Quando acontece

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Há às vezes na vida, entre milhões de decisões o aparecimento de encruzilhada. É o destino estendendo o livre-arbítrio. Ele nunca ira lhe lança apenas um caminho em um terreno que há mil possibilidades de alcançar o lugar certo, ele vai lhe testar para ver se merece chegar lá. Se for forte o bastante alcançará. Só não esqueça que não há voltas.

Tudo o que o destino faz é indicar os caminhos e as consequências, e esperar que você escolha sabiamente.

Tudo é questão de vontade.

Durante toda minha vida, fui obrigada a manter em segredo o que eu sentia.

Mas foda-se. Olha o que eu estava disposta a fazer agora.

Não me importava ser o que era e sentir o que eu sentia. A maioria das pessoas que eu conhecia, sempre alternavam entre mentiras e enganos e isso era o que eu não queria para mim. E quando estava com ela, desejava ser o que eu era.

Ela era naturalmente encantadora, tinha traços lindos e delicados, o cabelo loiro dourado e umas pernas longas. Seus lábios eram rosados. E seus olhos cor caramelo eram luminescentes. E suas bochechas estavam ruborizadas por causa da raiva.

-Se acredita que dizer que me ama vai mudar as coisas agora, vá em frente. Mas te garanto que isso só irá piorar as coisas. Depois de uns dias estaremos sangrando novamente, a situação seguirá sendo exatamente a mesma. Não pode mudar o que aconteceu. – eu a ouvi dizer. Sua voz era fria. Ele a ouvia atentamente. – Você é um idiota! – ela lhe deu as costas. Ele a agarrou pelo braço. Preparei-me para qualquer coisa.

-Não vá. Vamos conversar. – ele insistiu.

-Não creio que temos algo a mais para conversar. Acabou! –

-Você vai se arrepender! – sua praga não funcionou. Ela saiu da sala dando de ombro comigo.

Em seus olhos envolventes brilhava as lágrimas.

-Desculpa. – ela disse.

Oh, bem. Eu iria chegar nela e lhe contar a verdade. A verdade sobre me sentir atraída em um absoluto impossível por ela. Essa era uma linha de pensamento muito construtiva. Mas me faltava coragem. E aquele momento não era apropriado. Ou talvez fosse.

-Me leva pra casa? – ela pediu.

-Claro! – abri a porta do carro.

Ela permaneceu em silencio o caminho todo, até parar na porta de sua casa.

-Obrigada. –

-Você vai ficar bem? – perguntei.

-Eu não sei. Se importar de passar a noite comigo? – ela me olhou tristonha.

-Claro que não. – dei um sorriso consolador.

Deus ela estava chorando? Por um homem idiota? Ah, mas talvez não fosse por ele absolutamente, mas, por ela mesma. O problema era ela.

Odiava esta onde estava. Mas não queria abandonar sua casa, e deixa-la sozinha. Eu estava tentando apoia-la, literalmente, estendendo a mão pousando em seu ombro.

A imagem dessa cozinha frágil e muito organizada – olhei a minha volta – chorando, me partia o coração. Jurei a mim mesma cuidar dela até meu ultimo suspiro.

Sua cama era muito confortável. Fiz o possível para manter certa distância de seu corpo, mas às vezes ela que se aproximava.

Éramos amigas há poucos meses, mais havia uma ligação enorme entre a gente. Uma intimidade intensa.

E está noite tudo resultava muito claro dentro de mim, um brilhante brilho que me cravava em ambos os olhos, um rugido soando em meu coração, um incrível cheiro bombardeando meu nariz.

Ela virou-se para mim. Com o polegar limpei sua lagrima.

O pensamento de beija-la penetrou minha mente e permaneceu ali como um eco. Aproximei-me bruscamente dela. O desespero me fez voltar bruscamente para a realidade como nenhuma outra coisa poderia ter feito.

-O que foi? – ela perguntou.

-Nada. – passei a mão no cabelo, me sentindo zonza.

Ela me abraçou. Meu corpo ficou tenso. Não conseguia respirar. Completei abraçando-a.

Com um toque quis lhe transmitir consolo, calidez e empatia.

Minha mente estava emaranhada.

– Sinto muito. – eu disse.

– Oh, não, é melhor assim. Quero dizer, esperava muito dele, e ele não tinha nada a me oferecer, além do que já me deu… Um belo par de galhos. – ela riu de si mesma. Permaneci séria, imaginando a razão de um cara trair uma mulher como ela. Incrivelmente linda. Inteligente, humilde, simpática… tudo que me faria a pessoa mais feliz do mundo.

Era hora de mover-me, pensei.

– Sei o que sente, Ju. Não pelas mesmas razões… Mas entendo todo esse assunto da separação. –

-Já namorou? – ela perguntou. Pensei alguns segundos antes de afirmar. – Porque terminaram? –

– Duvidas. Insegurança. Desconfiança… – respirei tão profundo que ela me olhou preocupada. – Mais não da minha parte. –

-Intendo!- ela sorriu tristonha. – Qual o nome dele? – perguntou um pouco sem interesse, mais atenta a minha resposta. Mais permaneci em silencio. Me olhou grilada – Porque quando é exposto perguntas sobre sua intimidade ou seus sentimentos, se recusa a das respostas ou explicações? –

-Porque não vejo necessidade de expor certas coisas. E realmente acho que não quer saber sobre minha vida intima ou sentimental. –

-Porque acha isso? –

-Porque não é uma coisa sã de se ouvir. – sorri tensamente. Ela se afastou e me olhou furiosa.

Ela franziu o cenho me olhando séria. E assim também fiquei.

Quando o silêncio se prolongou, eu baixei o olhar.

— O que foi? — perguntou. Quando não levantei o olhar, ela pressentiu minha luta para que mudássemos de assunto. —O que aconteceu? – sua voz ressoou. Somente sua voz, sua clara e encantadora voz. Permaneci em um silêncio absurdo.

Naquele momento acho que até meu coração havia dado uma trégua em suas batidas para não incomodar meu silêncio de desespero e agonia. Aquela agonia era profunda.

-Nada. – eu disse.

-Evidente, que aconteceu algo. – Piscou os olhos.

A vontade bateu a porta, e eu estava louca para deixá-la entrar.

Sentei-me na beira da cama tentando encontrar espaço suficiente entre nós.

— Nunca imaginei… — clareou seus pensamentos— nunca imaginei que existisse algo que não pudesse falar comigo. Segredos… sei lá. Sempre te contei tudo. –

Quando ela deixou de falar, eu estava gelada até os ossos.

-Não se trata de segredo. Trata-se de respostas. Respostas que é impossível de saber sua reação. – sacudi a cabeça.

– Meu Deus, o que seria tão ruim ao ponto da minha reação ser… –

-O nome dela é Amanda. – disse com a voz estrangulada. Fechei a boca assim que me dei conta do que tinha revelado.

Ela respirou fundo.

