensei. Eu estava morrendo de medo do que ela diria agora. – Por que fez isso? – sussurrou ela. Como poderia não fazer?, pensei.

-Porque tive de fazer! – tentei me acalmar. Tinha que ir embora. Devia deixá-la sozinha. Mais não consegua deixa-lá. Fiquei de pé rapidamente estabelecendo uma distância entre nós. Sem sombra de dúvidas precisava ir embora dali. –Esculti, tenho que ir. –

-Por quê? –

Abri a boca.

-Diga-me a razão. – ela insistiu. Mas não respondi. – Está fugindo? – sussurrou Gabi. Era uma pergunta. Mas havia nela também um tom de provocação.

-Gabi.

-Por quê?

Senti-me torturada pela necessidade Dela.

Ela saltou da cama e se aproximou de mim. Rodeou-me a cintura com a mão. Eu chiei quando nossos corpos se colaram.

-Não vai me dizer?- perguntou ela. Meu corpo estremeceu buscamente, minha respiração quebrou o silêncio do quarto. – Você me deseja! É obvio. – ela sorriu. – Você me quer? –

Ela também me desejava. Estava estampado nela. Nós seus gestos. Como me olhava. Como me tratava. Eu podia ver claramente quando ela me desejava.

Abaixei a cabeça. Que jogo ela estava fazendo? Estava brincando comigo? É claro que eu queria.

-Diga que não, Ingrid. – provocou-me novamente. Levantou-me o queixo com a ponta do dedo indicador. Desejei ver-lhe o rosto com nitidez, para ver se falava serio. O maguinífico cheiro dos seus lábios me deixou tonta. Sua pele era de uma bonita cor de creme. Tudo nela era bonito e delicado. Seu nariz, suas mãos, seus lábios, seu corpo. Fiquei em silêncio, sentido o efeito do calor do toque das suas mãos em mim e o cheiro adocicado ao meu redor. Eu nunca havia me sentido daquela maneira. Na presença de ninguem.

Ela tinha grandes olhos castanhos escuros. Naquele momento eu só via Gabi. Será que ela também só via a mim? Respirei fundo, querendo saber o que eu sentia por aquela mulher.

Ela sorriu para mim. Naquele instante eu sabia exatamente o que sentia por ela. Senti-me leve. Livre. Senti-me de repente, viva. Contemplei a beleza de sua face. Eu sorri, amando tudo nela. Era tão… Perfeita. Precisava dela mais do que tudo, pensei

enquanto levava a mão ao pescoço dela. Senti aquela doce embriaguez que vinha toda vez que ela me olhava. Aquele desejo dentro de mim começava a se agitar. Eu estava encantada. Puxei seu rosto para mais perto do meu. E algo intenso revirou meu peito, atravessou meu corpo todo. Senti sua respiração encantar meus lábios. Contei cada uma de suas respirações, tentando manter a calma.

Afastou o cabelo do meu rosto, com a ponda dos dedos macios parando sobre minha bochecha. Ela beijou o canto dos meus lábios, me deixando zonza. Eu não me movia quase nem respirava. Só o que fazia era olha-lá embasbacada.

Minha garganta estava seca. Meus olhos estavam vidrados nela. Ficar tão perto dela é tão… Eu queria abraçá-la, correr os dedos sobre a pele macia dela, o cabelo negro. Cheira-lá toda. Sentir seu corpo, seu calor. Quando ela me olhou pela primeira vez, vi fraguimentos de esperança, de uma paixão, entrar em meu coração. Havia algo naquele olhar. Aqueles olhos castanhos olhavam através de mim. Como se ela pudesse ver todo o meu passado e presente, toda dor e medo que eu havia encontrado. As coisas que eu mais desejava no mundo. Vendo seu rosto doce, a ferida aberta em meu peito desapareceu.

Ela não sai dos meus pensamentos. E eu sei que não importa o quanto eu tente, sempre terei ela em meus pensamentos.

Eu ri, pensando que, quanto mais tempo passava com ela, mais bonita ela parecia ficar.

Meus olhos brilharam. Seus lábios me fascinavam. Observava-os moverem-se enquanto falava, e me perguntava como seria sua textura e seu sabor.

-O que ta olhando?- ela sussurrou.

-Sua boca – eu disse.

-O que tem ela? – perguntou ela com a voz rouca.

-Eu a acho… Maravilhosa. –

Coloquei as pontas dos meus dedos sobre seus lábios inferiores. Inspirei com tal força que inalei o perfume de sua pele, e quando exalei com um estremecimento, ele voltou para ela quente e úmido.

-É macia – eu disse, roçando-a com o dedo indicador. Fechei os olhos.

Lentamente, os lábios dela se fecharam ao redor do meu dedo, lambendo a ponta com movimentos circulares. Uma onda de prazer percorreu meu corpo. Os meus mamilos furmigavam e alguma coisa acontecia entre minhas pernas. Senti-me faminta por ela.

Ela segurou minha mão sugando todo meu dedo até que ele saisse de sua boca. Com meus olhos fixos nós dela, virou-me a palma da mão para cima, lambeu o centro e pressionou os lábios conta minha pele.

