Quando acontece

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Há às vezes na vida, entre milhões de decisões o aparecimento de encruzilhada. É o destino estendendo o livre-arbítrio. Ele nunca ira lhe lança apenas um caminho em um terreno que há mil possibilidades de alcançar o lugar certo, ele vai lhe testar para ver se merece chegar lá. Se for forte o bastante alcançará. Só não esqueça que não há voltas.

Tudo o que o destino faz é indicar os caminhos e as consequências, e esperar que você escolha sabiamente.

Tudo é questão de vontade.

Durante toda minha vida, fui obrigada a manter em segredo o que eu sentia.

Mas foda-se. Olha o que eu estava disposta a fazer agora.

Não me importava ser o que era e sentir o que eu sentia. A maioria das pessoas que eu conhecia, sempre alternavam entre mentiras e enganos e isso era o que eu não queria para mim. E quando estava com ela, desejava ser o que eu era.

Ela era naturalmente encantadora, tinha traços lindos e delicados, o cabelo loiro dourado e umas pernas longas. Seus lábios eram rosados. E seus olhos cor caramelo eram luminescentes. E suas bochechas estavam ruborizadas por causa da raiva.

-Se acredita que dizer que me ama vai mudar as coisas agora, vá em frente. Mas te garanto que isso só irá piorar as coisas. Depois de uns dias estaremos sangrando novamente, a situação seguirá sendo exatamente a mesma. Não pode mudar o que aconteceu. – eu a ouvi dizer. Sua voz era fria. Ele a ouvia atentamente. – Você é um idiota! – ela lhe deu as costas. Ele a agarrou pelo braço. Preparei-me para qualquer coisa.

-Não vá. Vamos conversar. – ele insistiu.

-Não creio que temos algo a mais para conversar. Acabou! –

-Você vai se arrepender! – sua praga não funcionou. Ela saiu da sala dando de ombro comigo.

Em seus olhos envolventes brilhava as lágrimas.

-Desculpa. – ela disse.

Oh, bem. Eu iria chegar nela e lhe contar a verdade. A verdade sobre me sentir atraída em um absoluto impossível por ela. Essa era uma linha de pensamento muito construtiva. Mas me faltava coragem. E aquele momento não era apropriado. Ou talvez fosse.

-Me leva pra casa? – ela pediu.

-Claro! – abri a porta do carro.

Ela permaneceu em silencio o caminho todo, até parar na porta de sua casa.

-Obrigada. –

-Você vai ficar bem? – perguntei.

-Eu não sei. Se importar de passar a noite comigo? – ela me olhou tristonha.

-Claro que não. – dei um sorriso consolador.

Deus ela estava chorando? Por um homem idiota? Ah, mas talvez não fosse por ele absolutamente, mas, por ela mesma. O problema era ela.

Odiava esta onde estava. Mas não queria abandonar sua casa, e deixa-la sozinha. Eu estava tentando apoia-la, literalmente, estendendo a mão pousando em seu ombro.

A imagem dessa cozinha frágil e muito organizada – olhei a minha volta – chorando, me partia o coração. Jurei a mim mesma cuidar dela até meu ultimo suspiro.

Sua cama era muito confortável. Fiz o possível para manter certa distância de seu corpo, mas às vezes ela que se aproximava.

Éramos amigas há poucos meses, mais havia uma ligação enorme entre a gente. Uma intimidade intensa.

E está noite tudo resultava muito claro dentro de mim, um brilhante brilho que me cravava em ambos os olhos, um rugido soando em meu coração, um incrível cheiro bombardeando meu nariz.

Ela virou-se para mim. Com o polegar limpei sua lagrima.

O pensamento de beija-la penetrou minha mente e permaneceu ali como um eco. Aproximei-me bruscamente dela. O desespero me fez voltar bruscamente para a realidade como nenhuma outra coisa poderia ter feito.

-O que foi? – ela perguntou.

-Nada. – passei a mão no cabelo, me sentindo zonza.

Ela me abraçou. Meu corpo ficou tenso. Não conseguia respirar. Completei abraçando-a.

Com um toque quis lhe transmitir consolo, calidez e empatia.

Minha mente estava emaranhada.