No transcurso daquele caminho que eu havia escolhido, eu havia sido ferida muitas, muitas vezes. Mas nada, nenhuma ferida havia me doído uma fração da dor que senti ao lhe responder aquilo.

Ela levantou-se cambaleando, e se encostou contra uma das paredes de seu quarto.

— Dela?! – limpou a garganta. – Mulher?! Amanda? Está de brincadeira? Você é gay?–

— Terminou com as perguntas? Ou quer seguir dando voltas ao assunto um momento mais, perguntando todo tipo de significados a respeito do que estou falando? – perguntei. — Sim. Eu sou lésbica. Mas… — levantei-me estendendo a mão para lhe tocar o braço, mas ela se afastou —Juliana…

— Não me toque…

As palavras se fecharam em um golpe em meu ouvido.

– Essa era a reação que eu temia! – eu disse abrindo a porta com um puxão. A raiva bateu contra mim mesma.

-Espera! – Ela agarrou meu braço. – Me desculpa. Senta aqui, por favor. Vamos conversar. –

Pensei varias vezes antes de decidir ficar. Talvez não devesse. Talvez realmente fosse melhor ir. Mas ela parecia querer se redimir com sua atitude.

-Olha, sei que devia ter lhe contar isso antecipadamente, mais nunca tive uma oportunidade, e não encontrei motivos para entrar em um assunto tão serio, quanto minha opção sexual. – eu disse.

Houve um instante de silêncio, e logo ela irrompeu em um profundo, sincero e belo sorriso.

— Sabia que isso me agrada? – ela disse. -Por mais de uma razão. –

Eu realmente não estava entendendo nada. Mais aquela conversa verdadeiramente foi o começo de tudo o que se seguiu…

(Alguns meses depois.)

Quando estava amanhecendo, justo antes de o sol começar a aparecer no céu, fechei os olhos com força, forçando-me a dormi. Mais uma tentativa em vão. A dor em meu peito expandia-se através de todo meu corpo como um incêndio sobre em um canavial.

Eu ainda não entendia porque doía tanto. Era obvio que esconder um sentimento era doloroso, até mesmo brutal ao coração, mais não ao ponto de maltratar meu corpo e pensamentos, me tirando noites de sono, que poderia ser tranquilas. Ou seria?!

-Não consegue dormir? – disse ela baixinho em meu ouvido sem abrir os olhos. Eu a olhei entre meu ombro.

Deus! Amava o som baixo de sua voz. Amava tudo nela.

-Não. – disse virando-me frente a ela, meu coração deu um salto.

-O que te incomoda? –

Ela abriu os olhos, e o olhar que eu havia conhecido há alguns meses se concentrou em mim. Uma tristeza, do tipo que me fazia desejar não ter nascido, eliminou qualquer expressão em meu rosto.

Ao ver seus olhos tão abertos e quentes naquele rosto formoso e perfeito, senti uma vontade de confessa-lhe todas as coisas que sentia por ela.

-Juliana… – pronunciei seu nome com dificuldade, quereria dizer muito mais coisas, mas, talvez meu silêncio fosse o ideal. Eu mesma não compreendia meus sentimentos, mas sabia o que desejava fazer. O que precisava ser feito. Não existiam muitas palavras, eu estava cheia de atitude a oferecer-lhe.

Ela me olhou. Seu olhar não havia condenação. Simplesmente havia uma genuína preocupação.

Ela levantou o braço e pôs a mão em minha bochecha.

O brilho em seus olhos e o tremor de sua adorável voz me partiu pela metade. Logo comecei a me distanciar. Seu rosto lindo, seus deliciosos lábios, seus olhos desesperados. O golpe da fragrância natural dela, tudo aquilo fez querer chorar, gritar, morrer.

Com os olhos alagados de lágrimas e meu coração dolorido, respirando agitadamente abri a boca para falar.

Mais não saiu nenhum som.

Ela limpou as minhas bochechas úmidas com mãos enquanto eu tentava acalmar um incêndio sem controle dentro de mim. A sua ternura foi o que mais me surpreendeu.

Nossos olhos se encontraram. Merda, ela era perfeita.

-Que se dane. – meu tom de voz estava ofegante. Desejava tê-la apertada contra meu corpo nu.

Enquanto cortava a distância entre nós, os olhos dela aumentavam, mas eu não ia retroceder.

Olhava fixamente a boca dela. Naquele momento de silêncio, com uma explosiva vibração de paixão entrelaçando nossos perfumes no ar, ela era tudo, abrangendo simplesmente tudo.

Seus olhos baixaram em meus lábios deslizando um dedo por minha bochecha.

Senti uma doce e atordoante sensação de sufocamento.

Eu a desejava. E desejava mais ainda ascender seus desejos.

Eu a olhava fixamente com admiração.

Com uma expressão de desejo nos olhos, eu acariciei meus lábios nos seus. Eu a olhei nos olhos, aproximando meus lábios dos dela novamente, acariciei-a, e como não ouve nem um impedimentos, mais sim, uma resposta, estendi a língua e lambi sua boca. Continuei beijando-a até que ela se agitou na cama e me apertou com as mãos tão firmemente que o estranho eco de emoção estalou outra vez.

Eu desejava ir tão mais longe… Mas eu precisava ser cuidadosa.

Acaricie lhe o estômago e os quadris. Quando ela se retorceu, lambi seu pescoço e passei os lábios entre seios.

Perambulei pelo interior de sua perna nua e sutilmente, inexoravelmente ela abriu suas coxas ainda mais. Quando meus dedos roçaram suas calcinhas, um disparo de eletricidade dissipou em seu sexo, disparando através de seu corpo com um quente estremecimento. Ela estava totalmente molhada, isso me deixou ofegando.

Juliana me olhou, desnorteada. Tomei a iniciativa e tirei sua blusa, soltando cada um de seus botões frontais despindo-a. Seus peitos eram perfeitamente proporcionados, seus mamilos eram rosados…

Lambi meus lábios, pensando em mim abrindo caminho a beijos por suas coxas para em seguida passar minha língua, para cima e para baixo pelo lugar onde morro por estar.

A respiração dela foi como um disparo em meu ouvido.

O som de seus gemidos acendeu meu corpo e a minha necessidade.

-Por favor… – ela disse. Foi mais um gemido que uma palavra. Separai suas coxas, e abri suas pernas com meu corpo.

Dei-lhe a oportunidade de dizer não ou de desviar-se ou de deter as coisas por completo entre a gente. Mas nada ela fez.

Sobressaltou-se quando comecei a abrir caminho para baixo beijando seu estômago e mais à frente sua virilha.

Voltei até seu umbigo onde me movi a seu redor, de um lado a outro com rápidas passadas de minha língua. Penetrando-o com a língua. Oferecendo um adiantamento da atenção que a seguir ela receberia mais abaixo.

Acariciei seu sexo por cima do algodão que a cobria. Meus dedos deslizaram sob o elástico puxando sua calcinha para baixar, pelas coxas, e atirei-a Deus sabia onde.