Eu me inclinei sobre ela.

Seu corpo emanava um perfume embriagador. Eu tinha percebido a sedutora fragrância no momento em que pus os olhos nela pera primeira vez.

Imaginei beijando sua boca. Sentindo o interios cálido, escorregadio, úmido. Lambi os lábios.

Fechei a boca de repente. Mais com os olhos brilhando. Prendi a respiração, perguntando-me se ela falava realmente serio. Meus olhos não se separavam dos lábios dela. Sentindo aquela doce sensação de sufocamento.

Inclinei a cabeça e pousei os lábios em sua boca. Santo Deus, ela é muito boa no que faz. Afastei-me.

Ela me olhou fixamente, como que paralisada. Então, soltou um longo suspiro, como se estivesse exalando todo oxigênio do corpo.

Meteu a língua dentro da minha boca enquanto me segurava pelos quadris. O gemido de satisfação que ela deixou escapar aumentou ainda mais meu desejo por ela. Cravei as unhas em suas costas e ela respondeu com outro gemido. Isso mostrava que ela tava tão ansiosa quanto eu.

Ofegante, levei o fôlego dela para os meus pulmões, querendo reter uma parte dela dentro do meu interior. Ela murmurou de satisfação, e continuou me acariciando suavimente. Quando ela oscilou na minha direção, tracei o contorno de seus lábios com a língua. Tem um sabor tão doce, pensei.

Ela capturou meu lábio inferios com a boca, segurando-o.

Eu gemi. Ela interrompeu o beijo.

-Não gostou? – perguntei.

-Claro que gostei. – disse ela com uma voz grutal. – Acredite. Gostei, de verdade.

Ela se equilibrou para frente e tomou-me em um beijo ardente. Aquilo foi poderoso. Erótico. Mais ardente que o inferno, enquanto explorava minha boca.

Por Deus, se meu coração podia aguentar um beijo dela, provavelmente poderia fazer muito mais que isso. Qualquer coisa.

-Quero mais de você. – eu disse. Ela lambeu os lábios. Seus olhos brilhavam.

-Tudo o que quizer de mim. – murmurou. Depois de uma pequena pausa, disse – Gosto da forma como me sinto quando estou perto de você. –

– E como se senti? – perguntei.

-Sinto-me segura. Você me passa muita confiança. Sinto-me linda – ela fez uma pausa olhando meus lábios – e, sinto outras coisas. –

-Como o quê? –

-Sinto um calor. Aqui – tocou os seios – e aqui – suas mãos roçaram a junção de suas coxas.

Comecei a ver duplo, meu coração disparou. Suspirei fundo.

-Sente algo?- perguntou ela.

-Pode ter certeza que sim. –

Minha voz soou pastosa. É o que ela faz comigo… Leva-me ao desespero.

Empurrou-me para a escrivaninha, atrás de mim, sentando-me. E colocou o corpo diretamente entra minhas pernas. Quase no lugar exato onde eu queria que ela estivesse.

Ao olhá-la, eu estava pronta para tudo, preparada para me meter por debaixo daquele vestido, separar suas coxas com minhas mãos, e me enterrar em seu calor. Eu tinha a necessidade de estar dentro dela.

Segurou meu quadriu, e me levantou. Ela me carregou sobre o quarto como se eu nada pesasse. Deitou-me sobre a cama, debaixo dela.

Eu sorri, deleitando-me com o súbito desejo estampado no rosto dela.

Tudo nela irradiava sexo! Do seu corpo perfeito, até a forma como andava e o aroma da sua pele. Jamais conheci uma mulher assim. Ela se inclinou um pouco sobre mim. E num impulso eu agarrei seu vestido puxando-a para mais perto, tentando aproximá-la de minha boca. Outro gemido escapou de sua boca.

Eu estava pasma. Imaginei-a beijando a parte interna de minhas coxas, encontarndo meu sexo com a boca. Chupando-me. Lambendo-me.

Eu sei que não devia estar alí. Sei que devia dizer não. Precisavamos conversar. Ou simpliasmente eu deveria ir embora. Realmente eu deveria…

Só que eu não conseguia ir, não sei provar mais dela.

Droga. Não devia estar me envolvendo nesse drama. Deveria me proteger. Nada disso, com ela, tem promesa de futuro. Eu fiquei descuidada. E isso era perigoso.

Beijou-me o pescoço. Ah que se dane…

Olhei para cima, com uma ofegante expectativa, enquanto ela precionava seus lábios sobre os meus.

Em um doce arrebatamento, introduziu a língua em minha boca.

Meu coração… Ela estava possuindo-o, tomando-o. Arrancou-me a blusa e o sutiã.

Quando deixou minha boca, desceu por meu corpo. Lambeu-me o pescoço. Chupou-me os mamilos. Arranhou minha barriga delicadamente com as unhas. Mordiscou-me os ossos da bacia. Arrancou-me a calsa, puxando-a até meus pés, e voltando para cima de mim. Fez o mesmo com a calcinha.

Ondas de um extenuante calor percorreu todo meu corpo. Meu coração palpitava tão rápido que chegava a pular algumas batidas.