– Sinto muito. – eu disse.

– Oh, não, é melhor assim. Quero dizer, esperava muito dele, e ele não tinha nada a me oferecer, além do que já me deu… Um belo par de galhos. – ela riu de si mesma. Permaneci séria, imaginando a razão de um cara trair uma mulher como ela. Incrivelmente linda. Inteligente, humilde, simpática… tudo que me faria a pessoa mais feliz do mundo.

Era hora de mover-me, pensei.

– Sei o que sente, Ju. Não pelas mesmas razões… Mas entendo todo esse assunto da separação. –

-Já namorou? – ela perguntou. Pensei alguns segundos antes de afirmar. – Porque terminaram? –

– Duvidas. Insegurança. Desconfiança… – respirei tão profundo que ela me olhou preocupada. – Mais não da minha parte. –

-Intendo!- ela sorriu tristonha. – Qual o nome dele? – perguntou um pouco sem interesse, mais atenta a minha resposta. Mais permaneci em silencio. Me olhou grilada – Porque quando é exposto perguntas sobre sua intimidade ou seus sentimentos, se recusa a das respostas ou explicações? –

-Porque não vejo necessidade de expor certas coisas. E realmente acho que não quer saber sobre minha vida intima ou sentimental. –

-Porque acha isso? –

-Porque não é uma coisa sã de se ouvir. – sorri tensamente. Ela se afastou e me olhou furiosa.

Ela franziu o cenho me olhando séria. E assim também fiquei.

Quando o silêncio se prolongou, eu baixei o olhar.

— O que foi? — perguntou. Quando não levantei o olhar, ela pressentiu minha luta para que mudássemos de assunto. —O que aconteceu? – sua voz ressoou. Somente sua voz, sua clara e encantadora voz. Permaneci em um silêncio absurdo.

Naquele momento acho que até meu coração havia dado uma trégua em suas batidas para não incomodar meu silêncio de desespero e agonia. Aquela agonia era profunda.

-Nada. – eu disse.

-Evidente, que aconteceu algo. – Piscou os olhos.

A vontade bateu a porta, e eu estava louca para deixá-la entrar.

Sentei-me na beira da cama tentando encontrar espaço suficiente entre nós.

— Nunca imaginei… — clareou seus pensamentos— nunca imaginei que existisse algo que não pudesse falar comigo. Segredos… sei lá. Sempre te contei tudo. –

Quando ela deixou de falar, eu estava gelada até os ossos.

-Não se trata de segredo. Trata-se de respostas. Respostas que é impossível de saber sua reação. – sacudi a cabeça.

– Meu Deus, o que seria tão ruim ao ponto da minha reação ser… –

-O nome dela é Amanda. – disse com a voz estrangulada. Fechei a boca assim que me dei conta do que tinha revelado.

Ela respirou fundo.

No transcurso daquele caminho que eu havia escolhido, eu havia sido ferida muitas, muitas vezes. Mas nada, nenhuma ferida havia me doído uma fração da dor que senti ao lhe responder aquilo.

Ela levantou-se cambaleando, e se encostou contra uma das paredes de seu quarto.

— Dela?! – limpou a garganta. – Mulher?! Amanda? Está de brincadeira? Você é gay?–

— Terminou com as perguntas? Ou quer seguir dando voltas ao assunto um momento mais, perguntando todo tipo de significados a respeito do que estou falando? – perguntei. — Sim. Eu sou lésbica. Mas… — levantei-me estendendo a mão para lhe tocar o braço, mas ela se afastou —Juliana…

— Não me toque…

As palavras se fecharam em um golpe em meu ouvido.

– Essa era a reação que eu temia! – eu disse abrindo a porta com um puxão. A raiva bateu contra mim mesma.

-Espera! – Ela agarrou meu braço. – Me desculpa. Senta aqui, por favor. Vamos conversar. –

Pensei varias vezes antes de decidir ficar. Talvez não devesse. Talvez realmente fosse melhor ir. Mas ela parecia querer se redimir com sua atitude.

-Olha, sei que devia ter lhe contar isso antecipadamente, mais nunca tive uma oportunidade, e não encontrei motivos para entrar em um assunto tão serio, quanto minha opção sexual. – eu disse.