Minha língua perambulou seu sexo, agiu e quente. A sensação de seu sexo na minha boca era muito vívida, junto com dois de meus dedos enterrados firmemente dentro dela.

As suaves carícias de minha língua pareciam suspensas e ardentes sobre seu corpo, fazendo com que ela se esforçasse para senti, transformando cada passada de meus lábios e minha língua em uma fonte, tanto de prazer como de frustração.

Gemeu tão alto que ecoou pelo quarto.

Ela gozou intensamente.

Cobri seu sexo com a boca, chupando-a, sugando-a. Ela gozou novamente, só que desta vez mais forte e devastadora. Continuei sugando-a, aguentando suas sacudidas e curvações.

Parei somente quando ela puxou meu rosto até o seu, onde o som de lábios contra lábios se elevou junto com os gemidos dela enquanto a acariciava.

Juliana virou o rosto expondo a suave pele que cobria seu pescoço. Tracei beijos delicados por todo musculo.

Eu permaneci em silêncio. Até que ela disse:

-Eu te amo. -seu tom de voz era muito profundo, mais que o normal.

Deus, a palavra era tão simples, entretanto, vinda dela, significava tanta coisa.

É claro que ela já havia me dito aquilo varias vezes. Só que naquele instante era diferente, intenso. Na realidade, era mais significativa a forma de como ela expressava o que sentia por mim do que dizer algo repetidas vezes, que não parecia ter valor algum. Como não havia antes. Não, da forma que eu queria. Que eu precisava.

Havia certa vulnerabilidade em seu olhar profundo. Ou talvez não. Talvez fosse ela que se sentisse vulnerável. E aquelas palavras tinha provocado esse estado.

Aposto que mais tarde, muito mais tarde, refletirei essas três palavras como sendo meu precipício.

Deitei ao seu lado, sem palavras, sem folego, paralisada.

-Eu sei… É estranho. Talvez você não intenda… Nem eu intendo. Simplesmente me apaixonei, a cada dia mais, e quando vi, já era amor. Só não sabia como te dizer, e nem como expressar isso.

Acariciei ambas as bochechas com os meus polegares.

Sustentei seu rosto entre minhas palmas baixando a boca até a sua.

— Amo você. —ela repetiu. Apertei-a contra mim e simplesmente ficamos ali agarradas.

Enquanto eu deslizava os dedos sobre suas bochechas, do nariz até os lábios, via-a com os olhos e a conhecia com o coração.

Minha respiração se prendeu na garganta quando ela me acariciou os seios.

Fez-me rodar e montou-me sobre meus quadris…

Enquanto eu soltava o ar pela boca, senti as pulsações entre minhas coxas, estava úmida, desesperada por fosse o que quer que ela fosse fazer.

Meu mamilo estava tenso contra seu polegar que se movia em círculos. Senti a suavidade de seus lábios ao beijá-la profunda e lentamente.

Deixou a cabeça cair sobre meu peito e beijou meu mamilo.

A umidade que eu sentia entre as pernas era avassaladora.

Meti-me dentro de seus braços, segurando-a com força, aspirando profundamente seu perfume.

Inclinei a cabeça e a beijei, beijei-a e beijei um pouco mais.

Quando deslizei meus braços ao redor da nuca dela, ambas perderam o controle, fechamos os olhos.

Cravei minhas unhas em sua nuca quando ela puxou minha calcinha fazendo-a descer por minhas coxas.

A visão de sua língua rosada provocando meu peito me paralisou, especialmente quando seus olhos encontraram com os meus enquanto rodeava meu mamilo.

Deixei-me ir completamente, me sentia até mesmo aliviada.

Gemi perdidamente.

Ela se impulsionou para cima de mim e falou em meu ouvido:

— Eu gosto desse som. –

Os dedos dela se afundaram em meu cabelo.

Deslocando-se para meus lábios, beijou-me com mais força do que antes. Eu estava completamente excitada, cada ato dela fazia com que meu sexo se umedecesse rapidamente.

Apoderou-se de minha boca e acariciou-me o sexo. Com profundos arremessos da sua língua em minha boca, eu joguei a cabeça para trás, perdendo-me completamente nela.
Arquei os quadris, eu estava sem ar e desesperada para falar.

Seu dedo do meio deslizou para dentro de mim. Viu suas coxas estendidas e seus dedos deslizando-se dentro e fora de mim.

Tremiam-me os ombros, e minhas coxas se sacudiam convulsivamente.

Ela respirou profundamente.

A atrai para mim, sugando um mamilo dentro da boca e acariciando o outro com o polegar enquanto eu ofegava.

Ela gemeu, e a ouvi lamber os lábios.

Sorriu acariciando-me enquanto eu tinha o orgasmo. Quando finalmente ela se aquietou, parecia envergonhada. Eu sabia que ela não havia estado com ninguém em muito tempo, e nunca com alguém como eu, e jamais feito aquilo.

Fiquei quieta e ela também. Ambas estávamos ofegando.

Ela franziu o cenho. E quando inalei profundamente sua embriagadora fragrância, eu levantei os olhos para os dela.

Manteve o olhar fixo nos meus enquanto voltava a acomodar-se sobre seu travesseiro.

E enquanto ela deitava com uns quinze centímetros de distância entre mim, senti uma saudade como se ela tivesse abandonado o país.

Ficando de lhttps://i2.wp.com/25.media.tumblr.com/tumblr_mc3k2cn5O51qj1d10o1_500.jpgado, apoiei a cabeça na parte interior do braço e a contemplei enquanto ela olhava fixamente o teto.

— Juliana… — meus olhos percorreram seu corpo e retornaram a seus olhos.

— Eu também te amo… muito— falar mais iria arruinar o que havíamos acabado de compartilhar.

Ela me olhou. Sorriu e roçou minha bochecha.

Tomei sua mão entre as minhas e beijei sua palma.

Agora ela estava ofegante e ruborizada. Uma fina película de suor cobria uma porção do seu rosto.

Ficamos só Deus sabia quanto tempo ali deitadas lado a lado, encarando uma a outra com um sorriso felicíssimo nos lábios.

Autora: Anna Karoline

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Segredos íntimos

Fechei os olhos, respirei fundo sentindo o cheiro de sua pele, de seu hálito. Senti uma onda de atração e adrenalina que fez com que eu me esquecesse de onde estava por alguns segundos desconcertantes. Meu corpo tremia numa mistura de ansiedade e nervosismo.

Dessa vez eu não deixaria meu medo interferir no que eu tanto desejava.

Quando as sensações passaram, eu a beijei.

Meu coração começou a bater mais forte, e o ambiente girou ao meu redor. Apertei os olhos depois olhei diretamente para ela, que me observava atentamente com uma expressão de surpresa e especial satisfação.

De repente, percebi que eu estava inconsciente. Olhei inexpressivamente para ela. Ela abriu um lindo sorriso brilhante.

O resto da tarde que passamos longe uma da outra, eu senti a falta dela, ansiando o seu toque e contando os segundos até que pudesse encontrá-la mais tarde, como o combinado.