No instante em que ela colocou os lábios em meu sexo, faltou-me muito pouco para eu alcançar o êxtase. Gritei, com o corpo convulsionando. Ela parou, dando-me tempo para me acalmar.

E, então, começou a me torturar. Beijava minhas coxas, minha barriga. Praticamente todo meu corpo. Passava perto, de onde eu tanto desejava que ela estivesse mais logo se desviava. Levou-me ao limite repetidas vezes até que eu me vi obrigada a suplicar.

Minhas coxas estavam completamente abertas. Então, tocou-me com a boca. Começou a se mover num ritmo lento e constante. Ela sabia exatamente quando acelerar o ritmo e quanto pausar. A combinação de sua boca úmida e sua língua macia, os chupões, lambidas e modiscadas, chegavam a ser covardia.

Ela tremeu sobre meu corpo, ofegante, enquanto minhas próprias e deliciosas ondas me deixavam sem folêgo.

Ela fez um movimento para descer, para sair de cima de mim, mais eu a detive, segurando-a pelo quadriu, falando, docimente que ela ficasse mais ela pareceu não entender.

-O quê?-

-Fique onde está – eu disse.

Ela se acomodou sobre meu corpo, relaxando completamente. Podia sentir sua vulnerabilidade naquele momento de tranguilidade. Seu coração estava quase ao meu alcance.

-Você é extraordinariamente linda. – ela sussurrou. Sua voz soava diferente. Ela lhe parecia diferente. Ela começou tocar-me novamente.

-Gabi – segurei-lhe a mão entre a minha, obrigando-a parar. Ela se afastou um pouco, e fexou os olhos, confusa. Eu deveria lhe contar. Fosse o que fosse, a verdade é o que ela deveria ouvir. – Amo você – sussurrei.

Suas pálpebras se abriram de repende. Era como ser iluminada por dois refletores. Ela sorriu incrédula. Mais ela não disse uma palavra.

-Meu Deus, gostaria de ver seus pensamentos nesse momento. Por que não me diz nada? – pousei minhas mãos em suas faces.

-Posso dizer-lhe o que veria – murmurou ela – “eu amo você”. É o que veria.

Eu fechei os olhos e ri. Eu resplandecia. Beijei-a. Seu sorriso estava radiante.

Virei-a sobre a cama, tirando delicadamente apenas seu vestido. Inclinei minha cabeça para trás para olhá-la. Sua beleza me deslumbrou. Sua estrutura facial era perfeita, seu corpo era gracioso. E o perfume que usava… Penetrava em meu nariz, em meu cérebro. Cheirava tão bem que meus olhos se encheram de lágrimas.

Era irreal, pensei. Tão linda.

Eu não me movia; quase nem respirava. Só o que fiz foi olhá-la embasbacada.

O que parecia ter deixado-a nervosa. Mais eu sei que não era por ser acostumada que a olhassem assim. Mais eu a olhava sem perder um detalhe, examinando-a cuidadosamente.

-Por que me olha tão fixamente? – levou a mão ao vestido que estava ao seu lado, cobrindo seu corpo.

Senti queimar primeiro o pescoço, e depois, as bochachas.

-Sinto muito. Provavelmente está farta que a olhem fascinada. –

Ela negou com a cabeça.

-Caraca, você é tão… Totalmente… Linda. – minha voz fraquejou. Caramba, ela era maravilhosa. Tinha o queixo delineado, e um furinho no meio, lábios desenhadinho, perfeitinhos, e maçãs do rosto proeminentes quando sorria. Cabelo, liso e negro, caía-lhe até os ombros.

Ela inclinou a cabeça, examinando-me. E passou a mão pelos cabelos escuros. Seus olhos permaneceram cravados no meu rosto.

Eram olhos muito bonitos, pensei. Tão intensos. Ela olhava como se não pudesse ter algo que desejasse.

E eu podia entende aquilo melhor do que ninguem.

Sorri sutilmente e aproximei-me dela mais um pouco.

-Gosto de como me olha – seus olhos voltaram a se concentrar em meu rosto – só não estou acostumada – explicou, levando a mão ao meu pescoço.

-Caramba, você não parece ser real – eu disse baixinho. Tirei-lhe o vestido de cima do corpo.

Ela riu. Riu com só um canto da boca.

Coloquei a mão em seu seio, esfregando o mamilo com o polegar. Senti uma onda de calor na pele onde eu toquei. Instantaniamente, aquela sensação febriu se estendeu por todo meu corpo.

O que era aquilo?

A palma de minha mão estava quente. Forte. Sólida.

Ela ergueu os olhos para mim.

-Não posso respirar – sussurrou.

Eu quase caí de costa.

Santo Deus, pensei. Ela parecia me desejar, tanto quanto, eu a desejava. Mas isso não pode ser real, pensei. Devia estar brincando comigo diante daquele inocente assombro ao meu toque.

Observei-a enquanto ela respirava com dificuldade. E então ela lambeu os lábios.