Houve um instante de silêncio, e logo ela irrompeu em um profundo, sincero e belo sorriso.

— Sabia que isso me agrada? – ela disse. -Por mais de uma razão. –

Eu realmente não estava entendendo nada. Mais aquela conversa verdadeiramente foi o começo de tudo o que se seguiu…

(Alguns meses depois.)

Quando estava amanhecendo, justo antes de o sol começar a aparecer no céu, fechei os olhos com força, forçando-me a dormi. Mais uma tentativa em vão. A dor em meu peito expandia-se através de todo meu corpo como um incêndio sobre em um canavial.

Eu ainda não entendia porque doía tanto. Era obvio que esconder um sentimento era doloroso, até mesmo brutal ao coração, mais não ao ponto de maltratar meu corpo e pensamentos, me tirando noites de sono, que poderia ser tranquilas. Ou seria?!

-Não consegue dormir? – disse ela baixinho em meu ouvido sem abrir os olhos. Eu a olhei entre meu ombro.

Deus! Amava o som baixo de sua voz. Amava tudo nela.

-Não. – disse virando-me frente a ela, meu coração deu um salto.

-O que te incomoda? –

Ela abriu os olhos, e o olhar que eu havia conhecido há alguns meses se concentrou em mim. Uma tristeza, do tipo que me fazia desejar não ter nascido, eliminou qualquer expressão em meu rosto.

Ao ver seus olhos tão abertos e quentes naquele rosto formoso e perfeito, senti uma vontade de confessa-lhe todas as coisas que sentia por ela.

-Juliana… – pronunciei seu nome com dificuldade, quereria dizer muito mais coisas, mas, talvez meu silêncio fosse o ideal. Eu mesma não compreendia meus sentimentos, mas sabia o que desejava fazer. O que precisava ser feito. Não existiam muitas palavras, eu estava cheia de atitude a oferecer-lhe.

Ela me olhou. Seu olhar não havia condenação. Simplesmente havia uma genuína preocupação.

Ela levantou o braço e pôs a mão em minha bochecha.

O brilho em seus olhos e o tremor de sua adorável voz me partiu pela metade. Logo comecei a me distanciar. Seu rosto lindo, seus deliciosos lábios, seus olhos desesperados. O golpe da fragrância natural dela, tudo aquilo fez querer chorar, gritar, morrer.

Com os olhos alagados de lágrimas e meu coração dolorido, respirando agitadamente abri a boca para falar.

Mais não saiu nenhum som.

Ela limpou as minhas bochechas úmidas com mãos enquanto eu tentava acalmar um incêndio sem controle dentro de mim. A sua ternura foi o que mais me surpreendeu.

Nossos olhos se encontraram. Merda, ela era perfeita.

-Que se dane. – meu tom de voz estava ofegante. Desejava tê-la apertada contra meu corpo nu.

Enquanto cortava a distância entre nós, os olhos dela aumentavam, mas eu não ia retroceder.

Olhava fixamente a boca dela. Naquele momento de silêncio, com uma explosiva vibração de paixão entrelaçando nossos perfumes no ar, ela era tudo, abrangendo simplesmente tudo.

Seus olhos baixaram em meus lábios deslizando um dedo por minha bochecha.

Senti uma doce e atordoante sensação de sufocamento.

Eu a desejava. E desejava mais ainda ascender seus desejos.

Eu a olhava fixamente com admiração.

Com uma expressão de desejo nos olhos, eu acariciei meus lábios nos seus. Eu a olhei nos olhos, aproximando meus lábios dos dela novamente, acariciei-a, e como não ouve nem um impedimentos, mais sim, uma resposta, estendi a língua e lambi sua boca. Continuei beijando-a até que ela se agitou na cama e me apertou com as mãos tão firmemente que o estranho eco de emoção estalou outra vez.

Eu desejava ir tão mais longe… Mas eu precisava ser cuidadosa.

Acaricie lhe o estômago e os quadris. Quando ela se retorceu, lambi seu pescoço e passei os lábios entre seios.