Eu sorri pensando que era exatamente aquilo que eu precisava naquele dia. Eu estava com a sensação de que não tinha nada a perder. Sentia-me tão bem, tão feliz. Perguntei-me o que era a felicidade. Naquele momento a felicidade parecia algo tão complexo, já que eu simplesmente não conseguia explicar o que estava sentindo por ela. Mais eu sei que é verdadeiro.

Fiquei pensando silenciosamente em todas as possibilidades até ela chegar.

-Oi… – ouvi sua voz. E procurei por ela. Vi o seu brilhoso cabelo loiro. Cumprimentava meus pais. Examinei as linhas em suas costas, sentindo uma ânsia súbita de abraçá-la e beijá-la. De enterrar meu rosto em seu pescoço e confessar-lhe todos os meus sentimentos.

O rosto dela se iluminou sem que ela sorrisse e começou a caminhar em minha direção. Eu esperei por ela.

Ela erra uma mulher, linda e loira. Toda sensual.

Olhei o movimento de seus quadris quando caminhava. Seus olhos quentes deslizaram sobre mim. Tinha uma postura impressionante. Os olhos impecáveis. Perfeitas pernas. O balanço perfeito do cabelo sobre o ombro.

Meu Deus, ela era realmente… Formosa. Eu estava ocupada, observando-a. Eu estava cativada. Uma adoração total a ela.

-Oi. – ela disse quando parou diante de mim. Ela me abraçou, e quando nos separamos ela fitou meus olhos.

-Oi… Tudo bem? – perguntei feliz. Esperei por sua resposta, encarando o ponto abaixo de seu lábio inferior e acima de seu queixo, querendo beijá-la nos lábios, cumprimentando-a. Sua resposta foi outro belo sorriso.

-Estou ótima. E você? – Disse ela contra meu ouvido. Sua voz era suave, quase acariciava meu ouvido. Meu Deus, ela cheirava muito bem. Um cheiro doce. Limpo. Fresco.

Naquele momento, minha ansiedade se converteu em algo quente. Peguei em sua mão e a levei até meu quarto. Seu sorriso se desintegrou e seus olhos se estreitaram.

Mordendo o lábio inferior, encostou-me na parede, se recostando totalmente contra mim. Minha respiração se acelerou. Eu sorri, cuidadosamente mantendo a boca fechada.

Ela aproximou-se e me beijou.

Rose. Aquele beijo.

A vergonha apertou meu peito novamente.

Deus, sua boca era incrivelmente doce, tão doce que eu queria separar seus lábios com a minha língua e coloca-la dentro de sua boca. E logo fazer o mesmo com seu corpo entre suas pernas.

E mesmo passando mil coisas pela minha cabeça; Certezas, incertezas. Desconfianças, confianças. Sentimentos e angustia, nervosismo. Eu jamais me conduziria por esse caminho se não tivesse um plano.

Senti algo acariciar meu ombro. Abri os olhos, mantendo as pálpebras baixas. Olhando-a. Desejando-a. Seus dedos estavam acariciando as pontas de meu cabelo.

O que aconteceria em seguida eu sabia que lembraria nitidamente pelo resto da minha vida.

Ela se moveu. Em um minuto eu estava recostada contra a parede, olhando-a. Ao seguinte estava no cama, debaixo dela. Sua coxa abrindo minhas pernas e seus quadris entre elas. Seus seios atingiram os meus, meus quadris serviam de travesseiro

para os seus, seu estômago era suave sobre o meu. Existia uma faiscação deliciosa entre nossos corpos.

Meu peito se moveu contra o dela quando inspirei.

Suas mãos enredadas em meu cabelo. Que alias, estava por toda parte, dentro de sua boca, sobre seu corpo, seu calor, grudado em seu suor.

Umas de suas mãos desceram abaixo da bacia onde ela esfregou minha excitação em apertados círculos, acariciando-me, fazendo-me florescer para ela. Eu ofegava por ar. Agora eu estava muito molhada.

Ficamos nuas, diante da luz que vinha da janela em minutos.

Então sua boca posou sobre a minha. Deus, ela era fantástica, varrendo minha boca com seus lábios e sua língua.

Com um gemido, enrolei meus braços ao redor de seu pescoço, cravando meus dedos em seu cabelo.

Ela agarrou um de meus seios e o conduziu para sua boca. Ela o beijou profunda e longamente. Depois fez o mesmo com minha boca, como se entendesse o que eu necessitava dela.

Ela acariciou-me com as mãos, da cabeça até as coxas, enquanto eu levantava, arqueava-me, sentindo a pele nua de seus seios contra meus.

Mordiscou minha clavícula, abrindo caminho até meus seios novamente. Eu levantei a cabeça e olhei como sua língua saía e fazia círculos ao redor de meu mamilo antes que ela o tomasse de volta a boca. Enquanto beijava-os sua mão se deslizou pelo interior de minhas coxas.

E logo me tocava o sexo. Eu me elevava para ela, minha respiração saía rapidamente de meus pulmões.

Ela gemeu, seu peito vibrou contra o meu.

Ela escorregou um dedo e logo dois em meu interior.

Num lento movimento, retirei sua mão de entre meio as minhas pernas. Eu sentia dor. Eu estava tensa.

Ela moveu seus quadris contra o meu, aumentando minha temperatura. Depois de um momento minha tensão diminuiu, suavizando. Suas mãos acariciou minha cintura. E logo lentamente deslizou-se, aproximando-se, novamente do meu sexo.

Subi minhas palmas por sua coluna vertebral, ela se expressou deixando sua cabeça cair perto de minha boca. Ela gemeu. Suspirou. Uma combinação tentadora de necessidade sexual e desafogo profundo. Como se estivesse tendo um orgasmo e caísse em um sonho tranquilo ao mesmo tempo. Não era como nada do que eu já houvesse visto antes.

Sua cabeça baixou e seus lábios acariciaram o Lado do meu pescoço. Acariciando-me com o nariz. Senti um golpe suave, úmido. Deus, sua língua. Subindo por minha garganta.

Colocando suas mãos no interior de minhas coxas. Separando minhas pernas, fez um caminho de beijos até o umbigo, onde se entreteve e lambeu antes de mover-se para me quadril. Impulsionando-se sobre meu estômago, separou-me as pernas e afagou meu sexo com sua palma. A sedosa umidade cobriu sua mão, ela sentiu-me estremecer quando beijou meu quadril e dirigindo-se ao interior de minhas coxas. Mordiscando-me. Beijou-me sobre a coxa, acariciando-me com sua bochecha, seu queixo e sua boca.

Sua língua me deu um golpe quente. Ela levantou sua cabeça e me olhou. E logo baixou e me lambeu outra vez. Ela colocou sua boca sobre meu sexo, tomando-me entre seus lábios, chupando-me, movendo-se para frente e para trás, saboreando-me, movendo rapidamente sua língua.