Inclinei-me sobre ela. Percorri a lateral do seu pescoço com meus lábios. Sua pele era tão suave. Acariciei-lhe a face ternamente, sem conseguir despregar os olhos de sua boca. Baixei os olhos para os seios. Movi os dedos em direção a sua boca. Fiz uma pausa, e beijei seus lábios.

Ela agarrou minha mão e me guiou entre suas coxas, dentro da calcinha, pressionando os dedos contra seu corpo.

Quando ela gemeu me aproximei mais de seu corpo. Onde sentir os batimentos de seu coração e seus pulmões enchendo-se.

Quando deslizei os dedos para dentro dela, escultei-a soltar um gemido baixo, meu proprio corpo respondeu, me sentindo excitada. Sua quente umidade me envolveu,

estremecendo num orgasmo. Ela era apertada, quente, úmida, ela me envolvia completamente. Cada beijo, cada caricia, cada lambida e estremecimento foram ampliados.

Deslizei a língua pelo seu pescoço. Ela estufou os seios em minha direção, eu deslizei a mão acariciando aquela pele macia e quente. Sua barriga era plana. Percorri a borda do seu sutiã antes de encher a mãos com o volume dos seus seios cremosos. Ansiosa para conhecer o que faltava tirei-lhe a peça. E sentir a rigida pontada dos seus mamilos.

Eu me descontrolei.

Meus lábios foram cheios para um dos mamilos, que logo envolvel minha boca. Enquanto sugava, deslocou o corpo e estendeu sobre ela, caindo entre suas pernas. Beije-lhe a boca. Nossos seios se encontraram. Eu senti o corpo dela se ondular sobre o meu. Voltei a venerar os seios com a língua e, depois, continuei descendo pela barriga. Quando cheguei a tirar a calcinha, deslizei-a pelas pernas lisas.

O cheiro dela me invadiu com uma onda de frescor. Cobrir de beijos os quadris e o topo das coxas dela. Imapaciente, as mãos de Gabi agarraram meu cabelo enquanto me direcionava, para o local exato ao qual eu já estava indo. Precisava prová-la.

Puxou meu rosto, querento beijo. Então voltei a usar os dedos. Deixei escapar um gemido de êxtase. Que pareceu deixá-la loca.

Fui muito meiga com ela, muito carinhosa. Por mais que ela me forçou a ir mais rápido e forte.

Deixei cair à cabeça no seu perfumado pescoço. Onde meu longo cabelo se esparramou e se misturou com o dela. Muito adorável. Muito sensual…

Beijei-lhe todo o corpo. Enquanto ela me acariciava. Por um tempo, fiquei imóvel, absorvendo a sensação de êxtase, sentindo minhas entranhas latejar. E queria mais, e estava disposta a dar mais. E ela também parcia querer o mesmo.

Quando recuperei lentamente os meus sentidos, percebi que era a primeira vez que eu tentava agradar tanto a uma pessoa. Nunca me dediquei tanto, igual, me dediquei a ela. Peguei-lhe o rosto entre as mãos e pousei meus lábios sobre os dela.

Autora:  Anna Karoline

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Plagio é crime e está previsto. no artigo 184 do código penal.

Jaqueline

Jaqueline era uma mulher belíssima, disso ninguém duvidava.

Agora que ela se interessaria por mim, isso era uma grata surpresa. Ao ser apresentada por uma amiga minha, Jaqueline se mostrou cordial, mas ali naquele banheiro do bar, pude ver como ela era amistosa. (risos) Talvez Helen, minha amiga e confidente tivesse contado sobre minhas intenções, desde que a vi na página de uma rede social, sorrindo ao lado das amigas do time de basquete da faculdade, feliz por ter conseguido chegar a grande final do campeonato. A boca fina e bem feita, os olhos brilhantes… Sim, eu senti um desejo incontrolável por ela. Então resolvi arriscar, pedi para Helen marcar algo e levar Jaqueline com ela. Encontramos-nos num local agradável e muito bem freqüentado. A conversa rolou pela noite adentro e depois de alguns copos, fui ao banheiro, ouvi passos atrás de mim, quando me virei, ela me empurrou gentilmente para dentro do reservado. Espremendo meu corpo contra a parede fria, senti meus seios esmagados pelos dela. A sua boca procurou a minha com avidez. A língua procurando a minha, se transformando numa tortura, ela me tocava como se quisesse me invadir totalmente…

Os gemidos dela entravam e saiam dos meus ouvidos, sua respiração ofegante me dava calor, sentia meu sexo em chamas. Suas mãos percorriam meus braços, apertando, eu me entreguei a ela, quase uma estranha… Minha mão tentou entrar na sua blusa, queria tocar seus seios, mas ela não permitiu… Falou no meu ouvido que ela daria as ordens, e naquela hora eu seria seu brinquedinho… Me arrepiei… Para facilitar as coisas, coloquei meu pé sobre a privada, como estava de saia ela teve caminho livre pra me tocar. Meus gemidos já eram bem audíveis, quando ela deslizou a mão na minha coxa e tocou meu sexo por sobre a calcinha, sentindo toda minha excitação molhando toda renda vermelha. Eu já tentava subir e descer escorregando pela parede, mas o corpo forte dela me espremendo não deixava. Seus dedos longos afastaram o elástico e tocaram meus pequenos e grandes lábios. Abracei seu corpo com sofreguidão querendo me fundir nela. Ela acariciava de um jeito sedutor e seu sorriso maldoso me mostrava que ela queria me enlouquecer. Então seus dedos penetraram em minha carne quente, senti-a bem no fundo de mim, seus movimentos intensos, indo e vindo, entrando e saindo, me deixando mole… Enquanto sua boca descia por meu pescoço e devorava meus seios por cima da blusa, afastando com ímpeto o pequeno pedaço de pano que os cobria, sua boca sugando o bico firme e rubro. Eu me agarrava em seus cabelos loiros e longos, pedindo pra ela me fazer gozar como nunca, e ela tentava me atender… Fazendo movimentos circulares dentro de mim, com um e com mais dedos… Firmes, quase me machucando…