Perambulei pelo interior de sua perna nua e sutilmente, inexoravelmente ela abriu suas coxas ainda mais. Quando meus dedos roçaram suas calcinhas, um disparo de eletricidade dissipou em seu sexo, disparando através de seu corpo com um quente estremecimento. Ela estava totalmente molhada, isso me deixou ofegando.

Juliana me olhou, desnorteada. Tomei a iniciativa e tirei sua blusa, soltando cada um de seus botões frontais despindo-a. Seus peitos eram perfeitamente proporcionados, seus mamilos eram rosados…

Lambi meus lábios, pensando em mim abrindo caminho a beijos por suas coxas para em seguida passar minha língua, para cima e para baixo pelo lugar onde morro por estar.

A respiração dela foi como um disparo em meu ouvido.

O som de seus gemidos acendeu meu corpo e a minha necessidade.

-Por favor… – ela disse. Foi mais um gemido que uma palavra. Separai suas coxas, e abri suas pernas com meu corpo.

Dei-lhe a oportunidade de dizer não ou de desviar-se ou de deter as coisas por completo entre a gente. Mas nada ela fez.

Sobressaltou-se quando comecei a abrir caminho para baixo beijando seu estômago e mais à frente sua virilha.

Voltei até seu umbigo onde me movi a seu redor, de um lado a outro com rápidas passadas de minha língua. Penetrando-o com a língua. Oferecendo um adiantamento da atenção que a seguir ela receberia mais abaixo.

Acariciei seu sexo por cima do algodão que a cobria. Meus dedos deslizaram sob o elástico puxando sua calcinha para baixar, pelas coxas, e atirei-a Deus sabia onde.

Minha língua perambulou seu sexo, agiu e quente. A sensação de seu sexo na minha boca era muito vívida, junto com dois de meus dedos enterrados firmemente dentro dela.

As suaves carícias de minha língua pareciam suspensas e ardentes sobre seu corpo, fazendo com que ela se esforçasse para senti, transformando cada passada de meus lábios e minha língua em uma fonte, tanto de prazer como de frustração.

Gemeu tão alto que ecoou pelo quarto.

Ela gozou intensamente.

Cobri seu sexo com a boca, chupando-a, sugando-a. Ela gozou novamente, só que desta vez mais forte e devastadora. Continuei sugando-a, aguentando suas sacudidas e curvações.

Parei somente quando ela puxou meu rosto até o seu, onde o som de lábios contra lábios se elevou junto com os gemidos dela enquanto a acariciava.

Juliana virou o rosto expondo a suave pele que cobria seu pescoço. Tracei beijos delicados por todo musculo.

Eu permaneci em silêncio. Até que ela disse:

-Eu te amo. -seu tom de voz era muito profundo, mais que o normal.

Deus, a palavra era tão simples, entretanto, vinda dela, significava tanta coisa.

É claro que ela já havia me dito aquilo varias vezes. Só que naquele instante era diferente, intenso. Na realidade, era mais significativa a forma de como ela expressava o que sentia por mim do que dizer algo repetidas vezes, que não parecia ter valor algum. Como não havia antes. Não, da forma que eu queria. Que eu precisava.

Havia certa vulnerabilidade em seu olhar profundo. Ou talvez não. Talvez fosse ela que se sentisse vulnerável. E aquelas palavras tinha provocado esse estado.

Aposto que mais tarde, muito mais tarde, refletirei essas três palavras como sendo meu precipício.

Deitei ao seu lado, sem palavras, sem folego, paralisada.

-Eu sei… É estranho. Talvez você não intenda… Nem eu intendo. Simplesmente me apaixonei, a cada dia mais, e quando vi, já era amor. Só não sabia como te dizer, e nem como expressar isso.

Acariciei ambas as bochechas com os meus polegares.

Sustentei seu rosto entre minhas palmas baixando a boca até a sua.

— Amo você. —ela repetiu. Apertei-a contra mim e simplesmente ficamos ali agarradas.

Enquanto eu deslizava os dedos sobre suas bochechas, do nariz até os lábios, via-a com os olhos e a conhecia com o coração.

Minha respiração se prendeu na garganta quando ela me acariciou os seios.

Fez-me rodar e montou-me sobre meus quadris…

Enquanto eu soltava o ar pela boca, senti as pulsações entre minhas coxas, estava úmida, desesperada por fosse o que quer que ela fosse fazer.