Dobrei-me sobre na cama para ver sua cabeça loira, seus ombros debaixo de meus joelhos, minhas pernas tão pálidas e finas contra ela como cortina de fundo.

Eu tremi. Não importava o quanto tentasse ficar quieta, eu não conseguia.

Eu arquei sobre o coxão. Ela me sustentou, impedindo meu corpo que se separasse de sua boca enquanto ela se movia.

Enquanto me controlava, degustava de sua boca em mim. Do seu toque.

Eu me derreti a em sua boca.

O prazer era profundo, infinito. Aterrador.

Puxei sua cabeça e a beijei onde antes tinha estado, provando um pouco de mim. Beijei-a meigamente, lambendo-a com a língua, querendo-a com meus lábios.

Inalei profundamente, prendendo seu aroma encantador, erótico. Entre minhas pernas senti uma rápida resposta úmida, como se a fragrância fosse um toque ou um beijo.

Arquei de prazer, deixando o fluxo de calor percorrer por todas as partes do me corpo.

Esfreguei a face e a olhei. Adorando-a intensamente.

Ela estirou seu corpo contra o meu. Acaricie seu corpo. Acariciá-la era um prazer delicioso.

Ela sentou-se entre minhas coxas. E começou esfregar-se em mim. Movendo-se com vontade, até que não pôde mais manter o contato com meus lábios. Seu corpo bronzeado brilhou sobre a baixa luz. Ela estava resplandecente de um brilho dourado.

Ela ondulando-se contra mim, acariciando-se, acariciando-me.

Sua cabeça girou para o lado tirando o cabelo do rosto, levantando a vista para mim. Seus lábios estavam separados, seus olhos fechados. Queria ver cada parte dela, tocar cada polegada.

Seus seios firmes preparados já nas pontas com a elevação de seus rosados mamilos. Seu estômago plano, seus quadris perfeito e suas pernas muito lisas. E seu piercing no umbigo, que doce peça…

Pensei em todos os lugares que queria continuar nela.

O olhar dela tocou-me, durante um momento, florescendo ainda mais à pureza de meu desejo, o êxtase.

Tomei em minha mão um de seus seios. Levantei meu corpo, meus lábios se separaram e tomei-o na boca.

Rose ofegou, arqueando sua boca enquanto ela encontrava o ritmo.

Meus olhos olhando-a, vendo como nadava no prazer que eu lhe estava proporcionando.

Coloquei minha mão sobre a base do seu pescoço e varri-a até parar em seu coração. Onde dei um longo beijo e logo movi para seu peito. Levantou-me, aproximando mais minha boca de seu corpo.

Ela deu um suspiro incrível, um ofego sem fôlego. Seus olhos fechados, os dentes apertados.

Seu orgasmo chegou, alcançando-a sobre ondas. O êxtase parecia não ter fim e não havia nada que o parasse.

Ela moveu seus quadris e apertou seu calor úmido no meu. A onda que recebemos fez com que ambas gemessem. Só ela e eu. Juntas. Fazendo o amor. Ela se inclinou sobre meu peito e tomou minha boca, conectando-se.

Agarrei Rose enquanto ela se estremecia uma vez mais, tomando seu corpo, seu fôlego rapidamente. Ela gemeu profundamente sobre meu pescoço. Seus lábios encontraram os meus. Seu fôlego era quente e desesperado em minha boca.

Eu sabia exatamente quando ela gozava, podia sentir como tremiam o ventre e suas coxas.

Abriu os olhos. Estavam frágeis.

Sorri e levei minhas mãos para sua Lisa costas.

Meu corpo estava deliciosamente mais quente por todo o calor que emanava do dela.

Lançou os cabelos fartos e iluminados para trás.

Apertei-a contra mim. Seu coração trovejava contra meu peito e eu o escutei enquanto começava acalmar-se.

Aconcheguei a mão sobre seu loiro cabelo, suas grosas camadas, lisas que se afundavam entre meus dedos.

Ela estava maravilhosamente linda colocada sobre meu corpo, seu formoso traseiro uma tentação que me incendiava.

Eu a queria outra vez agora mesmo, mas com uma necessidade palpitante que era diferente do que havia sentido antes.

OH, doce Jesus… Como ela era incrivelmente, irresistivelmente linda.

Seus olhos brilharam tenuemente enquanto respirava diretamente com os lábios abertos, brilhantes. Deliberadamente eu os tomei entre meus dentes e os absorvi. Logo sua língua deu-me uma lambida. Ela correu a mão pela minha barriga até minha coxa.

Seu olhar flamejou intensamente.

Eu fechei os olhos, derretida. Ela beijou minha pálpebra.

Não havia nada como seu calor, seu sabor, sua suavidade.

Desenhei a linha de seus lábios com a ponta do dedo.

Eu sabia que o que estava sentindo era errado, mas eu acreditava naquele sentimento. E ela havia me surpreendido ainda mais com esse sentimento. Ela era especial.

É sempre legal quando as pessoas te surpreendem de uma maneira boa.

Ela levou minha mão até a sua boca e beijou meu polegar.

-Você é linda! – sussurrou ela. Senti lisonjeada pelo elogio. Na verdade, em êxtase. Respirei fundo.

Eu a olhei, pensando que todo aquele momento com ela, tudo aquilo ela tão inocente, tão simples e lindo.

-Você é tão maravilhosa – eu disse, cheia de imagens em minha mente. Ela sorriu.

Deus, eu estava apaixonada. Dava para perceber. Não dá para fingir. Não algo assim.

Aquilo tudo inexplicavelmente reconfortante.

Eu a analisei por um longo minuto, ou mais, antes de nossos olhos se encontrarem.

Aquela paixão encheu meu coração, aumentando-o tanto que me parou a respiração. Eu de fato estava completamente apaixonada por ela.

Quando ela estendeu a mão para acariciar meu cabelo meu corpo travou.

Olhei para baixo, para mim mesma, enquanto tentava saber como tinha chegado estar excitada novamente.

Ela se apertou contra mim, tão perto que eu podia ouvir os batimentos de seu grande coração em seu peito. Ela fechou os olhos e dormiu com o esgotamento.

As visões nadaram em minha cabeça, visões de tudo o que havíamos feito, meu corpo se umedeceu de novo para ela.

Peguei no sono imaginando seu rosto, retorcendo de prazer. Na maneira como ela acariciou meu cabelo depois de tudo, beijou minhas pálpebras e correu a sua mão pela minha barriga e pelas coxas. Em como ela pegou no sono abraçando-me, aninhando-se a mim.

Quando acordei na manhã seguinte sentia-me alegre, incapaz de sair do lado dela. Seus olhos ainda estavam fechados, e eu voltei a pensar no inicio da noite, repassando cada detalhe maravilhoso, todas as sensações.

Ainda podia ouvi-la suspirar, gemer no meu ouvido. Ainda podia ver as curvas do seu corpo. Podia sentir seus beijos, seu toque em meu corpo, vagando por cada polegada da minha pele.