Eu pensava que alguém lá fora poderia ouvir-nos, mas a vontade era grande demais pra virar lucidez… Então nas idas e vindas dos dedos dela, eu gozei intensamente… Ela sentiu as minhas contrações vaginais e serenou os movimentos; beijando minha boca delicadamente ela abafou meus gemidos… Eu me segurava em seus ombros, minhas unhas fincadas na pele alva. Com um suspiro ela foi abaixando lentamente, beijando minha barriga, eu fiquei atônita, não entendi bem o que ela queria… Então ficando de cócoras, já que não tinha como ficar de joelhos, ela suspendeu minha saia até a cintura e baixou de uma vez só a minha calcinha, expondo meu sexo aos seus olhos. Agarrando minha coxa com firmeza, ela abriu minhas pernas, e seu rosto entrou no meio delas. Tomada pela surpresa eu enlouqueci, ela me chupou muito forte, eu sentia meu liquido escorrendo, e ela ali sugando tudo, a boca macia tocando meu clitóris que a pouco pulsava de satisfação. Apertei sua cabeça e implorei por sua língua em mim, ela passeava pelo meu sexo, provocando, mordendo, lambendo… Eu me esfregava nela ardentemente, olhei para seu rosto e ele estava todo molhado de mim. Segurando sua cabeça com firmeza, olhei em seus olhos e senti que seria tragada novamente por aquele turbilhão de emoção que era o orgasmo, e ele veio forte, me dobrando sob ela, fazendo minhas pernas tremerem e ela gozar só de ver isso.

Voltamos para a mesa alguns minutos depois, Helen nos olhou com uma cara de quem sabia muito bem o que tinha rolado. Meus olhos ávidos, procurando a noite toda pelos seus. O rosto de Jaque lívido, a pele corada… Com toda certeza todos perceberam que no mínimo estivemos flutuando por alguns instantes em outra órbita.

Meu cigarro chegava ao fim

Meu cigarro chegava ao fim, encostada ali na parede da sala, eu olhava aquela mulher linda, dançando pra mim. Os cabelos longos e pretos, o vestido que ia até os pés, descalços… De vez em quando ela me deixava ver parte da cinta liga que usava pra me destruir… Meus seios já estavam durinhos sob a camiseta branca, e minha cueca Box já estava completamente molhadinha. Dona de um corpo sequinho, cheio de curvas, rosto perfeito, boca sempre macia e vermelha, Carmem era uma delícia de mulher, estávamos juntas há uns quatro meses, e eu ainda morria de tesão nela, coisa que não era muito comum. Meu nome é Sam, tenho 32 anos e não me apego aos relacionamentos. Carmem foi me tomando de assalto, eu sempre dizia isso… Ela me arrebatava, sempre inventando algo novo em nossas noites tórridas de amor, sempre me agradando com bilhetinhos, ligações no meio do dia… Quando deitava na cama, se fingia de tímida e ficava fechando a perna enquanto eu lambia desesperadamente a parte interna da sua coxa macia.

