Apurando o gaydar.

Não sabia como começar, demorei um pouco pra escolher o tema certo, mas vamos lá.

Então para vocês que são frogs novas, recém descobertas e tão na pista pra negócio (quando uso essas gírias é que sei que to ficando velha) ou até mesmo as que já são experientes, mas tem um gaydar pouco apurado vou dar algumas dicas para que se possa evitar constrangimentos por dar em cima de uma hetero. Se é que hoje em dia com essa curiosidade toda, que não é do meu tempo (velha, haha), que facilita muitos relacionamentos existe algumas dessas mortais.

1. Shane e Megan Fox: Isso é uma dica ótima, se ela é feminina e conhece a Shane com certeza o teu gaydar tem que apitar. E que sapatão vai dispensar a Megan?

2. Ter vários amigos homossexuais: “Amor sem beijinho, sapatão sem viadinho, sou eu assim sem você.”

3. Dificuldade com o salto alto: Nas raras vezes em que usa salto parece estar em cima de pernas de pau, sente-se desconfortável ao caminhar.

4. Vício por mochilas: Praticidade não é? Deixar as mãos livres é sempre bom. Haha.

5. Dificuldade com gêneros: Trocar constantemente o ele por ela.

6. O gosto pela MPB: Cássia Eller, Maria Gadú, Ana Carolina… Sabe como é né? Que sapatão nunca se pegou cantarolando uma delas? Pois isso é sapamusic.

7. Cover do Galvão Bueno: Se tu tem a rede social da suposta sapa e ela não paga imposto pra narrar o “GOOOOOOOOOL DO TIMÃO, CHUPA PORCO”, desconfie.

8. Cursos mais escolhidos: Educação Física, Matemática, Filosofia, Letras (eu), Psicologia, Biologia, Física e Informática. Geralmente há lésbicas nesses cursos, só não entendo o motivo. Ah! Sem mencionar as Artes visuais que o pessoal, geralmente, é muito liberal.

9. Amam xadrez: É clichê, mas é verdade. Experimente ir na parada gay da tua cidade, parece uniforme, é xadrez pra lá, xadrez pra cá. Sapatão vive como se festa junina fosse o ano todo.

10. Tattos e piercings clichês: Maioria das lésbicas que eu conheço tem piercing no lábio, língua ou supercílio e tatuagens de estrelas. Não sei o real motivo para isso, mas ao menos na minha cidade é assim.

Claro que de todas as “regras” existem exceções, tem aquelas que nem o gaydar mais apurado consegue identificar, aquelas que nem escutam Maria Gadú ou Ana Carolina (pasmem, conheço sapas assim), aquelas que ficam meio a héteros e tu nem desconfia, aquelas que caíram de paraquedas no mundo gay e não quiseram sair do brejo nunca mais, essas nem mesmo eu sei identificar.

Espero que essas dicas ajudem, se não funcionarem e ainda sim o percentual de héteros que tu confunde com gays for grande… Bom, é como eu sempre digo, ainda resta correr para as montanhas.