Perguntei-me se poderia estar errada mais uma vez de achar que estava apaixonada, iludida por apenas uma atração intensa, ou uma necessidade de preencher um vazio na minha vida.

Havia tanto espaço em branco e buracos vazios que precisavam ser preenchidos.

A questão não é só se eu estava apaixonada por ela. Seria questão de tempo esse sentimento surgir em mim. Seria é estranho se eu não me apaixonasse por ela. Mas e ela? Ela estaria apaixonada por mim?

FIM?

 

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Entrega

Ela se deitou na cama. Toda avontade. Joquei meu pescoço para trás quando meus olhos se encontraram com os seus. Firme, forte e selvagem. Seu olhar era tão intenso, que quando me encarava chegava a quimar.

Então algo verdadeiramente extraordinário aconteceu. Fui tomada por uma onda devastadora de apetite sexual, autêntico e espontâneo. Senti meu corpo arder em desejo – ardente e úmido. Minhas entranhas pulsavão por ela. A tontura me obrigou a me apoiar na parede.

Ela cantava bem, era inteligente, linda e divertida. E incrivelmente sensual. E eu a desejava muito, é claro. Mais eu sempre me sentia sem jeito a esse desejo.

Sentei-me ao seu lado.

Então a observei. Comecei pelas coxas, que apareciam leigeiramente abaixo da barra do vestido que ela usava. Corri os olhos por ela. Sob a silhueta de seu corpo. Seu pescoço, seus deliciosos lábios absolutamente perfeitos. Queria beija-lá. E também queria acompalha-lá no interior dos seus lençóis sobre a cama. E não sair de lá até amanhecer, ou talvez, nunca mais. Por noites e dias infinitos.

Peguei-me pensando em sua pele: lisa, macia, quente… Imaginando suas coxas, depois separando-as com as mãos. Abrindo caminho a beijos ao local onde eu desejava estar tão desesperadamente… Engoli em seco, sentindo minha pele se arrepiar, e algo contocer-me as vísceras, prodizindo uma especie de cãibra na barriga. Prendi a respiração, esperando que aquela vivificante sensação passasse, mas ela só aumentou. As difusas imagens que tive dela me obrigaram a fechar os olhos. Merda, eu não estava só com uma depravada nessecidade de sexo. Era uma nessecidade: dela.

Houve uma longa pausa. Ela se revirou na cama. Os lençóis rangeram suavimente quando ela se moveu. Eu olhei seu brilhante sorriso e seus lábios molhados. E ela sorriu do meu olhar sobre ela. Sobre seu corpo, sua roupa íntima.

Descidi tomar uma atitude. Movi-me rápida para que ela não tivesse tempo de pensar e tão pouco eu. Segurei-lhe o rosto com as mãos e a beijei. Apenas um selinho.

-Ingrid? – ela retrucou. Que beleza de situação, pensei. Eu estava morrendo de medo do que ela diria agora. – Por que fez isso? – sussurrou ela. Como poderia não fazer?, pensei.

-Porque tive de fazer! – tentei me acalmar. Tinha que ir embora. Devia deixá-la sozinha. Mais não consegua deixa-lá. Fiquei de pé rapidamente estabelecendo uma distância entre nós. Sem sombra de dúvidas precisava ir embora dali. –Esculti, tenho que ir. –

-Por quê? –

Abri a boca.

-Diga-me a razão. – ela insistiu. Mas não respondi. – Está fugindo? – sussurrou Gabi. Era uma pergunta. Mas havia nela também um tom de provocação.

-Gabi.

-Por quê?

Senti-me torturada pela necessidade Dela.

Ela saltou da cama e se aproximou de mim. Rodeou-me a cintura com a mão. Eu chiei quando nossos corpos se colaram.

-Não vai me dizer?- perguntou ela. Meu corpo estremeceu buscamente, minha respiração quebrou o silêncio do quarto. – Você me deseja! É obvio. – ela sorriu. – Você me quer? –

Ela também me desejava. Estava estampado nela. Nós seus gestos. Como me olhava. Como me tratava. Eu podia ver claramente quando ela me desejava.

Abaixei a cabeça. Que jogo ela estava fazendo? Estava brincando comigo? É claro que eu queria.

-Diga que não, Ingrid. – provocou-me novamente. Levantou-me o queixo com a ponta do dedo indicador. Desejei ver-lhe o rosto com nitidez, para ver se falava serio. O maguinífico cheiro dos seus lábios me deixou tonta. Sua pele era de uma bonita cor de creme. Tudo nela era bonito e delicado. Seu nariz, suas mãos, seus lábios, seu corpo. Fiquei em silêncio, sentido o efeito do calor do toque das suas mãos em mim e o cheiro adocicado ao meu redor. Eu nunca havia me sentido daquela maneira. Na presença de ninguem.

Ela tinha grandes olhos castanhos escuros. Naquele momento eu só via Gabi. Será que ela também só via a mim? Respirei fundo, querendo saber o que eu sentia por aquela mulher.

Ela sorriu para mim. Naquele instante eu sabia exatamente o que sentia por ela. Senti-me leve. Livre. Senti-me de repente, viva. Contemplei a beleza de sua face. Eu sorri, amando tudo nela. Era tão… Perfeita. Precisava dela mais do que tudo, pensei

enquanto levava a mão ao pescoço dela. Senti aquela doce embriaguez que vinha toda vez que ela me olhava. Aquele desejo dentro de mim começava a se agitar. Eu estava encantada. Puxei seu rosto para mais perto do meu. E algo intenso revirou meu peito, atravessou meu corpo todo. Senti sua respiração encantar meus lábios. Contei cada uma de suas respirações, tentando manter a calma.

Afastou o cabelo do meu rosto, com a ponda dos dedos macios parando sobre minha bochecha. Ela beijou o canto dos meus lábios, me deixando zonza. Eu não me movia quase nem respirava. Só o que fazia era olha-lá embasbacada.

Minha garganta estava seca. Meus olhos estavam vidrados nela. Ficar tão perto dela é tão… Eu queria abraçá-la, correr os dedos sobre a pele macia dela, o cabelo negro. Cheira-lá toda. Sentir seu corpo, seu calor. Quando ela me olhou pela primeira vez, vi fraguimentos de esperança, de uma paixão, entrar em meu coração. Havia algo naquele olhar. Aqueles olhos castanhos olhavam através de mim. Como se ela pudesse ver todo o meu passado e presente, toda dor e medo que eu havia encontrado. As coisas que eu mais desejava no mundo. Vendo seu rosto doce, a ferida aberta em meu peito desapareceu.

Ela não sai dos meus pensamentos. E eu sei que não importa o quanto eu tente, sempre terei ela em meus pensamentos.

Eu ri, pensando que, quanto mais tempo passava com ela, mais bonita ela parecia ficar.

Meus olhos brilharam. Seus lábios me fascinavam. Observava-os moverem-se enquanto falava, e me perguntava como seria sua textura e seu sabor.

-O que ta olhando?- ela sussurrou.

-Sua boca – eu disse.