Eu bem sacava a dela, ela era uma mulher incrível, que sabia agradar, sabia fazer sexo como ninguém, mas eu não ia me prender a ela, já estava calejada, já havia sofrido muito… Naquele dia, eu ali encostada na parede, fumando e pensando em como a vida me dava chances de ser feliz com mulheres, percebi que Carmem foi se chegando de costas pra mim até que colou seu corpo no meu, senti sua bunda firme e me excitei ainda mais, passei minha mão pela lateral do seu corpo indo de encontro aos seios, apertei-os, senti o tamanho com as mãos, depois desci uma mão e levantei o vestido, apertando a carne quente das coxas… Ela se esfregou em mim docemente, mas fugiu, continuando a dançar de costas. Levantou os cabelos bem no alto da cabeça e me ofereceu o zíper, bem lentamente eu o fiz deslizar pelas costas dela, descortinando a pele morena e macia, beijei cada pedacinho, até que me ajoelhei… Ela tirou os braços da manga e o vestido escorregou pelo seu corpo, eu fiquei ali com a visão da bunda mais empinadinha do mundo, as coxas mais macias e o sexo mais quente. Segurei firme nos quadris fartos e beijei tudo que vi pela frente. Virei-a de frente pra mim e ainda ajoelhada já beijava seu sexo sob a calcinha. Ela me empurrou delicadamente e caminhou até a cama, eu quase me arrastei até lá, tamanha vontade de ter aquela mulher ali mesmo, no chão… Levantei e fiquei ali a meio metro de distancia dela, minhas mãos tocaram a alça do corpete e a fiz escorregar levemente. Beijei cada milímetro da pele sedosa que ia aparecendo, minha língua escorregando e fazendo um caminho molhado pelo corpo quente, os seios logo ficaram à amostra, eram de um tamanho médio, bem firme e delicioso, suguei os bicos que logo ficaram eriçados, ainda de pé me agarrei na cintura fina dela, e me deliciei, senti as mãos nos meus cabelos curtos tentando me empurrar pra baixo, mas eu nem pensava em tocar seu sexo ainda. Ela sempre foi do tipo afoita, adorava gozar e gemer meu nome alto, isso me excitava muito também, mas eu tinha minhas preferências é lógico, e uma delas era torturá-la ao máximo. Deixei a boca correr por sua barriga, até que ela não agüentando mais deitou na cama macia e abriu as pernas delicadamente. Terminei de tirar o corpete que ela usava desabotoando aquele sem numero de colchetes, depois sem pressa tirei a calcinha de renda, o fundo estreitinho totalmente encharcado do seu liquido quente. Ela segurou os seus seios e me ofereceu gemendo, eu os segurei, deitei-me sobre ela e chupando ora um, ora o outro, comecei a esfregar meu sexo no dela bem devagarzinho. Ela fincou suas unhas em minhas costas, senti arder, mas não me importei, beijei os seios com mais força. E ela gemeu mais alto ainda, me implorando para que tocasse logo o sexo dela. Fiz o caminho tortuoso em suas curvas até chegar às coxas. Passei a língua provocando-a da virilha até o joelho, me sentei em sua coxa, meu sexo molhado encostado na coxa firme foi também uma tortura pra mim. Ela sentindo o meu desespero, abocanhou meu seio, chupando demoradamente, enquanto os dedos tocavam meu clitóris, puxei seu rosto e beijei-a com ímpeto e vontade. Minha língua procurando a dela, tocando em todos os cantos, entrelaçadas, molhadas… Ela apertava o meu clitóris com força, ela me conhecia, sabia que eu não demoraria pra gozar e foi o que aconteceu… Veio lá do fundo, um formigamento intenso, uma vontade de morrer e viver, explodindo em contrações gostosas, senti meu liquido escorrer, ela continuou acariciando, enquanto me beijava docemente… Não tive tempo de relaxar completamente, porque ela queria o prazer dela, e ela era intensa, mandona, queria ser chupada logo, com força, com ímpeto. Colei minha boca em seu sexo, o cheiro conhecido me invadiu as narinas, o sabor invadiu a minha boca, chupei seu grelinho até senti-la molinha, lambi e introduzi minha língua nela, o máximo que pude, mexi bem devagar em círculos, sabia que ela gostava, que gozaria fácil daquele jeito, e foi o que aconteceu, Carmem gozou na minha boca, senti seus espasmos na minha língua, sua ejaculação limpa, clara, quase transparente encheu minha boca… Era a primeira mulher que eu via ejacular e apesar da sua vergonha inicial, a minha adoração a fez relaxar. Deitei sobre ela, olhei nos seus olhos e vi algo que a principio me assustava, mas que com o tempo me acostumei.

Vi amor… Puxei-a pelo braço e no nosso abraço senti meu corpo se perder totalmente. Eu a queria demais, ela jogou suas pernas na minha cintura e eu caminhei até a parede e pressionei seu corpo. Minha boca colou na dela, e meus dedos a invadiram com ardor, com pressa, movimentos circulares, e de entra e sai e Carmem gemia alto, de tesão, de desespero, de vontade, fui rude, fui agressiva, queria apagar aquela visão de mulher apaixonada, mas tudo que fiz foi atiçar ainda mais aquela mulher quente. Ela recebia meus dedos com gratidão, demonstrava estar mais e mais envolvida, seus lábios sugavam os meus docemente, sua língua entrava e saía da minha acompanhando os movimentos dos meus dedos nela. Aquilo me enlouqueceu, coloquei-a no chão, virei-a de costas pra mim, e a penetrei por trás, sem dar chance pra ela reclamar, meus dedos a invadiram, sua carne quente e molhada, seu pescoço macio pronto para minhas mordidas, com a mão livre segurei seus cabelos e iniciei um movimento cadenciado esfregando meu sexo nela, ambas não conseguiam mais ter o controle, altos gemidos, gritos de prazer invadiram o quarto… O doce e forte orgasmo veio junto, tanto pra mim quanto pra ela… O seu corpo escorregou pro tapete me levando com ela, permanecemos alguns minutos ajoelhadas, tentando respirar novamente, tentando voltar a “vida” normal… Carmem minha eterna, com sua dança que me inspirou… Que dure pra sempre…