Meu mamilo estava tenso contra seu polegar que se movia em círculos. Senti a suavidade de seus lábios ao beijá-la profunda e lentamente.

Deixou a cabeça cair sobre meu peito e beijou meu mamilo.

A umidade que eu sentia entre as pernas era avassaladora.

Meti-me dentro de seus braços, segurando-a com força, aspirando profundamente seu perfume.

Inclinei a cabeça e a beijei, beijei-a e beijei um pouco mais.

Quando deslizei meus braços ao redor da nuca dela, ambas perderam o controle, fechamos os olhos.

Cravei minhas unhas em sua nuca quando ela puxou minha calcinha fazendo-a descer por minhas coxas.

A visão de sua língua rosada provocando meu peito me paralisou, especialmente quando seus olhos encontraram com os meus enquanto rodeava meu mamilo.

Deixei-me ir completamente, me sentia até mesmo aliviada.

Gemi perdidamente.

Ela se impulsionou para cima de mim e falou em meu ouvido:

— Eu gosto desse som. –

Os dedos dela se afundaram em meu cabelo.

Deslocando-se para meus lábios, beijou-me com mais força do que antes. Eu estava completamente excitada, cada ato dela fazia com que meu sexo se umedecesse rapidamente.

Apoderou-se de minha boca e acariciou-me o sexo. Com profundos arremessos da sua língua em minha boca, eu joguei a cabeça para trás, perdendo-me completamente nela.
Arquei os quadris, eu estava sem ar e desesperada para falar.

Seu dedo do meio deslizou para dentro de mim. Viu suas coxas estendidas e seus dedos deslizando-se dentro e fora de mim.

Tremiam-me os ombros, e minhas coxas se sacudiam convulsivamente.

Ela respirou profundamente.

A atrai para mim, sugando um mamilo dentro da boca e acariciando o outro com o polegar enquanto eu ofegava.

Ela gemeu, e a ouvi lamber os lábios.

Sorriu acariciando-me enquanto eu tinha o orgasmo. Quando finalmente ela se aquietou, parecia envergonhada. Eu sabia que ela não havia estado com ninguém em muito tempo, e nunca com alguém como eu, e jamais feito aquilo.

Fiquei quieta e ela também. Ambas estávamos ofegando.

Ela franziu o cenho. E quando inalei profundamente sua embriagadora fragrância, eu levantei os olhos para os dela.

Manteve o olhar fixo nos meus enquanto voltava a acomodar-se sobre seu travesseiro.

E enquanto ela deitava com uns quinze centímetros de distância entre mim, senti uma saudade como se ela tivesse abandonado o país.

Ficando de lhttps://i2.wp.com/25.media.tumblr.com/tumblr_mc3k2cn5O51qj1d10o1_500.jpgado, apoiei a cabeça na parte interior do braço e a contemplei enquanto ela olhava fixamente o teto.

— Juliana… — meus olhos percorreram seu corpo e retornaram a seus olhos.

— Eu também te amo… muito— falar mais iria arruinar o que havíamos acabado de compartilhar.

Ela me olhou. Sorriu e roçou minha bochecha.

Tomei sua mão entre as minhas e beijei sua palma.

Agora ela estava ofegante e ruborizada. Uma fina película de suor cobria uma porção do seu rosto.

Ficamos só Deus sabia quanto tempo ali deitadas lado a lado, encarando uma a outra com um sorriso felicíssimo nos lábios.

Autora: Anna Karoline

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5 opiniões sobre “Quando acontece

  1. Este é de longe o MELHOR conto de todos que li, não desmerecendo os outros, mas este prendeu-me em cada frase e paragrafo!
    Fica aqui, minha humilde e singela admiração a autora e as mediadoras da pagina!
    Sou apreciadora de contos como este a anos, e não me pareceu vulgar em momento algum, pelo contrario, me fez imaginar uma cena de amor, em sua maior ramificação.
    Ah! Escritoras falam demais, não é mesmo?
    Enfim, garotas (já queridas) apreciei muito o texto!

    Atenciosamente,
    Erika. 😀

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