-O que tem ela? – perguntou ela com a voz rouca.

-Eu a acho… Maravilhosa. –

Coloquei as pontas dos meus dedos sobre seus lábios inferiores. Inspirei com tal força que inalei o perfume de sua pele, e quando exalei com um estremecimento, ele voltou para ela quente e úmido.

-É macia – eu disse, roçando-a com o dedo indicador. Fechei os olhos.

Lentamente, os lábios dela se fecharam ao redor do meu dedo, lambendo a ponta com movimentos circulares. Uma onda de prazer percorreu meu corpo. Os meus mamilos furmigavam e alguma coisa acontecia entre minhas pernas. Senti-me faminta por ela.

Ela segurou minha mão sugando todo meu dedo até que ele saisse de sua boca. Com meus olhos fixos nós dela, virou-me a palma da mão para cima, lambeu o centro e pressionou os lábios conta minha pele.

Eu me inclinei sobre ela.

Seu corpo emanava um perfume embriagador. Eu tinha percebido a sedutora fragrância no momento em que pus os olhos nela pera primeira vez.

Imaginei beijando sua boca. Sentindo o interios cálido, escorregadio, úmido. Lambi os lábios.

Fechei a boca de repente. Mais com os olhos brilhando. Prendi a respiração, perguntando-me se ela falava realmente serio. Meus olhos não se separavam dos lábios dela. Sentindo aquela doce sensação de sufocamento.

Inclinei a cabeça e pousei os lábios em sua boca. Santo Deus, ela é muito boa no que faz. Afastei-me.

Ela me olhou fixamente, como que paralisada. Então, soltou um longo suspiro, como se estivesse exalando todo oxigênio do corpo.

Meteu a língua dentro da minha boca enquanto me segurava pelos quadris. O gemido de satisfação que ela deixou escapar aumentou ainda mais meu desejo por ela. Cravei as unhas em suas costas e ela respondeu com outro gemido. Isso mostrava que ela tava tão ansiosa quanto eu.

Ofegante, levei o fôlego dela para os meus pulmões, querendo reter uma parte dela dentro do meu interior. Ela murmurou de satisfação, e continuou me acariciando suavimente. Quando ela oscilou na minha direção, tracei o contorno de seus lábios com a língua. Tem um sabor tão doce, pensei.

Ela capturou meu lábio inferios com a boca, segurando-o.

Eu gemi. Ela interrompeu o beijo.

-Não gostou? – perguntei.

-Claro que gostei. – disse ela com uma voz grutal. – Acredite. Gostei, de verdade.

Ela se equilibrou para frente e tomou-me em um beijo ardente. Aquilo foi poderoso. Erótico. Mais ardente que o inferno, enquanto explorava minha boca.

Por Deus, se meu coração podia aguentar um beijo dela, provavelmente poderia fazer muito mais que isso. Qualquer coisa.

-Quero mais de você. – eu disse. Ela lambeu os lábios. Seus olhos brilhavam.

-Tudo o que quizer de mim. – murmurou. Depois de uma pequena pausa, disse – Gosto da forma como me sinto quando estou perto de você. –

– E como se senti? – perguntei.

-Sinto-me segura. Você me passa muita confiança. Sinto-me linda – ela fez uma pausa olhando meus lábios – e, sinto outras coisas. –

-Como o quê? –

-Sinto um calor. Aqui – tocou os seios – e aqui – suas mãos roçaram a junção de suas coxas.

Comecei a ver duplo, meu coração disparou. Suspirei fundo.

-Sente algo?- perguntou ela.

-Pode ter certeza que sim. –

Minha voz soou pastosa. É o que ela faz comigo… Leva-me ao desespero.

Empurrou-me para a escrivaninha, atrás de mim, sentando-me. E colocou o corpo diretamente entra minhas pernas. Quase no lugar exato onde eu queria que ela estivesse.

Ao olhá-la, eu estava pronta para tudo, preparada para me meter por debaixo daquele vestido, separar suas coxas com minhas mãos, e me enterrar em seu calor. Eu tinha a necessidade de estar dentro dela.

Segurou meu quadriu, e me levantou. Ela me carregou sobre o quarto como se eu nada pesasse. Deitou-me sobre a cama, debaixo dela.

Eu sorri, deleitando-me com o súbito desejo estampado no rosto dela.

Tudo nela irradiava sexo! Do seu corpo perfeito, até a forma como andava e o aroma da sua pele. Jamais conheci uma mulher assim. Ela se inclinou um pouco sobre mim. E num impulso eu agarrei seu vestido puxando-a para mais perto, tentando aproximá-la de minha boca. Outro gemido escapou de sua boca.

Eu estava pasma. Imaginei-a beijando a parte interna de minhas coxas, encontarndo meu sexo com a boca. Chupando-me. Lambendo-me.

Eu sei que não devia estar alí. Sei que devia dizer não. Precisavamos conversar. Ou simpliasmente eu deveria ir embora. Realmente eu deveria…

Só que eu não conseguia ir, não sei provar mais dela.

Droga. Não devia estar me envolvendo nesse drama. Deveria me proteger. Nada disso, com ela, tem promesa de futuro. Eu fiquei descuidada. E isso era perigoso.

Beijou-me o pescoço. Ah que se dane…

Olhei para cima, com uma ofegante expectativa, enquanto ela precionava seus lábios sobre os meus.

Em um doce arrebatamento, introduziu a língua em minha boca.

Meu coração… Ela estava possuindo-o, tomando-o. Arrancou-me a blusa e o sutiã.

Quando deixou minha boca, desceu por meu corpo. Lambeu-me o pescoço. Chupou-me os mamilos. Arranhou minha barriga delicadamente com as unhas. Mordiscou-me os ossos da bacia. Arrancou-me a calsa, puxando-a até meus pés, e voltando para cima de mim. Fez o mesmo com a calcinha.

Ondas de um extenuante calor percorreu todo meu corpo. Meu coração palpitava tão rápido que chegava a pular algumas batidas.

No instante em que ela colocou os lábios em meu sexo, faltou-me muito pouco para eu alcançar o êxtase. Gritei, com o corpo convulsionando. Ela parou, dando-me tempo para me acalmar.

E, então, começou a me torturar. Beijava minhas coxas, minha barriga. Praticamente todo meu corpo. Passava perto, de onde eu tanto desejava que ela estivesse mais logo se desviava. Levou-me ao limite repetidas vezes até que eu me vi obrigada a suplicar.

Minhas coxas estavam completamente abertas. Então, tocou-me com a boca. Começou a se mover num ritmo lento e constante. Ela sabia exatamente quando acelerar o ritmo e quanto pausar. A combinação de sua boca úmida e sua língua macia, os chupões, lambidas e modiscadas, chegavam a ser covardia.

Ela tremeu sobre meu corpo, ofegante, enquanto minhas próprias e deliciosas ondas me deixavam sem folêgo.

Ela fez um movimento para descer, para sair de cima de mim, mais eu a detive, segurando-a pelo quadriu, falando, docimente que ela ficasse mais ela pareceu não entender.