 Autora:  Célia Pereira

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Vinculadas

Retornando para meu quarto, ela me cercou. -Dengo.- chamou-me pelo apelido, me cutucando.
-Oi.- respondi abrindo a porta do quarto, não me atrevendo olhar em sua direção. Enquanto eu fazia o maior esforço para que meu corpo entrasse rapidamente no quarto e fechasse a porta. Mais quando eu mais precisava nenhum dos meus músculos funcionavam conforme eu exigia. Ela entrou, e eu tranquei a porta.
Oh Deus, o perfume dela… O perfume mais agradável que já me tinha entrado pelo nariz. O cheiro dissipou-se pelo quarto. “Agora é sua chance.” O coração gritou no peito, enchendo meu corpo de entusiasmo. Atravessei o quarto tão rápido que nem se quer senti meus pés ou o chão. “Vamos. Diga para ela sair do quarto.” Ordenei minha boca, mais nada saiu além de um suspiro. Deus, eu não posso ficar sozinha com ela. Eu não consigo.
Ela chegou perto de mim. Ouve uma louca agitação dentro de mim. Ela segurou minhas mãos. Ela me puxou para sentarmos na cama. “Sem duvida esse é o momento certo.” Meu coração sussurrou no peito, latejando de dor. Não que eu me preocupasse com a dor. Se for preciso suporto tudo que for necessário para protegê-la…
-Está tudo bem?- ela perguntou. Eu não sabia que podia ser tão doloroso assim… Mentir mais uma vez sobre estar bem. Achei que me afastar resolveria completamente o problema, mas, com certeza, não me ajudou em nada. Queria me jogar nos braços dela e gritar: ‘Não, amor. Nada fica bem longe de você.’ Ela apertou minhas mãos, me olhando quase sem piscar. Aquele olhar matava-me, machucava-me. Não podia mentir para ela. Isso dói. Dói.
-Dói tanto…- eu disse sem querer. Deus. Maldita boca… Porque repetira as palavras do meu pensamento? Seus olhos eram penetrantes. Em quanto olhava para mim. Afastou os cabelos dos meus olhos e disse:
– Vou cuidar de você. – ela sorriu gentilmente. Fiquei tão à mercê da resposta. Perguntei-me milhões de vezes se eu tinha ouvido certo. Meu coração saltava no peito de alegria. –Mais o que dói?- perguntou-me. O que eu responderia? Fiquei calada, ela continuou esperando. “Não seja tola. Diga a ela. É a solução para nos duas.” Abri a boca, mais dispensei à tentativa.
-Tudo bem. Não precisa me dizer nada. Eu sei o que é.- aquele sorriso assanhado e lerdo surgiu no canto da boca. Eu corei. Ela realmente sabia. Eu queria negar, mais era difícil mentir, ou enganá-la. O fato é que eu a amava e a queria. -Podia ter me falado.- ela disse.
Embora eu lutasse por ar, minha voz saiu forte. –Eu ia falar o quê?-
-Eu podia curá-la.- a voz dela baixou até se converter em um sussurro.
-Que confusão isso daria para nós duas…- eu disse.
-Não sei.-
-Então foi melhor assim.-
-Creio que não. Eu podia aliviá-la!- ela sorriu novamente.
-Poderíamos ser expulsas, ou, sei lá mais o quê.- soltei suas mãos.
-A possibilidade de nos pegar é praticamente nula.- ela se aproximou mais.
-“Praticamente” não é o suficiente. – respirei fundo umas duas vezes. Ela aproximou-se da minha boca. – Isso é errado e você sabe, não é? Não podemos fazer isso, e si…- pelo menos dentro do colégio era.
-Fique quieta, Dengo.- disse ela freneticamente. Com uma careta, dei-me conta de que ela mordia os lábios inferiores com força. Eu esfreguei as pernas da calça para não os lamber-la e beijá-la naquele momento. “Relaxa… sua imbecil…” respirei profundamente. Quando ela me tocou levemente os lábios, meu corpo estremeceu, emanando uma explosão no meu peito. Eu queria parar de pensar sobre tirar sua roupa e fazer amor com ela. “Tire as roupas dela e a cubra com o seu corpo.” Pensei.
Eu estava me agarrando a ela tão desesperadamente, imaginando o que ela sentia por dentro. Ela acariciou meu cabelo esparramado nas curvas do meu pescoço e ombro. Contemplei-lhe os olhos vidrados em mim, e tive uma crise de consciência.
Quando eu levantei, ela me puxou e me colocou sobre a cama. – Shhh…calma.- sussurrou-me, subindo na cama. Em cima de mim. Praguejando, deixei de lado minhas estúpidas preocupações e concentrei-me na Antônia.
Uma onda de beijos cortou o ar. Desta vez, me inclinei e lhe lambi os lábios. O sabor, e os movimentos frenéticos da sua língua, fizeram-me estremecer. Eu observei suas roupas por um momento e logo as arranquei de seu corpo desesperadamente. Virei ela sobre a cama, deitando-me sobre seu corpo. Ela estava tão magnífica sobre o lençol, as faces coradas, os lábios entreabertos, a pele iluminada. Eu a beijei. Só que mais quente. Mais selvagem. Fora de controle. Ela também arrancou minhas roupas, ânsiosa.
Quando nossas peles nuas se roçaram, eu gemi e ela mordeu os lábios de novo. Há explorei com a língua, com os lábios. Há aspirei ferozmente. Eu queria sua boca, sua boca… Eu a queria toda. Senti seus beijos para sempre não me parecia o suficiente. Nossos corpos balançavam-se juntos.
As pernas dela se apertaram em mim, e eu tive de separá-las quase a força, quando deslizei minha mão em suas lisas coxas e toquei suas delicadas partes intimas. Mantendo-a assim com as minhas próprias coxas. Só então me dei conta da umidade onde estava tocando. As mãos dela subiram minhas costelas até os seios, onde traçou círculos. A sensação subiu pela minha espinha e cravou em minha nuca. Meu corpo quase foi erguido, como se mãos invisíveis estivesse empurrando-me pelo peito. Deitei-me de novo sobre seu corpo. Cara, amaria fazer aquilo o dia inteiro. Ela gemeu e arqueou-se.
Que loucura era aquela de estar tão ansiosa por mais, quando a consequência para nós seria tão terrível? Dei-lhe vários orgasmos. Ela gemia e parecia se tornar momentaneamente incapacitada, com o corpo latejando. Quando estava pronta para dar-lhe mais daquilo, ela girou-me deitando na cama. Os seios turgidos, os bicos muito vermelhos… Linda. Irresistível. Ela me tocou e eu fiquei quase cega. Ela sussurrou algo, mais eu passei do ponto de não a ouvir. Eu queria me contorcer sem parar, ela teve que usar a força para me manter no lugar, empurrando, e me pressionado contra o colchão com o corpo. Veio-me grandes ondas, derramando-me, enchendo-me. Meus olhos permaneceram fechados por segundo, minha respiração era uniforme, mais a sensação ainda permanecia ardente em mim. Aquilo fizera me sentir… bem. Bem? Não, isso não serviria como definição. Fizera-me sentir… viva. Ela montou-me, encarando-me. A calma no quarto, no corpo dela, chegou a ser desconfortante. Movi a mão da coxa para a parte inferior de seu seio, e acariciei-lhe o mamilo com o dedo indicador.
Quando ela se mexeu um pouquinho e suas partes íntimas roçaram as minhas, não espantei que me invadisse o impulso de possuí-la novamente. Sou insaciável? Inclinei-me para ver-lhe o corpo. Perfeito. Analisei detalhadamente com as pontas do meu dedo. Por um momento senti que estivesse quebrando alguma regra, mas ela gemeu suavemente, e eu não resisti. Eu abri um sorriso satisfeito. Ela fechou os olhos, com uma careta, e apertou-me o seio com a palma da mão. Ela fez leves movimentos encima de mim. Aquilo era bastante agradável. A sensação fervia todo meu corpo e a me fazia imaginar Antônia revirando-me a cabeça novamente; nós duas fazendo sexo. Recordei com nitidez a sensação de tela por baixo de mim. As imagens em minha mente fluíam com facilidade, cada carinha linda, gemido, cada parte do seu corpo…
Nós começamos a arfar. Ela abaixou o rosto, repousando os lábios nos meus. Entreabrimos os lábios. Meu corpo ondulou, e meus quadris se moveram para cima. Um calafrio percorreu-me a espinha. Enquanto o sangue subia-me a face, olhei para ela. Ela sorriu e acariciou-me a face. Senti-me uma bobalhona ansiosa, mais curiosamente incapaz de parar. Deslizai a mão lentamente pela sua barriga macia e sem pelos. Espasmos de prazer começaram a fluir por todo meu corpo. Deus… Tela ali me excitava. Fixei-me em seus olhos. Perdi-me neles. Afoguei-me neles.
O olhar dela era tão encantador, brilhando sobre mim com carinho, como se me embalasse nos braços. Olhei-lhe os lábios. Os seios. A barriga… O desejo cresceu em mim exponencialmente, explodindo de tal forma que cada centímetro do meu corpo sentia uma tensão erótica. Os olhos dela se desviaram para baixo ela mordeu os lábios inferiores. Ela me beijou e um gemido escapou de sua garganta. Moveu a mão rapidamente em mim. Um segundo depois eu enlouqueci. Gemi enquanto minha cabeça golpeava o travesseiro e minhas costas se arqueavam. Golfadas quente atingiram-me o peito e a barriga, isso se prosseguiu ainda por um tempo enquanto ela me tocava. Ela só parou quando segurei sua mão. Eu estava muito sensível para ser tocada. Eu ainda respirava com dificuldade e minha cabeça ainda girava quando a puxei para beijá-la.
Deitei-a sobre a cama. Aproximei a boca da sua orelha, ela se arrepiou, respirei fundo, e soltei o ar devagar, e fiquei ali, abraçada juntinho ao corpo dela. Tracei beijinhos no pescoço dela, enquanto minhas mãos sujeitavam-lhe suas coxas. Fiquei tocando-lhe vagarosamente, intensamente. Eu prolonguei o máximo o seu orgasmo, mantendo-a naquele estado como se eu estivesse desesperada para que aquilo não terminasse.

Autora:  Anna Karoline

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