-O quê?-

-Fique onde está – eu disse.

Ela se acomodou sobre meu corpo, relaxando completamente. Podia sentir sua vulnerabilidade naquele momento de tranguilidade. Seu coração estava quase ao meu alcance.

-Você é extraordinariamente linda. – ela sussurrou. Sua voz soava diferente. Ela lhe parecia diferente. Ela começou tocar-me novamente.

-Gabi – segurei-lhe a mão entre a minha, obrigando-a parar. Ela se afastou um pouco, e fexou os olhos, confusa. Eu deveria lhe contar. Fosse o que fosse, a verdade é o que ela deveria ouvir. – Amo você – sussurrei.

Suas pálpebras se abriram de repende. Era como ser iluminada por dois refletores. Ela sorriu incrédula. Mais ela não disse uma palavra.

-Meu Deus, gostaria de ver seus pensamentos nesse momento. Por que não me diz nada? – pousei minhas mãos em suas faces.

-Posso dizer-lhe o que veria – murmurou ela – “eu amo você”. É o que veria.

Eu fechei os olhos e ri. Eu resplandecia. Beijei-a. Seu sorriso estava radiante.

Virei-a sobre a cama, tirando delicadamente apenas seu vestido. Inclinei minha cabeça para trás para olhá-la. Sua beleza me deslumbrou. Sua estrutura facial era perfeita, seu corpo era gracioso. E o perfume que usava… Penetrava em meu nariz, em meu cérebro. Cheirava tão bem que meus olhos se encheram de lágrimas.

Era irreal, pensei. Tão linda.

Eu não me movia; quase nem respirava. Só o que fiz foi olhá-la embasbacada.

O que parecia ter deixado-a nervosa. Mais eu sei que não era por ser acostumada que a olhassem assim. Mais eu a olhava sem perder um detalhe, examinando-a cuidadosamente.

-Por que me olha tão fixamente? – levou a mão ao vestido que estava ao seu lado, cobrindo seu corpo.

Senti queimar primeiro o pescoço, e depois, as bochachas.

-Sinto muito. Provavelmente está farta que a olhem fascinada. –

Ela negou com a cabeça.

-Caraca, você é tão… Totalmente… Linda. – minha voz fraquejou. Caramba, ela era maravilhosa. Tinha o queixo delineado, e um furinho no meio, lábios desenhadinho, perfeitinhos, e maçãs do rosto proeminentes quando sorria. Cabelo, liso e negro, caía-lhe até os ombros.

Ela inclinou a cabeça, examinando-me. E passou a mão pelos cabelos escuros. Seus olhos permaneceram cravados no meu rosto.

Eram olhos muito bonitos, pensei. Tão intensos. Ela olhava como se não pudesse ter algo que desejasse.

E eu podia entende aquilo melhor do que ninguem.

Sorri sutilmente e aproximei-me dela mais um pouco.

-Gosto de como me olha – seus olhos voltaram a se concentrar em meu rosto – só não estou acostumada – explicou, levando a mão ao meu pescoço.

-Caramba, você não parece ser real – eu disse baixinho. Tirei-lhe o vestido de cima do corpo.

Ela riu. Riu com só um canto da boca.

Coloquei a mão em seu seio, esfregando o mamilo com o polegar. Senti uma onda de calor na pele onde eu toquei. Instantaniamente, aquela sensação febriu se estendeu por todo meu corpo.

O que era aquilo?

A palma de minha mão estava quente. Forte. Sólida.

Ela ergueu os olhos para mim.

-Não posso respirar – sussurrou.

Eu quase caí de costa.

Santo Deus, pensei. Ela parecia me desejar, tanto quanto, eu a desejava. Mas isso não pode ser real, pensei. Devia estar brincando comigo diante daquele inocente assombro ao meu toque.

Observei-a enquanto ela respirava com dificuldade. E então ela lambeu os lábios.

Inclinei-me sobre ela. Percorri a lateral do seu pescoço com meus lábios. Sua pele era tão suave. Acariciei-lhe a face ternamente, sem conseguir despregar os olhos de sua boca. Baixei os olhos para os seios. Movi os dedos em direção a sua boca. Fiz uma pausa, e beijei seus lábios.

Ela agarrou minha mão e me guiou entre suas coxas, dentro da calcinha, pressionando os dedos contra seu corpo.

Quando ela gemeu me aproximei mais de seu corpo. Onde sentir os batimentos de seu coração e seus pulmões enchendo-se.

Quando deslizei os dedos para dentro dela, escultei-a soltar um gemido baixo, meu proprio corpo respondeu, me sentindo excitada. Sua quente umidade me envolveu,

estremecendo num orgasmo. Ela era apertada, quente, úmida, ela me envolvia completamente. Cada beijo, cada caricia, cada lambida e estremecimento foram ampliados.

Deslizei a língua pelo seu pescoço. Ela estufou os seios em minha direção, eu deslizei a mão acariciando aquela pele macia e quente. Sua barriga era plana. Percorri a borda do seu sutiã antes de encher a mãos com o volume dos seus seios cremosos. Ansiosa para conhecer o que faltava tirei-lhe a peça. E sentir a rigida pontada dos seus mamilos.

Eu me descontrolei.

Meus lábios foram cheios para um dos mamilos, que logo envolvel minha boca. Enquanto sugava, deslocou o corpo e estendeu sobre ela, caindo entre suas pernas. Beije-lhe a boca. Nossos seios se encontraram. Eu senti o corpo dela se ondular sobre o meu. Voltei a venerar os seios com a língua e, depois, continuei descendo pela barriga. Quando cheguei a tirar a calcinha, deslizei-a pelas pernas lisas.

O cheiro dela me invadiu com uma onda de frescor. Cobrir de beijos os quadris e o topo das coxas dela. Imapaciente, as mãos de Gabi agarraram meu cabelo enquanto me direcionava, para o local exato ao qual eu já estava indo. Precisava prová-la.

Puxou meu rosto, querento beijo. Então voltei a usar os dedos. Deixei escapar um gemido de êxtase. Que pareceu deixá-la loca.

Fui muito meiga com ela, muito carinhosa. Por mais que ela me forçou a ir mais rápido e forte.

Deixei cair à cabeça no seu perfumado pescoço. Onde meu longo cabelo se esparramou e se misturou com o dela. Muito adorável. Muito sensual…

Beijei-lhe todo o corpo. Enquanto ela me acariciava. Por um tempo, fiquei imóvel, absorvendo a sensação de êxtase, sentindo minhas entranhas latejar. E queria mais, e estava disposta a dar mais. E ela também parcia querer o mesmo.

Quando recuperei lentamente os meus sentidos, percebi que era a primeira vez que eu tentava agradar tanto a uma pessoa. Nunca me dediquei tanto, igual, me dediquei a ela. Peguei-lhe o rosto entre as mãos e pousei meus lábios sobre os dela.

Autora:  Anna Karoline

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